terça-feira, 31 de maio de 2011

REVISTA ROLLING STONE BRASILEIRA. A PRIMEIRA VERSÃO

Janis Joplin
Gal Costa

Aqueles com menos de 50 anos de idade que passam nos dias de hoje pelas bancas de jornais e deparam com aquela revista bem elaborada ostentando na capa verdadeiras celebridades não somente da música como tambem da televisão e da política,jamais imaginaria que no início dos anos setenta ela fêz parte da leitura cotidiana de rockeiros e intelectuais do nosso Brasil. Estamos falando da Rolling Stone  que nos seus áureos tempos era focada diretamente para a música. Tudo começou em 1971 com um Inglês residente no Rio de Janeiro conhecido como Mick Killingbeck que editava pela primeira vêz a versão brasileira dessa lendária revista. O jornalista underground Luiz Carlos Maciel era o editor chefe e Mick proprietário de uma editora se responsabilizava em pagar os royalties para a matriz Americana pelo uso do nome,da logomarca e do material jornalístico recebido com matérias dos artístas estrangeiros(exatamente o que chamamos hoje em dia de franquia). Maciel via como objetivo da revista,a introdução do rock'n'roll como fenômeno cultural em nosso pais e logo no primeiro mês após o lançamento da primeira edição,a remessa do material para o número seguinte foi bloqueada por falta de pagamento dos benditos royalties,sem alternativa,Luiz Carlos Maciel,Mick Killingbeck e a turma de colaboradores,entre eles os iniciantes Ezequiel Neves e Ana Maria Bahiana,continuaram improvisando com material local  e de fora aproximadamente por mais de um ano veiculando e expondo a rolling stone brasileira nas bancas. Entre as capas mais famosas nessa época estavam as edições com Big Boy,Gal Costa,Caetano Veloso,John Lennon e Janis Joplin. Com pouco mais de trinta números editados quinzenalmente,o jornal como gostava de se referir Luiz Carlos Maciel, não tinha mais como se sustentar saindo de circulação em janeiro de 1972 para retornar anos depois com um formato onde o foco principal está no comportamento,na política,nas fofocas televisivas e em muita propaganda;deixando pouquíssimo espaço pra música principalmente o gênero que lhe fez por merecer o nome,o Rock'n'Roll. Quem tiver algum número dessa época que guarde como se fosse um pote de ouro no final do arco-iris.

SINGLE COLLECTORS: Sweet Home Alabama>>Take Your Time/Lynyrd Skynyrd




Quando Neil Young gravou "Southern Man",o ex vocalista do Lynyrd Skynyrd Ronnie Van Zant,achou a letra ofensiva e dirigida diretamente aos sulistas norte americanos,em resposta,Ronnie compôs o clássico "Sweet Home Alabama" falando justamente o contrário do que escrevera Neil Young. A canção do Lynyrd Skynyrd exalta o estado,suas peculiaridades,seus habitantes caipiras e menciona que um cidadão canadense(Young)não tem o direito de falar do que realmente não tem conhecimento. Reza a lenda que por esse motivo,Ronnie Van Zant e Neil Young se tornaram inimigos,tudo balela,Young em alguns shows chegou a tocar "Sweet Home Alabama" enquanto que Van Zant,vivia vestindo uma camiseta preta com uma foto e o nome de Neil Young estampados.Comentam até hoje que Ronnie Van Zant foi sepultado com a tal camiseta.

Lançamento : Abril de 1974
Selo : MCA
Disponível no Álbum : Second Helping

CLASSIC BOOTLEG: Live In Chile/John Fogerty



O lendário guitarrista e vocalista John Fogerty revisitando os clássicos do Creedence Clearwater Revival. O show foi realizado no dia 23/05/2011 em Santiago capital do Chile e transmitido pela Futuro Fm uma espécie de rádio roqueira chilena. O set list contem canções da carreira solo de Fogerty mas são os grandes hits do CCR que deixam a audiência totalmente chapada. O grande destaque do concerto sem dúvida é a execução da música Ramble Tamble,na minha opinião,uma das cinco melhores canções gravadas pelo Creedence Clearwater Revival ou como se dizia por aqui (Credence).Formação da banda:
John Fogerty: Vocals/Guitar
Hunter Derrin: Guitar
James Intveld: Guitar
Dave Santos: Bass
Matt Nolen: Keyboards
Kenny Aronoff: Drums

SINGLE COLLECTORS: Ohio>>Find The Cost of freedom/Crosby,Stills,Nash & Young




Após o episódio de 04/05/1970,quando soldados pertencentes a guarda nacional mataram quatro pessoas na universidade de Kent State/Ohio;Neil Young protestou o ocorrido compondo uma letra bastante significatica e uma melodia moldada para o quarteto. Young canta os primeiros versos como lamentando a barbarie enquanto Crosby,Stills & Nash harmonizam o refrão numa canção que emociona do início ao fim. A gravação desse single foi realizada de imediato e lançado exatamente 10 dias depois do ocorrido. Ohio não consta em nenhum álbum oficial de estúdio do Crosby,Stills,Nash & Young,exceto em compilações e gravações ao vivo.

Lançamento : Junho 1970
Selo: Atlantic Records