terça-feira, 31 de julho de 2012

ROCK 'N' CINE: American Graffiti

FILME: American Graffiti
ANO: 1973
DIRETOR: George Lucas
PRODUTORES: Francis Coppola e Gary Kurtz
ELENCO DESTAQUE: Harrison Ford/Wolfman Jack
TRILHA: MCA
ESTÚDIO: Universal


O renomado George Lucas,registrando com suas lentes,uma turma de jovens estudantes curtindo fulltime o verão de 1962 numa pequena cidade no interior da California,antes de retornarem para Universidade. A trama envolve brigas de gang,muita paquera e carrões envenenados. Tudo acontecendo ao som do DJ "Wolfman Jack" que dos estúdios de uma rádio FM,manda recados e solta canções como:Johnny B. Good(Chuck Berry),All Summer Long(The Beach Boys),Green Union(Booker T. & The Mg's),Little Darling(The Diamonds),The Locomotion(Little Eva) e várias outras.
Em 1979 a Universal,tentou lançar a película com algumas cenas cortadas,imediatamente protestado por George Lucas que acabou impedindo a bobagem que iriam fazer,considerando o seu estatu como diretor depois do sucesso de Star Wars.

TOP TEN: Dez discos para você ouvir e entender o rock progressivo

Com a diversidade de vertentes dentro do rock progressivo,é quase impossivel a montagem de uma lista com somente 10 discos do gênero.Existem mais de 100 álbuns que considero importantíssimos para o surgimento e consolidação do estilo. Tentarei ser o mais sucinto possivel ao expor 10 discos que considero importantes,para quem deseja entender o movimento ou até mesmo, para que você possa conferir se algum deles,faz parte de sua discoteca.

10) Brain Salad Surgery:Emerson Lake And Palmer(1973/Manticore)
Quinto disco do ELP trazendo composições vanguardistas com passagens eruditas. É o caso de Karn Evil 9 partes I e II,Primeira,Segunda e Terceira impressions,uma adaptação para Toccata do compositor argentino Alberto Ginastera,Jerusalem e a bela Still...You Turn Me on com o vozeirão de Greg Lake. A participação de Peter Sinfield,como letrista é intensa,já que ele escreveu a maioria das letras do álbum.Sanfield já havia trabalhado com o Kung Crimson e Premiata Forneria Marconi.

09) Mirage: Camel(1974/Deram)
Mirage é o segundo e mais significativo álbum do grupo.Peter Bardens(Key's),Andy Latimer(Gtr/Voc),Doug Ferguson(B),e Andy Ward(Ds),criaram canções elaboradas e cheias de vistuosismo,preparando o clima para o próximo trabalho,o também importantíssimo The Snow Goose.

08) The Wolrd Became The Wolrd:Premiata Forneria Marconi(1974/Manticore)
O Combo Italiano P.F.M,liderado pelo trio Flávio Premoli,Mauro Pagani, e Franco Mussida,contou com a ajuda de Peter Sinfield para conceber um dos melhores discos do progressivo sinfônico.

07) Bundles:Soft Machine(1975/Harvest)
Não essencialmente um disco de rock progressivo,mas sim progressista.o Soft Machine contando com o genial guitarrista Allan Holdsworth,misturou tudo: rock,jazz,experimentalismo,enfim,o Canterbury Sound.

06) Sailling England By The pound:Genesis(1973/Charisma)
Com a sua melhor formação e muito antes da dedicação ao pop,o Genesis ainda com Peter Gabriel nos vocais e Steve Hackett nas guitarras,colocou o dedo na ferida,criticando o império Britânico e a maneira tradicional de vida dos Ingleses. As passagens instrumentais do disco, não deixam dúvidas da competência dos músicos.No decorrer das décadas,o Genesis foi o grupo mais copiado do rock progressivo.

05) Moving Waves(ou Focus II):Focus(Polydor/1971)
Pensei em escalar o Focus III,mas preferi Moving Waves,pela maneira como eles conduzem suas canções cheias de nuanças eruditas,além é claro,de ser constatado o fato de que a banda era 100% instrumental,com destaque para o guitarrista Jan Akkerman. O hit Hocus Pocus,foi a única cantarolada no estilo Yodel(Bastante comum na Holanda) pelo tecladista Thijs Van Leer.

04) In A Glass House:Gentle Giant(1973/WWA/Vertigo)
In A Glass House é o quinto álbum do Gentle Giant,trazendo os irmãos Derek(Vocal) e Ray Shulman(Baixo,Violino,Vocal) em total liberdade no estúdio,criando peças que te deixam maravilhado logo na primeira audição. São arranjos com solos de violino,o tecladista Kerry Minear executando com maestria sua tecladeira elém de violão cello,vibraphone e xilophone,a guitarra eficiente de Gary Green e os compassos quebrados de difícil execução do baterista John Weather. Existe uma historinha a respeito desse disco que dizem ter o engenheiro de som, derramado um bule da chá sobre a fita matriz,obrigando o Gentle Giant à refazer tudo novamente,o que para os músicos, não foi nenhum problema.

03) Aqualung: Jethro Tull(1971/Island UK)
Poderia citar aqui o disco Thick As Brick,mas Aqualung, traz tudo o que Ian Anderson projetou para a banda:Folk Celta,Jazz,Blues, e Rock and Roll. O tema principal desse trabalho do Jethro Tull é polêmico porque ataca principalmente as divergências religiosas.

02) In The Court Of The Crimson King:King Crimson(1969/Island UK)
Primeiro trabalho do Rei Escarlate,e um dos mais importantes do gênero rock progressivo.Da porrada de 21 st Century Schizoid Man à suavidade de I Talk To The Wind,o álbum é um divisor entre o experimental raivoso e a simplicidade.

01) Fragile:Yes(1971/Atlantic)
Não é por ser fã do Yes,que deixei este disco para a poliposition. Na verdade Fragile,consolidou a banda como um dos pilares do progressivo sinfônico. Quem em sã consciência,questionaria o magnificência de músicas como:Heart Of The Sunrise,Cans And Brahms,South Side Of The Sky,Long Distance Runaround e o hit Roundabout?

Nota: Depois da lista pronta, esqueci de mencionar, pelo menos um disco do Pink Floyd. Corrigindo esse erro,diria que Atom Heard Mother,seria o mais indicado para fazer parte desse top ten,por ser um trabalho coeso,com belas passagens orquestrais,e já prevendo as viagens interplanetárias de The Dark Side Of The Moon e Wish You Were Here.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

CLASSIC BOOTLEG: FIGHTING UK TOUR 1975 - THIN LIZZY

FORMATO: CD Simples
ÁUDIO: Soundboard Stereo Recording


Bootleg do Thin Lizzy em 1975,cumprindo turnê pelo Reino Unido,divulgando o disco "Fighting". Às vésperas de lançar o platinado "Jailbreak",o grupo estava concluindo sua passagem pela europa. Os caras estavam vivendo os melhores momentos da banda. Os problemas costumeiros do guitarrista Brian Robertson,ainda não existiam,seu entrosamento nos solos gêmeos com o parceiro Scott Gorham,era perfeito. Phil Lynott a cada dia,se tornava um grande compositor,e Brian Downey havia aumentado seu kit,agora tocando com dois bumbos e dois surdos. O Thin Lizzy,começava a ser afamado no mundo como uma das melhores bandas de hard rock. Esta apresentação foi realizada na Universidade de Derby-UK,em 21 de Novembro de 1975. O set list conta na sua maioria com músicas dos álbuns Night Life e Fighting entre elas:"Wild One"-"For Those Who Love To Live"-"Suicide"- "Rosalie"(Bob Seager)-"Fighting(My Way Back)"-"It's Only Money"-"Sha la la"-"Showdown"- e "Still In Love With You". Um belíssimo momento do Thin Lizzy.

Formação na época:
Phil Lynott(1949 - 1986): Vocals,Bass
Brian Robertson: Guitars,Vocals
Scott Gorham: Guitars,Vocals
Brian Downey: Drums

domingo, 29 de julho de 2012

CLASSIC BOOTLEG: Avignon,France 1981- Bob Dylan

FORMATO:  CD Duplo
DURAÇÃO: 2h03
ÁUDIO: Excellent Soundboard Stereo Recording


Esse excelente Bootleg, foi gravado durante uma apresentação de Bob Dylan em Avignon na França. O Show aconteceu no Palaces Des Sports no dia 25 de Julho de 1981. Naquela ocasião,Dylan excursionava
divulgando o disco "Shot Of Love". O cantor havia se convertido ao Evangelicalismo,e gravou este álbum,repleto de mensagens evangélicas,mas tudo dentro do padrão característico de suas composições-por sinal que eu gosto tanto do "Shot Of Love" quanto o anterior de 1980 chamado "Saved". O mais legal,é que nessa turnê,Bob Dylan conta com quatro vocalistas para os backing vocals, fazendo com que em alguns momentos,o concerto fique num clima bem godspell. Isso acontece justamente quando as cantoras Regina Havis e Carolyn Dennis,cantam em solo cada uma, as músicas 'Till I Get It Right e Walk Around Heavens All Day. Tirando a parte cristã,Mr Zimmerman manda ver seus velhos clássicos com versões magnificas para, Just Like Womam,Like a Rolling Stone,Meggies Farm,Ballad of Thin Man,Forever Young,Blowin In The Wind e uma versão arrasadora para Knockin' on Heavens's Door,encerrando o show,com um gostinho de quero mais.

BANDA:
Bob Dylan: Vocals,Acoustic and Electric Guitar,Harmonica
Fred Tackett: Guitars
Steve Ripley: Guitars
Willie Smith: Keyboards
Tim Drummond: Bassguitar
Jim Keltner: Drums

Backing Vocals
Clyde King
Carolyn Dennis
Regina McCreary Havis
Madelyn Quebec


ÁLBUNS CLÁSSICOS:LONDON CALLING - THE CLASH

O Contrabaixo que Paul Simonon aparece quebrando na capa do disco London Calling
ÁLBUM: London Calling
LANÇAMENTO: Dezembro de 1979
SELO: Epic
PRODUTOR: Guy Stevens
ESTÚDIO: Wessex Studios

O The Clash e o Sex Pistols,foram os maiores nomes do Punk Rock produzido na Inglaterra,com uma pequena mais notável diferença. O grupo do guitarrista Joe Strummer,mostrava uma progressão à cada álbum,enquanto Johnny Rotten e sua turma,desmantelavam. London Calling disco duplo oficialmente lançado em 14 de Dezembro de 1979,é o terceiro e mais bem polido do The Clash. Nele,Joe Strummer e Mick Jones,resolveram escancarar de vez,as influências da banda. Fica claríssimo que além do Rock and Roll,o The Clash flertou também com reggae,dub,ska,rockabilly,soul e jazz,como se fossem ingredientes desse verdadeiro caldeirão sonoro. Em 1979, a Inglaterra passava por sérios broblemas sociais,aproveitando toda essa situação,Joe Strummer,abria o bocão e não livrava a cara de ninguém,até a Espanha foi alvo de críticas na música "Spanish Bombs". Enquanto isso,o lado regueiro da banda,fica à cargo do baixista Paul Simonon frequentador assíduo do Brixton-Bairro Londrino-enchendo a cara de ganja junto com os amigos Jamaicanos. London Calling é desse jeito,Punk Rock Politizado(London Calling),Rock And Roll(Revolution Rock),Rockabilly(Brand New Cadillac),e Jazz(The Right Profile), e isso tudo ainda duplicaria no álbum seguinte apropriadamente chamado de "Sandinista". London Calling,simplesmente um álbum perfeiro,por isso eleito como clássico.

Notas:
London Calling chegou ao top 10 entre os mais vendidos no Reino Unido. O Single com a música título,alcançou a vigésima posição na Inglaterra e ficou entre as 10 primeiras nos EUA.

Esse disco do The Clash,é considerado até hoje,um dos 500 melhores álbuns de rock do mundo.

O layout da capa,é uma homenagem à Elvis Presley,em seu primeiro disco.

A foto da capa de autoria de Pennie Smith,mostra Paul Simonon,destruindo seu contrabaixo,golpeando o instrumento contra o assoalho do palco do The Palladium em Nova York. Esse contrabaixo,um Jazz Fender Precision,estava até bem pouco tempo em exposição no Rock And Roll Of Fame em Cleveland.

sábado, 28 de julho de 2012

ROCK 'N' CINE - KEEP ON ROCKIN'

Cartaz Original do Festival"Toronto Rock'n'Roll Revival 1969"
Cinema e Rock 'n' Roll sempre andaram de mãos juntas.Partindo desse princípio o blog SOMTRES,passa a falar esporádicamente de alguns filmes importantes onde o tema principal é o Rock.

TÍTULO: Keep On Rockin'
ANO: 1972
DIREÇÃO: D.A Pennabeker



Esta na realidade,foi uma reedição do original "Toronto Rock 'n' Roll Revival" de 1969.Nesta versão foram limadas as imagens de John Lennon e Yoko Ono juntos com a Plastic Ono Band. Em substiuição,colocaram momentos de Janis Joplin e Jimi Hendrix no Monteray Pop Festival,acontecido dois anos antes,o que acaba enganando aos desavisados. O restante do filme,está intácto.

LENDAS DO ROCK: RANDY RHOADS - A breve carreira de um brilhante guitarrista de heavy metal

Randy Rhoads e a Flying V de bolinhas
Randy Rhoads com 13 anos
Rendall William Rhoads,nasceu para ser um guitar heroe,mesmo tendo uma brevíssima carreira. Caçula entre os tres irmãos,Randy Rhoads veio de uma família onde todos eram músicos. Ainda criança,herdou do avô um velho violão Gibson Sunburst,e com sete anos,foi presenteado por sua mãe com sua primeira guitarra. Uma bela noite, seu irmão mais velho Kelle Rhoads,o levou para assistir um show de Alice Cooper,na saida,Randy confessou ao irmão que seria um guitarrista famoso de rock 'n' roll. Agora com treze anos,ele começa a montar pequenas bandas,e quando chegou aos quinze já era tão bom,que começou a ganhar dinheiro,lecionando guitarra na escola de música que pertencia a sua mãe. Em 1975,o vocalista Kevin DuBrow o levou para o recem formado Quiet Riot,onde ele começa a despontar,usando uma guitarra Flying V preta, estampada com bolinhas brancas, construida pelo amigo,e luthier Karl Sandoval. Com o Quiet Riot.Rhoads gravou dois álbuns "Quiet Riot I(77)" e "Quiet Riot II(78)", e não ficou para testemunhar o grande sucesso do grupo,o platinado "Metal Health(83). Em 1979, Randy Rhoads já não era mais do Quiet Riot,quando ficou sabendo que Ozzy Osbourne recem saído do Black Sabbath,estava em Los Angeles fazendo testes com guitarristas. Ozzy tentava candidatos com estilo único,e tinha muitas dificuldades pra encontrar alguém com esse perfil. Todos testados até então,sempre iniciavam os testes com alguma canção do Black Sabbath e isso deixava Ozzy Osbourne putu dentro das calças. "Porra não aguento mais,esses caras chegam aqui e querem imitar Tony Iommy!" exclamou um impaciente Ozzy. Num dos útimos dias de teste,o vocalista resolveu ouvir um moleque magricelo de cabelos louros que aguardava timidamente na porta do estúdio improvisado num quarto de hotel. Nem foi preciso tocar nada-e nem Randy Rhoads pretendia tocar algo do Black Sabbath-bastou o jovem candidato plugar sua Flying V no amp, e iniciar o aquecimento para o teste,que Ozzy Osbourne Exclamou. "É você o dono da vaga,você é o cara certo pra minha banda!". Daí em diante Randy Rhoads mostrou todo o seu talento ainda em acessão gravando com Ozzy,os discos "Blizzard Of Ozzy(80)","Diary Of A Madman(81)",e em apresentações ao vivo. Randy Rhoads já era bastante popular entre os hedbangers e até mesmo por uma grande parte dos fãs do Black Sabbath,além de ser um dos melhores guitarristas do inicio dos anos oitenta. Isso  não deixou que ele esquecesse de evoluir,por esse motivo,era comum nos dias de folga,vê-lo estudanto técnicas de violão clássico,dizendo que,um músico de verdade,deseja sempre aprender outros bons estilos que vão do blues à música erudita. Randy nunca foi um catador de sucesso,não tirava uma de rockstar,não usava drogas,bebia muito pouco,e levava muito à sério sua profissão. Certa vez,chegou a cogitar deixar a banda de Osbourne,para dedicar-se ao blues,ao Jazz,e ao violão erudito. Infelizmente,sua carreira foi interrompida no dia 19 de Março de 1982 em Leesburg/Florida,quando por pura curtição, voava junto ao piloto dentro de um avião monomotor que numa razante,chocou-se com um celeiro e explodiu,matando e nos tirando o talendo desse jovem músico,na época com 25 anos vividos. Randy Rhoads,era Americano de Santa Monica/California,nascido em 06 de Dezembro de 1956. Se hoje estivesse vivo,teria a minha idade.

Frases:

"Você querer somente tocar não é o suficiente,você tem que amar a guitarra"(Randy Rhoads)

"Randy Era um excelente guitarrista,eu não tinha noção do quanto ele era bom,até começar a tocar com ele no Quiet Riot"(Rudy Sarzo,ex baixista do Quiet Riot)

"Ele foi uma das pessoas mais amaveis que convivi,nunca ofendeu alguém,nunca o vi bravo"(Kelle Rhoads, baterista e irmão mais velho de Randy)


"As bolinhas brancas em sua Flying V,foram criadas como uma espécie de marca registrada,lembram gravatas borboletas,e foi idéia de Randy(Karl Sandoval,Luthier e grande amigo de Randy Rhoads)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CLASSIC BOOTLEG: PINK FLOYD - LIVE IN VENICE 1989

Capa do bootleg:Pink Floyd Live In Venice'89
Canal San Marco horas antes do show
Lembro perfeitamente que no final dos anos 80,vi  numa revista,fotos da apresentação do Pink Floyd em Veneza,onde o grupo tocou nas águas do canal de San Marco. Naquele momento,não pude deixar de imaginar,a grandiosidade do espetáculo. E é justamente esse bootleg,que registra a banda Inglesa em uma de suas apresentações mais controvérsia. Apesar dos vários protestos da vizinhança, e de representantes do patrimônio cultural local,o Pink Floyd, arquitetou tal apresentação num palco flutuante,construido sobre uma balça atracada no grande canal de Veneza. O concerto foi realizado no dia 15 de Julho de 1989 para 200 mil fâs que apóstos, assistiam tudo posicionados na praça em frente ao palco. Este projeto ambicioso,quase foi cancelado. Dois dias antes,os responsáveis pelos monumentos municipal,tentaram impedir a apresentação alegando que, o altíssimo volume das caixas de som,imitiriam vibrações que poderiam danificar prédios históricos e outras obras esculturais. Tentando colocar panos quentes,organizadores,críticos e alguns políticos,se responsabilizaram pela redução dos decibéis,junto aos músicos,técnicos,e engenheiro de som. Tudo contornado,o show foi realizado com o Pink Floyd se apresentando imaculável como sempre, para uma multidão que ovacionava à cada música. O espetáculo com efeito de luzes sobre às águas foi esplendente. No dia seguinte,os jornais não somente noticiavam a grandeza do concerto,como também contabilizavam os prejuízos. O estrago foi grande,estátuas de mármore trincadas,postes de iluminação pública, destruidos por pessoas que os escalavam para uma melhor visualização,além das 300 toneladas de lixo,removidas com a ajuda do exército. Horas depois,autoridades vieram à público se desculpar com os moradores pelo transtorno,prometendo que, jamais um evento igual, se repetiria. No mesmo encontro,o vereador Silvan Siccarelli,após as desculpas,pediu seu afastamento do cargo,explicando ter sido ele,um dos responsáveis pela realização do show. O fato é que, realmente um acontecimento musical como esse, nunca mais foi realizado nas águas do canal de San Marco. Feito único que coube somente ao Pink Floyd.

Formação:
David Gilmour:Vocais-Guitarras
Nick Mason: Bateria-Percussão
Rick Wright: Teclados

Personnel Tour:
Tim Renwick: Cuitarras
Gary Wallis: Percussão
John Carin: Teclados-Vocais
Scott Page: Saxofone
Guy Pratt: Baixo-Vocais

Backing Vocals:
Rachel Fury,Durga Mcbroom,Lorelei Mcbroom

Diretor do Concerto:
Robbie Williams
Efeitos e Luzes:
Mark Brickman
Engenheiro de som:
Buford Jones
Produtores:
Steve O' Rourke e M. Riccardo Coratto

FORMATO: CD Duplo
ÀUDIO: FM Broadcast Recording

Nota:  Mais de 100 milhões de fãs em 23 diferentes paises,assistiram esse concerto do Pink Floyd pela televisão.

Existe uma versão oficial dessa apresentação em CD duplo,acompanhado de um DVD.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

CLASSIC BOOTLEG: Live In Osaka 1973-Deep Purple

FORMATO: CD Simples
ÁUDIO:  Soundboard Recording


Depois da primeira visita ao Japão em 1972. O Deep Purple retornou novamente no ano seguinte com o mesmo line up chamado de MK II,para novas apresentações junto aos japoneses,sendo essas, as últimas com Ian Gillan e Roger Glover,substituidos por David Coverdale e Glen Hughes respectivamente. Esse bootleg,registra o Deep Purple na cidade de Osaka, no Festival Hall,em 29 de Julho de 1973. Apesar da banda está divulgando o disco "Who Do We Think We Are",o grande momento do show são as músicas do clássico "Machine Head"(Isso acontece até hoje). Os improvisos de Ritchie Blackmore e Jon Lord(1941-2012) em"Highway Star" e "Strange Kind Of Woman",não deixam dúvidas do quanto os caras estavam entrosadíssimos. Blackmore ainda ficaria até a gravação de Stormbringer(1974),partindo para formar o Rainbow,cedendo seu lugar à Tommy Bolin(1951-1976).

Formação na época:
Ian Gillan: Vocais
Roger Glover: Baixo Rickenbacker
Jon Lord: Orgão Hammond B3
Ritchie Blackmore: Guitarra Fender Stratocaster
Ian Paice: Bateria e ferragens da Ludwig,pratos da Zildjian


ROCK,A HISTÓRIA: O APARECIMENTO DO ROCK INGLÊS

Em plena segunda guerra mundial,a Inglaterra começava a descrobrir o Blues. A rede BBC de rádio,transmitia programas do gênero como: "America Sings" e "American Music Festival". Até o começo dos anos cinquenta,o jazz dixieland tipo big band era a grande curtição na Grã Bretanha. Chris Barber,era o nome mais forte no estilo. Numa de suas excursões aos Estados Unidos,Barber convidou os bluesmen Big Bill Broonzy,Josh White e Brownie Mcghee,para algumas apresentações nos pequenos clubes de Jazz Londrinos. Com o passar dos anos,outros blueseiros tambem,visitaram com frequência à Inglaterra,entre eles Lonnie Johnson,Lonnie Donegan e Big Jim Sullivan os quais serviram como base musical para os jovens iniciantes guitarristas britânicos,entre eles Hank Marvin(The Shadows) e Jimmy Page. Antes de morrer,Big Bill Broonzy,conversou muito com Barber e o convenceu que desse um jeito de levar para Inglaterra,Muddy Waters,Sony Boy Williamson e outros músicos que estavam despontando no rhythm & blues. Ao desembarcar em Londres,Muddy Waters e o pianista Otis Spain,iniciaram uma pequena tour tocando sempre com o volume altíssimo. Durante uma exibição em Leeds,os críticos foram enfáticos ao se referirem aos shows,como guitarra gritante e piano uivante. Em 1956, mesmo com o blues arrazando com os Ingleses,outro rítimo fazia a cabeça de futuros astros do rock na Inglaterra. O Skiffle-que viria à influenciar o lado mais pop do rock Britânico-era a grande curtição de alguns meninos adolescentes como George Harrison e Paul McCartney,tocar numa banda de Skiffle,isso antes de se juntarem à John Lennon nos Quarrymen. "Bastava um violão com cordas de aço,uma tábua de lavar roupa e um caixote de madeira com um cabo de vassoura,algumas cordas e no máximo dois ou tres acordes". Declarou McCartney,tempos depois. Até o início dos anos 60,os jovens músicos Ingleses,estavam consumindo discos Americanos de blues e rock and roll. Jeff Beck,ficou encantado com a técnica de Cliff Gullup dos Blue Caps de Gene Vincent. Scott Moore,guitarrista de Elvis Presley,foi tambem uma das influências de Jimmy Page. Eric Claptom ainda juvenil,formou o The Roosters para tocar versões das canções de Lighnin' Slim,Fats Domino,T.Bone Walker e B.B.King. Os brothers Keith Richards e Mick Jagger,babavam para os lançamentos da Chass Records. Quando Jagger e Richards se encontraram pela primeira vez numa estação de trem em 1960,o guitarrista,ficou bastante interessado nos álbuns "The Best Of Muddy Waters" e "Chuck Berry Is on Top",que Mick segurava nas mãos,eram discos dificeis de obtenção na Inglaterra. A lenda Robert Johnson,tambem foi outro que causou impácto profundo nos garotos britânicos. Eric Clapton chegou a declarar que,os discos de Johnson,cobriam todos os seus desejos como um aspirante ao estilo. Com o blues dominando a terra da rainha,a famosa casa de show "Skiffle Centre" em Londres,foi transformado no "London Blues And Barrellhouse Club",onde começaram a se apresentar os primeiros nomes do British Blues: Alexis Korner,Cyril Davies e Long John Baldry. Alexis Korner,chegou apadrinhar no Blues Incorporated,Mick Jagger,Brian Jones,Nicky Hopkins,Jack Bruce e Ginger Baker. Toda essa turma,já começava a se juntar nos pub's. Mick Jagger e Keith Richards,logo estavam dividindo um quitinete com Brian Jones,quando escutaram "Muddy Waters" cantando "Rollin' Stones",surgindo então o Brian Jones,Mick Jagger & The Rollin' Stones. Em pouquíssimo tempo,esse nome foi mudado para "The Rolling Stones". No início de 1963,era a vez de Willie Dixon e Memphis Slim,chegarem na capital Inglesa. Os dois,não deixavam de encorajar,os meninos sempre em busca de um som mais rocker. Jimmy Page,foi tambem um grande simpatizante do trabalho de Dixon,que o diga as músicas "You Shook Me" e "Can't Quit You Baby" do Led Zeppelin,ainda em 63,William Dixon organizou em Londres junto com Horst lappman,a primeira versão do anual "American Folk Blues Festival". Durante as apresentaçõs,era frequente na primeira fila da plateia,as presenças dos Rolling Stones,Yardbirds,e Animals,assistindo John Lee Hooker,Muddy Water,Sonny Terry,e vários outros. Em 1964,todos já ralavam em suas bandas ou nos estúdios,Jimmy Page, Brian Jones e outro grande articulador do Blues Britânico John Mayall,foram assistir Sonny Boy Williamsom,Muddy Waters e Memphis Slim e sairam impressionados com o que viram. até 1965,o AFBF( American Folk Blues Festival),havia trazido vários nomes importantes,alguns deles registraram gravações em estúdios Londrinos,acompanhados exclusivamente pelos juvens musicos Ingleses.Um desses encontros,não foi em nenhum estúdio,mas sim no palco do já famoso Crawddary Club, quando Sonny Boy,tocou com os Yardbirds. Grupos como:Blues Inc,John Mayall And The Bluesbreakers,The Yardbirds,The Rolling Stones,Faces,Fleetwood Mac(Fase Blueseira),Savoy Brown,Cream,Ten Years After,Humble Pie,Taste(Grupo Irlandês que revelou Rory Gallagher),Free,Led Zeppelin,Deep Purple,e tantos outros,devem muito à esses homens brilhantes,que ensinaram uma parte importante da essência da música negra para uma porção de garotos branquelos. Certa ocasião,"Muddy Waters" declarou. Foi preciso jovens músicos brancos de outro pais,fazer com que,os nossos,soubessem da nossa existencia. Eles queriam um novo rítimo,e tinham o Blues no próprio quintal.

Discoteca Básica:

Cream: Fresh Cream - 1966/Polydor
Fleetwood Mac: Fleetwood Mac - 1968/Blue Horizon-CBS
Alexis Korner: A New Generation Blues - 1968/Liberty
Bluesbreakers: Bluesbreakers with Eric Clapton - 1968/Decca
Eric Clapton: Eric Clapton - 1970/RSO
Long John Baldry: It Ain't Easy - 1971/Warner Bross.


domingo, 22 de julho de 2012

LENDAS DO ROCK: Beck,Bogert & Appice - O power trio do guitarrista Jeff Beck

Da esqueda para a direita:Bogert,Appice & Beck no Rainbow
Em 1971,os chamados power trios,ainda estavam em franca atividade,sendo assim,o guitarrista Inglês Jeff Beck(Geoffrey Arnold Beck),continuava com a idéia fixa de montar uma banda à base de guitarra,baixo,e bateria nos mesmos moldes do Cream e do Jimi Hendrix Experience. Para concretizar seu sonho,Beck foi até América convencer Tim Bogert(Baixista) e Carmine Appice(Baterista),ex integrantes do Vanulla Fudge, à compartilhar seu projeto. Vale ressaltar que,o interesse de Jeff Beck em tocar com ambos,já vinha desde 1970,logo após a dissolução da primeira formação do Jeff Beck Group(aquele com Ronnie Wood e Rod Stewart). No entanto,o desejo do guitarrista foi interrompido, depois que ele sofreu um gravíssimo acidente automobilístico-Beck é até hoje apaixonado por carros,tem coleção deles-que precisou de um longo período para se recuperar. Por outro lado,como Bogert e Appice,já haviam desfeito o Vanilla Fudge,foram obrigados a montar o Cactus,enquanto aguardavam pela recuperação de Beck. Geoffrey Arnold Beck finalmente se recuperou,mas naquela ocasião,foi a vez dele aguardar pelos parceiros,isso porque o Cactus,estava tendo uma excelente aceitação de crítica e público,com dois bons discos lançados. À Jeff Beck,só restou então uma solução. Reagrupar novamente o Jeff Beck Group,agora com um novo line up contando com Cozy Powell(Futuro Rainbow) na bateria. Em meados de 1972,chegava o grande momento. Beck se livra de uma vez por todas do Jeff Beck Group,enquanto Bogert e Appice,encerram as atividades do Cactus,dando Início ao tão aguardado encontro de tres músicos excepcionais,que usaram seus próprios sobrenomes(Isso era comum entre alguns grupos na época),para definir um dos maiores power trios do rock. Surgia o Beck,Bogert & Appice,e logo de cara eles ganham do cantor soul Steve Wonder,autorização para gravar a canção "Superstition",como recompensa,Jeff Beck toca em uma faixa do LP Talking Book de Wonder. O BBA como ficou conhecido,lançou em 1973 um único homônimo álbum contendo verdadeiras pauladas como: "Lady","Black Cat Moan","Why Should I Care",e uma belíssima versão para "I'm So Pround" do soulman Curtis Mayfield. O trio passou uma boa temporada excursionando,Europa,Usa e uma passagem magnífica pelo Japão,a qual resultou na gravação do duplo ao vivo BBA LIVE,por muito tempo restrito somente ao mercado japonês. Antes do final do ano,eles cumprem datas no lendário Rainbow Theatre(hoje pertencente à Edir Macedo),em seguida se isolam numa cidade nos arredores de Londres e através de muita gambiarra elétrica(gato)-a Inglaterra vivia nessa época,um terrível racionamento de energia-eles tentaram gravar o que seria o BBA2,tornando as sessões de gravação num estúdio improvisado no interior de um chalé,praticamente impossível,isso porque além das dificuldades com o tal do racionamento,era clarividente à falta de interesse de Jeff Beck pelos trabalhos ou até mesmo em continuar com a banda. Um belo dia,o músico simplesmente abandonou tudo e à todos sem da satisfação,obrigando Tim Bogert e Carmine Appice,comprarem as passagens de volta para os Estados Unidos,encerrando desta feita,a breve carreira do Beck,Bogert & Appice. Em seguida Jeff Beck influenciado pela Mahavishnu Orchestra,partiu para uma carreira voltada ao Jazzfusion lançando o excelente disco "Blow By Blow",produzido por George Martin.

FORMAÇÃO:
Jeff Beck: Guitarras
Tim Bogert: Baixo
Carmine Appice: Bateria,Vocais

DISCOGRAFIA OFICIAL DO BBA:

BBA: Jeff Beck,Tim Bogert & Carmine Appice - 1973/Epic
BBA Live: - 1973/Epic-Sony

CONHEÇA: THE DUSTERS

THE DUSTERS
ALBUM: Dang!
LANÇAMENTO: 2002
SELO: Dixiefrog Records

 Essa é o tipo de banda avessa à estúdios,os rapazes lançaram até o momento somente quatro discos oficiais sendo um EP, e participação em uma coletânea. Entretando,eles adoram estradas,são conhecidíssimos nos botecos lotados de beberrões enchendo à cara até o dia clarear. O trio vem de Nashville,ai você pergunta. Seriam, tres músicos de country? não,são caras feios,mal encarados, e fãs de ZZ Top.Só por esses pequenos mais justificaveis motivos,já se tem uma idéia do que pode se esperar do som do The Dusters. A banda foi formada em 1986,mas somente enfrentaram uma extensa sessão de gravação em 1991,quando lançaram "This Ain't A Juke Box....We're A Rock And Roll Band". Em 1992 sai "Unlisted Number",e na sequência,"Dung!". Este belo CD lançado em 2002,tem como produtor o guitarrista Dan Baird,lider de uma outra banda sensacional, o "Georgia Satellites". Biard,deu ao disco, uma perfeita sonoridade rocker. Da faixa de abertura "Goin' Up Easy á última "Don't You Lie To Me"(cover de Chuck Berry),encontramos uma verdadeira celebração às raizes profundas do rock and roll e do blues,e às influências do ZZ Top, estão presentes,ouça as músicas "Mexico","Red Sun","How Long" e comprove. Uma pena que já se passaram uma década depois de "Dang!" e o The Dusters não tenha lançado mais nada. Melhor assim, tenho certeza que, eles guardam à sete chaves, material o suficiente para o próximo álbum. Ótimo disco,obtenha.

LINE UP:
kim Mcmahan: Vocal,guitarra
David Barnette: Baixo
Jeffrey "Jeff" Perkins: Bateria

sexta-feira, 20 de julho de 2012

ÁLBUNS CLÁSSICOS:Você Tem Que Ter - Piledriver,Status Quo

Um disco que já começa bom pela capa
ÁLBUM: Piledriver
ARTISTA: Status Quo
LANÇAMENTO: 15/12/1972
SELO: Vertigo

Considero "Piledriver" um dos tres melhores álbuns do Status Quo ao lado de "On The Level" e "Blue For You". Lembro que há bastante tempo eu tinha uma versão em vinil(LP)importado com capa dupla contendo fotos incriveis dos integrantes da banda. O grupo que já havia gravado um disco psicodélico,com um título impossível de pronunciar,"Picturesque Matchistickable Message From The Status Quo"-chamávamos de, o disco das caixas de palitos de fósforos-e teve a feliz idéia de acabar com essas bobagens de psicodelismo e mergulhar fundo no rock and roll à base de muito boggie. Ainda um tanto irresolutos,eles lançaram "Spare Parts" e "Ma Kelly's Greasy Spoon". Mas"Piledriver",foi a centelha que o Status Quo estava precisando para fazer desses caras os reis do boogie woogie Inglês. Começando pela belíssima capa,que já entregava:Francis Rossi(Guitarra/Vocais),Alan Lancaster(Baixo/Vocais),Rick Perfitt(Guitarra/Vocais) e John Coghlan(Bateria),aparecem balançando seus cabelões,no melhor estilo headbanger,termo esse que surgiria 10 anos depois(Isso me lembrou outra banda). A primeira porrada é a genial "Don't Waste My Time",um legítimo boogie rock com riffs contagiantes,capáz de lhe fazer tocar air guitar(guitarra imaginária) do início ao final da música. "O baby","A Year","Uns Pokens Words","Big Fat Mama","Paper Plane"(outra genial),"All The Reasons" e a versão matadora de "Roadhouse Blues"(The Doors),são os torpedos sonoros que fazem desse disco,um verdadeiro clássico,um dos que continuam servindo como referência, para quém quer se iniciar na viciada escola do rock.


Nota: Piledriver o quinto disco da carreira do Status Quo e o primeiro com produção do própro grupo,alcançou a quinta posição nas paradas Britânicas, estacionado por 37 semanas consecutivas. O single "Paper Plane" chegou ao oitavo lugar também na Inglaterra.

No Brasil o LP foi lançado com capa simples(isso era uma constante). Às gravadoras Brasileiras multilavam totalmente às capas originais,e em alguns casos, o próprio disco. Muitos eram duplos na versão importada,e empurravam somente um deles entre nós. À industria fonográfica,se justificava afirmando ser contenção de custos. E ainda colocavam na contra capa "Disco é Cultura".

Existe em formato digital edição alemã,desde 1990, lançado pela Repertoire. Tambem encontra-se disponivel em CD nos mercados: uk,usa,Japan e Netherland. No Brasil,Piledriver em CD,nem pensar.....

quinta-feira, 19 de julho de 2012

LENDAS DO ROCK: ROY BUCHANAN

Roy Buchanan e sua inseparável Fender Telecaster
Um renomado crítico de rock,certa vez escreveu o seguinte: " O som de Roy Buchanan,não estava nos seus amps. Estava nas suas mãos". Acertou em cheio.

Nascido em Ozark/E.u.a no ano de 1939,o guitarrista Roy Buchanan,despontou no universo da música com 28 anos de idade. Se tornou um fã de Jimi Hendrix,mas ao contrário desse,não dava nenhuma importância para as misancene(encenação) de palco. Buchanan se apresentava sempre maltrajado e tocando o tempo todo parado,sem demonstrar sequer alguma emoção. Entretanto,o som que vinha de sua Fender Telecaster plugada num pequeno amplificador Vibrolux,logo se fazia notar a figura daquele cara alto,de barba e personalidade bastante temperamental. A exemplo de outros guitarristas,Roy Buchanan,criou um timbre com sua marca registrada. O músico costumava rasgar os alto-falantes que usava além de manter as válvulas de seus amps sempre aquecidas,quase explodindo. Certa vez assistindo a uma apresentação de Hendrix,RoyBuchanan atinou para um detalhe que lhe tirou o sono por vários dias. A tecnologia começava a eliminar suas virtudes como um exímio guitarrista,os recem lançados pedais "Wah,Wah" e alguns equipamentos,permitiam que outros músicos criassem os mesmos efeitos que Roy Buchanan produzia usando apenas as mãos e os botões de volume e tonalidade de sua Telecaster. Buchanan então,acabou concluindo que ele deveria continuar aperfeiçoando o que já vinha desenvolvendo,permanecendo com seu timbre característico sobre as bases do Blues e do Rock 'n' Roll. Certa vez,antes mesmo dos seus trinta anos,ele trancou sua guitarra no case(estojo),e a encostou em algum lugar de sua casa,decidindo dar um tempo na música para se dedicar a profissão de barbeiro(pode?). Como tal,iniciou seus trabalhos em uma barbearia no Shopping Montgomery em Prince George. Ao avistar um sujeito passando em frente o seu local de trabalho,com uma guitarra debaixo do braço,saiu correndo atrás do cara,ao alcança-lo,Roy Buchanan questionou. Onde você comprou essa guitarra? quero ela pra mim. Após ouvir a resposta do desconhecido,Roy emendou. Qual tipo de guitarra você gosta? das mais bonitas,respondeu novamente o paciente rapaz. Foi então que,Roy Buchanan se comprometeu com o moço em arrumar um instrumento novinho em folha para trocar com a surrada Fender pela qual se apaixonou,e assim ele fez,para em seguida largar os cortes de cabelo e voltar a tocar. Nosso guitar hero,era uma pessoa de respostas rápidas e lacônicas. Separado de seu casamento-ele tinha quatro filhos-Roy Buchanan,vivia pressionado pela ex mulher na questão do pagamento de pensão alimentícia. Essa situação,o fez começar a beber constantemente. Num desses dias de pura infelicidade e totalmente bêbado, Roy Buchanan e a ex esposa começaram a discutir. A polícia foi acionada, e por se rebelar contra os policiais,ele foi recolhido à prisão de Fairfax/Virginia,onde residia. Na manhã seguinte exatamente 14.08.88,Roy Buchanan foi encontrado morto dentro da cela,enforcado com o próprio cinturão. Até hoje esse suicídio é um verdadeiro mistério,dizem que Buchanan por enfrentar os policiais,acabou apanhando, levando uma violentíssima pancada na cabeça,onde os médicos legistas,encontraram um corte profundo. O enforcamento seria uma farsa?muitos acreditam que sim.


DISCOGRAFIA BÁSICA:

Roy Buchanan - 1972/Polydor
That's What I Am Here For - 1974/Polydor
Live Stock - 1975/Polydor(Ao vivo)
You're Not Alone - 1978/Polydor
When A Guitar Plays Blues - 1985/Alligator
Dancing On The Edge - 1986/Alligator

CLASSIC BOOTLEG: QUEEN - CAMPUCHEA CONCERT,LONDON


FORMATO: CD Duplo
ÁUDIO: Audiênce Stereo Recording


Bootleg do Queen registrando o show completo do grupo se apresentando no "Concerts For The People Of Kampuchea". Esse evendo foi idealizado por Paul Mccartney em parceria com Kurt Waldhein, fins angariar grana em prol dos refugiados de guerra do Kampuchea/Camboja. Foi uma espécie de "Concert For Bangladesh",produzido por George Harrison em 1971. Os shows,foram realizados nos dias 26,27,28 e 29 de Dezembro de 1979 no Hammersmith Odeon em Londres. Esse do Queen,aconteceu no dia 26 quando eles ainda estavam em excursão divulgando o álbum ao vivo "Live Killers". O genial desse disco,é que ele traz à apresentação de Freddie Mercury & Cia na íntegra,tudo está registrado do jeito como aconteceu no palco. No entanto o lançamento original,lançado em vinil duplo em março de 1981-talvez por questões contratuais-a banda,aparece apenas em uma faixa,tocando "Now I'm Here". Apesar de gravado diretamente da platéia,este CD contém um excelente áudio, e uma magnífica exibição do Queen. Discaço!!


Nota: Além do Queen,participaram também do evento as seguintes atrações:
* The Who
* Ian Dury & The Blockheads
* The Clash
* Rockpile(Com Robert Plant em uma música)
* Matumbi
* The Pretenders
* Elvis Costello & The Attractions
* The Specials
* Paul Mccartney & Wings(Última apresentação dos Wings)

* Rochestra(Formada por nomes ilustres do rock: David Gilmour,John Bonham,John Paul Jones,entre outros)

terça-feira, 17 de julho de 2012

ÁLBUNS CLÁSSICOS:VOCÊ TEM QUE TER

ÁLBUM: Straight Up
ARTISTA: Badfinger
LANÇAMENTO: 13 de Dezembro de 1971
SELO: Apple

O hoje cultuadíssimo Straight Up,é o terceiro LP oficial da carreira gloriosa e posteriormente trágica do grupo Inglês Badfinger. Inaugurando o termo Power Pop,o disco chegou ao grande público, repleto de hit's. A faixa de abertura "Take It All", é somente um aperitivo para o que vem na sequência."Baby Blue","I'd Die Babe","Suitcase","Sometimes","Perfection" e "Day After Day",frequentaram às paradas por muito tempo. Os singles de "Baby Blue" e "Day After Day",lançados conjuntamente,tocavam amiúde nas rádios,à exemplo do que já havia acontecido no ano anterior com "No Matter What",pertencente ao LP No Dice. Produzido à seis mãos,Straight Up no início,teve George Harrison como produtor. No entanto,o saudoso ex Beatle,trabalhou somente em quatro canções,inclusive fazendo os solos de slide em "Day After Day". Harrison começa a alegar ocupações com seu disco All Things Must Pass e repassa a responsabilidade para Geoff Emerick(ex engenheiro de som dos Beatles) que atuou somente em dois takes não aproveitados. Diante de tanto embaraço,a salvação veio através de Todd Rundgren(O Midas dos estúdios) que refez quase tudo tirando suor dos rapazes e conseguindo criar o álbum mais bem sucedido na carreira da banda.

Nota: Straight Up,foi lançado pela primeira vez no formato digital,em 1993 e já ganhou várias edições especiais,algumas com bonus tracks,incluindo os dois takes gravados com Geoff Omerick e que não foram aproveitados. Omerick,acabou sendo homenageado na contra capa do disco,com agradecimentos de Pete Ham,Joey Molland,Tom Evans e Mike Gibbins,a formação original do Badfinger.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

CLASSIC BOOTLEG(O tesouro do pirata)>Mahavishnu Orchestra,Berkeley 1972



FORMATO: CD Duplo
ÁUDIO: Soundboard Stereo(Excelente)
SELO:(Label) KPFA Records

1972,era um ano de glória para o guitarrista Inglês John Mclaughlin. A Mahavishnu Orchestra havia lançado o excelente disco de estréia "The Inner Mounting Flame" e participado do festival Mar Y Sol em Porto Rico ao lado de The Allman Brorhers Band,Osibisa,Cactus,Emerson Lake And Palmer e outros. Em excursão pelos E.U.A,a Mahavishnu Orchestra aportou em Berkeley na California, para uma apresentação no Community Theater em 09 de Novembro de 1972. John Mclauglin(Guitarra),Jan Hammer(Keyboards),Jerry Goodman(Violin),Rick Laird(Baixo) e Billy Cobham(Bateria),apresentaram um repertório com músicas do primeiro disco,e executaram também,temas do clássico"Birds Of Fire" que viria a ser lançado em Março do ano seguinte. Está tudo aqui,técnica,exuberância,misticismo,e cooperatismo. A mahavishnu Orchestra,era uma usina sonora,onde seus integrantes,eram as engrenagens que se encaixavam com maestria. No final de cada show,John Mclaughlin
agradecia todas às boas vibrações, ao gurú Indiano "Sri Shinmoy". Adamaster.

Set List:
CD 1
Birds Of Fire
Miles Beyond(em homenagem a Miles Davis)
You Know,You Know
Dream
CD 2
One Word
The Dance Of Maya
Sanctuary
A Lotus On Irish Streams
Vital Transformation

sábado, 14 de julho de 2012

CONHEÇA: Stranger Blues,Bo Ramsey-Continental Song City Records - 2007

Stranger Blues, é o nono álbum da carreira de Bo Ramsey
O guitarrsta Americano Bo Ramsey,toca o melhor blues do Mississippi."Bo" Robert Franklin Ramsey,liderou algumas bandas de blues no início dos anos setenta,Bo Ramsey & The Sliders foi a melhor delas. Sua carreira solo começa em 1980 e hoje conta com 10 discos lançados,Stranger Blues é o penúltimo da discografia do músico,um álbum de Blues encorpado e repleto de canções para ouvir encharcado de conhaque. A faixa título,e "Jump Baby Jump",chegam a lembrar J.J.Cale,isso porque a vóz de Ramsey e bem suave. Em "Hate To See You Go" e "Unseeing Eye",o cara foi beber direto na fonte do mestre John Lee Hooker que ficaria orgulhoso em ver seu discípulo dar seguimento ao estilo blueseiro Mississippiano.Um ótimo disco que merece ser ouvido de cabo à rabo.

Destaque para as faixas:
*Stranger Blues
*Jump Baby Jump
*Crazy Mixed Up World
*Hate To See You Go
*Unseeing Eya

CLASSIC BOOTLEG: Rita Lee & Tutti Frutti-Ao Vivo,Belo Horizonte 1974

FORMATO:CD Simples
ÁUDIO: Transmissão FM

Recebi alguns emails,pedindo uma Lendas do Rock com o Tutti Frutti da Rita lee.Enquanto provindencio tal matéria,resolvi mencionar tia Rita,no Classic Bootleg. Em 1974,o Tutti Frutti excurcionava pelo sul e sudeste do Brasil,divulgando o primeiro disco deles,"Atrás Do Porto Tem Uma Cidade". A apresentação,foi realizada no ginásio Mineirinho em Belo Horizonte sem data específica,apenas o ano 1974. Rita havia transformado sua parceria com Lucinha Turnbull chamada de As Cilibrinas do Éden,em Rita Lee & Tutti Frutti,que alem da própria Rita (Vocais,Teclados,Violões, e Flauta),contava tambem com Lucinha(Vocais e Violões)Luis Sérgio Carlini(Guitarras), Lee Mercucci(Baixo), e Sérgio Della monica(Bateria). A Corista,brinca com a platéia,tira sarro com os músicos,comenta que estava em BH pela segunda vez,a primeira tinha sido com os Mutantes e o que é melhor,manda ver um set list com os grandes hits do álbum em divulgação."Mamãe Natureza","Tratos à Bola","Pé de Meia","Yo No Creo Pero", e versões para "Splish Splash" e "Roll Over Beethoven". Sem dúvida, um precioso registro de quando realmente se fazia Rock no Brasil.


Nota: Rita Lee & Tutti Frutti,vieram à Belém.no início de 1975,com a turnê do disco "Fruto Proibido",e se apresentaram no Ginásio da Escola Superior de Educação Física,que estava lotadíssimo de jovens Belenenses(eu estava lá),sedentos por Rock 'n' Roll. Lembro perfeitamente dela cantando a balada "Ovelha Negra",empunhando um violão branco de 12 cordas da Gibson. Nesse show,o baterista já era Franklin Paollilo,e o grupo contava ainda com os irmãos vocalistas Rubens e Gilberto Nardo. Dessa excursão,Lúcia Turnbull não fez parte,estava se desligando da banda,para gravar solo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

ROCK,A HISTÓRIA: O Visionário Chris Blackwell e a Island Records

Selo do disco "In The Wake Of  Poseidon" do King Crimson
Em 1959,o professor de esqui Chris Blackwell,resolveu financiar a gravação de um LP para o pianista de jazz Lance Hayward,que se apresentava num hotel onde Blackwell ministrava aulas em Montego Bay na Jamaica. Ele ficou tão impressionado com o Jazzista(Lance era cego)que resolveu mostra-lo ao mundo através da sua música. Surgia dessa forma a "Island Records". Por muito tempo, a Island lançou artistas importantes como os grupos Free e U2 e mais recentemente,a desaparecida Any Winehouse. Esse grande empreendedor da indústria fonográfica hoje com 73 anos de idade,chegou a relatar que ao financiar o disco de Lance Hayward,não fazia a menor idéia da importância que sua gravadora traria para a música pop. Chris Blackwell que é descendente de Jamaicanos,nasceu na Inglaterra em 1937,mas passou toda sua infância e adolescência na Jamaica, quando começou a se interessar pela música daquele pais. A partir de 1962,ele se mudou para Londres,onde passava o dia todo de porta em porta vendendo compáctos de ska e rock steady(dois gêneros musicais precursores do reggae),para os Jamaicanos que moravam na capital inglesa. O moço carregava no porta-malas do seu carro,várias caixas desses disquinhos,e oferecia tambem às pessoas nas esquinas. Em 1964,ele lançou a cantora,Millie Small com o hit "My Boy Lollipop",vendendo pouco mais de seis milhões de cópias no mundo todo. Naquela ocasião o visionário Blackwell,já estava bem atento e de ouvido aguçado para o promissor Rock Inglês,e entre a metade da década de sessenta e a de setenta,a Island,revelou nomes fundamentais do Pop e do Rock feitos na Inglaterra como: Spencer Davis Group,Traffic,Nick Drake,Moot The Hoople,Cat Stevens,Roxy Music,Jethro Tull,King Crimson,e os já mencionados Free e U2. No ano de 1989,Chris Blackwell resolveu vender a Island para Polydor(hojeUniversal Music). Ele havia multiplicado o seu investimento inicial de mil libras,em U$$ 350 milhões. Pra finalizar,é bom lembrar que sua gravadora,tambem foi a responsável pela explosão do Reggae ao lançar Bob Marley para o mundo.

ÁLBUNS CLÁSSICOS: (Você tem que ter)The Beach Boys e The Byrds,invadem a terra dos Beatles.

The Beach Boys: Live In London(1970,Capitol)

The Byrd: Liva At Royal Albert Hall,London 1971
(Sundaze Records 2008)


Esses dois discos,são verdadeiras pérolas pelo fato de registrarem às performances ao vivo de duas bandas Americanas,bastante populares naquela época,invadindo a Inglaterra. Assim como os Beatles Invadiram os Estados Unidos,os Byrds e os Beach Boys tambem fizeram o mesmo no Reino Unido em datas diferentes.
A apresentação dos Beach Boys,foi realizada em Finsbury Park no dia 08 de Dezembro de 1968,e a dos Byrds,realizou-se em 13 de Maio de 1971,no teatro Royal Albert Hall,ambas em Londres.






quinta-feira, 12 de julho de 2012

LENDAS DO ROCK: Som Nosso De Cada Dia



De cima para baixo:Manito,Pedrinho e Pedrão
Em 1973,o multi-instrumentista Paulistano Manito,ex Os Incriveis(grupo do movimento jovemguardista),e de passagem meteórica pelos Mutantes(pós Rita Lee)substituindo Arnaldo Baptista, Resolve montar uma big band com 12 integrantes exclusivamente para tocar em bailes. Tal projeto,que se chamava Bloco Barbala,reunia músicos tanto da capital quanto do interior Paulista. No entanto Manito acabou desistindo de tudo ao perceber a dificuldade em reunir essa turma toda pra ensaiar. Reduzido à um quarteto,agora eles se chamavam Zappata e mais uma vez,não seguiram adiante,restaram então o próprio Manito(Teclados,Violino,Saxofone,Piano e Flauta),Pedrão(Baixo,Viola,Violão e Vocais),e Pedrinho(Vocal solo e Bateria). Contando com a colaboração do guitarrista Egídio Conde,eles acabam formando o Som Nosso De Cada Dia. Realmente a sorte dos rapazes estava mudando. A gravadora Continental na época investindo tudo no Rock Brasileiro,contrata o trio que lança no ano seguinte produzido por Peninha Schmidt(nosso Phil Spector),o LP "Snegs" o qual na sua totalidade é visívelmente influenciado pelo Rock Progressivo feito na Inglaterra,principalmente Emerson,Lake And Palmer,afirmo que esse álbum,é o mais representativo do gênero feito no Brasil. O Som Nosso De Cada Dia, passa a excursionar pelo sul e sudeste se apresentando sempre em locais lotados, e em festivais à céu aberto como águas claras, e a cada dia,a banda ganhava mais fâs,rivalizando direto com O Terço,e Mutantes de Sérgio Dias Baptista. A rádio carioca Eldo Pop FM-a primeira rádio rock do Brasil-rodava praticamente todas as faixas de "Snegs" na sua programação. Essa popularidade toda deu ao grupo credibilidade o suficiente para que fossem escalados fazendo a abertura do show de Alice Cooper em são Paulo(Anhembi) no dia 30 de Abril de 1974. Isso fez do Som Nosso De Cada Dia,um dos melhores da América do Sul. Em nosso pais eles reinavam ao lado de A Bolha,Moto Perpétuo(que revelou Guilherme Arantes e Cláudio Nucci),A Barca do Sol,Terreno Baldio, Fying Banana,Erasmo e a Banda dos Contentes,Platô,O Peso,Rita Lee & Tutti Frutti,Casa das Máquinas,Made In Brazil,Som Imaginário,Almôndegas(do Kleiton e Kledir),Ave Sangria,Paulo Bagunça e a Tropa Maldita,Secos & Molhados,Vímana,Veludo,Joelho de Porco,e os já citados Mutantes e O Terço, entre outros. Nos concertos havia sempre a participação de Egídio Conde-ainda como colaborador-e de Marcinha fazendo coro,mas Manito,logo resolve se despedir dos amigos,alegando outros direcionamentos musicais. Pedrão e Pedrinho,efetivam Egídio,chamam Dino Vicente para os teclados e mais alguns amigos,reduzem o nome para Som Nosso e passam a tocar Rhythm And Blues,lançando em 1977 pela CBS, um LP homônimo com canções repletas de grooves que acabaram conquistando outros admiradores. O fato é que, quando se menciona o Som Nosso de Cada Dia,o disco "Snegs" torna-se referência para quem realmente quer entender o rock progressivo Brasileiro.

Discografia:

Snegs - 1974/Continental
Som Nosso - 1977/CBS

quarta-feira, 11 de julho de 2012

SINGLES COLLECTORS: A História dos compáctos-Brown Sugar/The Rolling Stones

Brown Sugar
The Rolling Stones
Lançamento: Abril,1971
Selo:Rolling Stones Records
Consta no Álbum: Stick Fingers

O renomado produtor Jimmy Miller,estava com os Stones no famoso Muscle Schools studios gravando o disco Stick Fingers. num momento de "pausa",o guitarrista Keith Richards pegou todos de surpresa iniciando um riff contagiante,deixando a turma toda empolgada. Mick Jagger aproveitando o momento sem deixar escapar a inspiração,rabiscou alguma coisa em um pedaço de papel, nascendo dessa maneira bem peculiar,esse verdadeiro clássico stoneano, que ficou por 12 semanas consecutivas,ocupando os primeiros lugares na listagem da Billboard. Foi de Jimmy Miller a idéia do saxofone tocado por Bobby Keys,tanto no solo do meio,quanto no final da música. A versão Inglesa de 7 polegadas,traz alem de Brown Sugar,Bitch e Let It Rock(Chuck Berry),gravada ao vivo em Leeds. No Brasil, o disquinho saiu somente com as duas primeiras.

terça-feira, 10 de julho de 2012

LENDAS DO ROCK: CREAM

O Cream em 1967:Baker(sentado),Bruce e Clapton
A maneira como tres músicos excepcionais,se reuniram para formar um dos maiores grupos de rock que se chamou eminentemente de "Creme",ou "Nata".

Em 1966,o guitarrista Eric Clapton estava planejando às escondidas,a formação de um novo grupo ao lado do baixista Jack Bruce e do baterista Ginger Baker. em determinado momento,o projeto foi descoberto por algum jornalista "magneto" e como rastilho de pólvora,a notícia foi espalhada por toda Londres. "Eric Clapton forma um novo grupo" era a manchete principal publicada no semanário New Musical Express(NME). Justamente tudo que o guitarrista não queria naquele momento,isso porque,Clapton ainda tinha um compromisso com os Bluesbreakers de John Mayall que ficou ao mesmo tempo surpreso e muito puto. Clapton foi obrigado a se desculpar com Mayall que acabou entendendo. Entretando para que tudo ficasse definido,o guitarrista deveria resolver outra pendência,a desavença entre Bruce e Baker iniciada no Graham Bond Organisation,banda do organista e vocalista Graham Bond,onde os dois estavam atuando. Com muito custo, a páz entre ambos foi selada e logo nos primeiros ensaios,eles se denominaram Cream,o creme,a nata. Antes mesmo da gravação do primeiro disco,o trio fez sua estreia no dia 31 de Julho de 1966 no Nacional Jazz And Blues Festival em Windsor,onde executaram um set list basicamente de blues,em seguida fazem uma curtíssima gig pela Inglaterra. Naquela época, o formato guitarra,baixo e bateria,não era muito comum entre os músicos de rock,partindo do princípio de que tres caras faziam um som equivalente a seis,os críticos encontraram de imediato um rótulo para o Cream,chamando a banda de Power Trio. De contrato com a Polydor e empresariado por Robert Stigwood eles logo lançam o single "Wrapping Paper"(Outubro de 1966),em seguida o primeiro álbum "Fresh Cream"(Dezembro de 1966). No mesmo mes,outro compacto "I Feel Free" que toca em demasia nas rádios e alcança o top ten das paradas. Em "Fresh Cream",é evidente que os caras estavam recriando o blues de uma maneira avassaladora,Clapton abusa do pedal Wah Wah,Bruce cavuca seu contra baixo distorcido como se estivesse martelando algo,e Baker reinventa a bateria com dois bumbos,dois tons,dois surdos e uma meia dúzia de pratos. Em 1967 após uma bem sucedida excursão Americana,eles entram em estúdio novamente e gravam Disreali Gears(Novembro 1967),que apresenta um trabalho diferente do anterior,Clapton,Bruce e Baker,estão influenciados pelo psicodelismo-que já começa pela capa- e outros experimentos. Nessas gravações fica clara a importância de dois colaboradores,o produtor Felix Pappalardi que tocou vários instrumentos,e Pete Brown,parceiro de Jack Bruce em algumas canções. Fazem parte desse disco,verdadeiros hinos do rock inglês como: "Strange Brew","Tales Of Brave Ulysses","Sunshine Of Your Love" e SWLABR(essa é a música mais difícil de pronunciar o título,que significa,She Walked Like A Berded Rainbow). Mais turnês,fama,bebedeiras,drogas,garotas e desentendimentos tambem. Em 1968,num clima bastante hostil,o Cream lança o duplo Wheels Of Fire(Julho de 1968),trazendo um disco de estúdio e outro ao vivo com gravaçoes registradas no Fillmore West e no Interland em San Francisco. Se o trabalho anterior,mergulhava no experimentalismo,esse então alopra de vez. Clapton se aventura única e tão somente em tocar muito bem, sua guitarra e cantar,Jack Bruce alem do baixo,executa um violoncelo,Ginger Baker acrescenta ao seu kit,uma marimba,um tympany e um tubular bells e Feliz Pappalardi ganha de todos ao tocar viola,trumpete,orgão com pedals,tonette e tamborins. "White Room","Politician" e "Deserted Cities Of The Heart",são os grandes destaques do álbum. Esses já eram momentos difíceis para o Cream,cada um se achava o melhor dos melhores em seus respectivos instrumentos,fato visível nos palcos,essa condição de soberba,criou um conflito interno inevitável na banda.Clapton chegou a declarar algum tempo depois que,se ele no momento da apresentação desplugasse sua Gibson SG,os outros nem perceberiam,ou nem dariam bola. Eric Clapton não aguentando mais,e abandona as gravações do próximo LP,antes ainda aceita fazer a última apresentação no Royal Albert Hall no dia 26 de Novembro de 1968. No ano seguinte com o trio já desfeito,a Polydor solta Goodbye um disco com o título apropriado contendo as pouquíssimas canções em que eles estavam trabalhando,incluindo "Badge",composição de Eric Clapton e George Harrison-que aparece nos créditos como L'Angelo Misterioso-alem de complementos com gravações ao vivo,entre elas uma excelente performance para  "I'm So Glad" do lendário blueseiro Skip James. Apesar de uma carreira curtíssima,o Cream é considerado até hoje como un dos inventores do Blues rock,Hard Rock, e quiçá do Heavy Metal.

Notas:

Eric Clapton: Depois do Cream,formou o Blind Faith ao lado de Steve Winwood,Rick Grech e de Ginger Baker que se colocou a disposição de Clapton para à bateria.Clapton ainda criou o Derek And The Dominos que lançou um único e excelente disco. Dai em diante daria início a sua bem sucedida carreira solo.

Jack Bruce: Partiu para carreira solo,atuando mais no Jazz,entretando voltaria ao Power Trio junto com Leslie West e Corcky Laing(ambos ex Mountain),no West,Bruce,Laing. Bruce ainda está na ativa.

Ginger Baker: Formou o experimental Ginger baker's Air Force ao lado de Steve Winwood e Graham Bond, gravou solo o álbum Estratovarious(1972) e algum tempo depois,juntou-se aos irmãos Paul e Adrian Gurvitz no Baker,Gurvitz Army. Em seguida abandonou tudo,foi pra Italia cultivar oliveiras, e retornou nos anos oitenta.Hoje toca Jazz e reside em Tulbagh na Árica do Sul.

Em 1993,Ginger Baker tentou uma reunião do Cream.Clapton não aceitou porque sua condição de trocar o nome do trio para Eric Clapton & Cream,não foi aceita pelos ex colegas. A solução foi convocar o guitarrista Irlandês Gary Moore para a guitarra e como Baker,Bruce & Moore(BBM),eles lançaram o disco Around The Nex Dream(1994). Na realidade essa tão espereda há anos reunião do Cream.somente aconteceu em 2005,quando eles se apresentaram novamente no Royal Albert Hall nos dias 2,3,5,e 6 de Maio daquele ano,shows estes registrados para a posteridade em CD e DVD.


O produtor Felix Pappalardi,um músico e compositor de mão cheia, assumiu o contra baixo e criou junto com o guitarrista Leslie West,o grupo Mountain,uma espécie de seguimento do Cream.Pappalardi,morreu no dia 17 de Abril de 1983, asassinado com um tiro desferido pela própria esposa.


Discografia Oficial::
Fresh Cream - 1966/Polydor
Disreali Gears - 1967/Polydor
Wheels Of Fire - 1968?Polydor
Goodbye - 1969/Polydor
Royal Albert Hall - 2005/Reprise(Ao vivo)

sábado, 7 de julho de 2012

CLASSIC BOOTLEG: FREE - Heartbreaker Concert

Bela capa
Hoje revirando minha estante de cd's encontrei essa verdadeira preciosidade. Em meados de 1972,o Free já estava sem o baixista Andy Fraser,no seu posto encontrava-se o nipônico Tetsu Yamauchi que mais tarde foi para o Faces substituir Ronnie Lane.Eles estavam excursionando pelo reino unido divulgando Free At The Last,mas já apresentavam várias canções que fariam parte do álbum seguinte, Heartbraker,considerado o canto do cisne da banda,lançado em Janeiro de 1973. Foi a últimíssima tentativa de Paul Rodgers em manter o Free,apesar do desinteresse do guitarrista Paul Kossoff,totalmente entregue às drogas. Rodgers ainda chamou o tecladista e cantor,John "Rabbit" Bundrick,para reforçar o combalido Free. Mesmo com todos esses desacertos entre Paul Rodgers e Paul Kossoff,Heartbreaker acaba sendo um bom disco trazendo canções de qualidade. Esta apresentação foi realizada  no Bracknell Sport Centre em Brecknell/Berkshire-UK,no dia 14 de Outubro de 1972. O grupo ainda realizou apresentações nos Estados Unidos,Japão e Europa,para em seguida encerrar suas atividades.

Formação:
Paul Rodgers: Vocals,Guitar
Paul Kossoff: Lead Guitar
John "Rabbit" Bundrick: Keyboards,Vocals
Tetsu Yamauchi: Bass
Simon Kirke: Drums

Os vinis de rock,e suas capas polêmicas

O bebê Spencer e sua performânce dentro d'agua

ÁLBUM: Nevermaind
ARTISTA: Nirvana
ANO DE LANÇAMENTO: 1991
PHOTO DA CAPA: Kirk Weddle

A capa de Nevermind,não é nenhum pouco polêmica,mas tem uma história no mínimo curiosa.
Kirk Weddle,fotógrafo profissional e dos bons,foi convocado por sua agência para uma missão bastante difícil,fotografar um bebê despido debaixo d'água. Weddle nem imaginava do que se tratava.muito menos que tal foto estamparia a capa de um dos discos mais importantes dos anos noventa,ele chegou a declarar que a produção teve um custo baixíssimo,e graças a um casal amigo,o protagonista foi escalado. Iniciando os trabalhos,Kirk armou sua câmera num tripé acondicionado no fundo da piscina de uma casa onde o Nirvana estava hospedado. Nas sessões fotográficas ainda esteve presente um nadador salva-vidas profissional, caso houvesse necessidade. Rick, o pai do bebê,o colocou na água e deu um pequeno empurrão até que ele chegasse aos braços da mãe Renta,colocada estratégicamente ao lado oposto de Rick. Durante o percurso do menino entre o casal,Kirk Weddle disparou por dez vezes sua potente máquina fotográfica,enquanto a criança flutuava. O processo foi repetido mais uma vez até que o garoto começou a chorar e os trabalhos foram descontinuados. O nome desse pequeno nadador é Spencer,hoje com 21 anos de idade e um fã inveterado do Nirvana. Kirk Weddle,jura de pés juntos,que não recebeu centavo algum pelas fotos,o dinheiro pago por elas,foi todo parar na conta bancária dos engravatados da agência negociadora do contrato,disse ele.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

ÁLBUNS CLÁSSICOS: UFO - Force It(1975) e No Heavy Petting(1976). A confusão

No Heavy Petting(o do macaquinho),Force It(o do casal se pegando)
Durante muito tempo,ouvimos"Force It" do UFO,acreditando que estava ouvindo "No Heavy Petting". É que a matriz Inglesa da Chrysalis Records,nos enviou a fita máster com as músicas de um Lp, e as artes gráficas de outro. No momento de prensar tudo,os responsáveis até por falta de conhecimento acredito eu,ou mesmo por incompetência, resultou numa das maiores falhas do mundo fonográfico. Na realidade o que se ouvia era um disco,e o que se via e lia na capa,contra capa e no selo,era outro totalmente diferente,e olhem que a música de abertura do Force ItLet It Roll com o refrão entregando logo nos primeiros minutos onde se ouve Phil Mogg(Vocalista) repetindo continuamente:Let It Roll,Let It Roll...no entanto,pensávamos tratar-se de Natural Thing,conforme constava na contra capa e no selo do álbum. Por muito tempo,esse erro permaneceu incorrigível,somente depois de alguns anos com a reedição em formato digital, as coisas ficaram em seus devidos lugares. O disco prensado erroneamente tornou-se acessório para colecionadores. Quanto ao Force It,até hoje continua inédito em versão nacional,assim como a maioria dos trabalhos do UFO. Depois desse segredo de estado,se você possui  uma cópia em vinil do No Heavy Petting,ouça com bastante atenção,e verifique se realmente o que você está escutando,não é a bolacha do Force It.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

CLASSIC BOOTLEG: URIAH HEEP - Orpheum Theatre 1976

FORMATO:  CD Duplo
ÁUDIO: Audience Stereo Recording by Dan Lampinski

Esse Bootleg do Uriah Heep,não sai do meu CD player. Sem medo de errar,vos lhes afirmo que é tão bom quanto o oficial "Uriah heep Live" de 1973. Pra começar, quem está tomando conta do contrabaixo é John Wetton-na época,recem saído do King Crimson-que solta o vozeirão em "One Way Or Another". A apresentação foi realizada em Boston no dia 06/05/76 no Orpheum Theatre, cobrindo a turnê Amaricana do disco "Return To Fantasy". Essas foram as últimas apresentações do Uriah Heep com o vocalista David Byron e tambem com o baixista John Wetton. O clima na banda fora dos palcos era tenso,o tecladista Ken Hensley encrencava com todos. Vou contar uma bréve historinha. Este concerto estava programado inicialmente para o dia 13 de Março de 1976,houve um problema com a prensagem dos ingressos que foram recolhidos e remarcados para o dia 17 de Abril,e mais uma vez o show foi adiado. Nesse mesmo dia, o tecladista Ken Hensley totalmente bêbado saiu na porrada com David Byron, mandou todo mundo às favas, pegou o primeiro avião e retornou para Londres. Passaram-se alguns dias com a banda totalmente parada,a solução foi a mediação do produtor e empresário Gerry Bron que voou para a capital Inglesa e convenceu Hensley a reaver seu posto para que o grupo cumprisse as datas já confirmadas. É fato que toda essa confusão estava ocorrendo às véspera de lançamento do álbum "High And Mighty",o último com David  Byron e John Wetton que cederam seus lugares para John Lawton,e Trevor Bolder respectivamente. Termino a resenha,justamente no momento em que o guitarrista Mick Box improvisa e emenda com a genial "Sweet Lorraine",Bootleg dígno de uma nota 10.
Uriah Heep: Line Up:
David Byron: Lead Vocals
Mick Box: Guitar,backing Vocals
Ken Hensley: Keyboards,Backing Vocals
John Wetton: Bass,Backing Vocals,(Vocal solo na música"One Way Or Another")
Lee Kerslake: Drums,Percussion

terça-feira, 3 de julho de 2012

THE YARDBIRDS: Uma Escola do Blues Inglês

The Yardbirds em 1966:Page,Dreja,McCarty,Beck,Relf
Todo o rockeiro que se preza,sabe tributar de um modo em geral, os devidos créditos aos grandes mestres do Blues Americano. Um dos maiores exemplos dessa credibilidade foi dada pelos Ingleses do grupo The Yardbirds. Por volda de 1963,o lendário bluesman "Sonny BoyWilliamson" ,excursionava pela Inglaterra,tocando o verdadeiro Blues. Giorgio Gomelsky, um cara bastante antenado com a cena musical vivida naquele momento e dono do Crawdaddy Club,arquitetou para que o velho blueseiro se apresentasse em sua casa de shows acompanhados pelos seus novos comandados. Surgia então o The Yardbirds, um dos maiores representantes do Blues Britânico. Originalmente formado por:Keith Relf(Vocais,Harmônica),Paul Samwell-Smith(Baixo),Jim McCarty(Bateria),Chris Dreja(Guitarra Base),e Tony Topham(Guitarra Solo),o conjunto logo se tornaria a grande sensação do Crawddady,ocupando o lugar que anteriormente pertencia aos The Rolling Stones. Não demorou muito e Topham resolveu abandonar os amigos alegando estafa por ficar várias noites sem dormir,em seu lugar,entra um jovem guitarrista e purista do blues chamado Eric Clapton. As apresentações no Crawdaddy a cada noite,ganhava mais e mais espectadores,todos ávidos para conferir os solos cheios de feelings e interminaveis de Clapton,fazendo valer-lhe o apelido de "Slowhand",cortesia de Gomelsky. Foi justamente nessa época que começaram a aparecer as pichações nas paredes das estações dos  metrôs Londrinos com os dizeres "Clapton Is God". Ainda com Eric Clapton,os Yardbirds fizeram uma longa excursão com Sonny Boy Williamson e parte dela está registrada no LP "Sonny Boy Williamson And The Yardbirds". Entre 1964 e 1967,os Yardbirds gravaram cinco álbuns,sendo que esses lançamentos,são de uma irregularidade medonha tanto no Inglaterra como nos Estados Unidos,tudo é diferente,títulos,capas,ano de lançamento,uma verdadeira confusão,mas diante desse amaranhado todo na discografia do grupo,um single particularmente chamou a atenção. For Your Love,composição de Graham Gouldman(futuro 10cc). Clapton detestou a música, mesmo assim tocou na gravação para em seguida pedir sua demissão,informando aos colegas que jamais cometeria outra atitude desastrosa idêntica. Eric Clapton então,juntou-se ao Bluesbreakers de John Mayall. E agora,quem vamos chamar? perguntou Keith Relf ao restante da banda,lembraram de um garoto que vivia metido em estúdios,seu nome,Jimmy Page que não aceitou o convite e de imediato indicou outro gênio das seis cordas,Jeff Beck. Já estamos em 1965,Beck ficaria até o ano seguinte,tempo o suficiente para mudar totalmente o som dos Yardbirds que passa do blues para o psicodelismo com o temperamental Beck, usando e abusando dos feedback,incluindo ainda som de cítara indiana,tudo bastante explícito no LP  "Roger The Engineer",de 1966. Quando se pensava que tudo ia bem,o baixista Paul Samwell-Smith,pede as contas e inicia uma carreira de fotógrafo profissional-é dele a foto na contra capa do primeiro disco do Led Zeppelin. Mais um buraco pra fechar,e o convite à Jimmy Page é refeito,dessa vez ele não resiste e aceita à integrar os Yardbirds como baixista,Beck percebeu que Page não se contentaria com o baixo e em pouquíssimo tempo,se manda pra formar o Jeff beck Group ao lado de Rod Stewart e Ronnie Wood,então Chris Dreja assume o contra baixo e a guitarra passa para as mãos devidas ou seja Jimmy Page. Agora como um quarteto,Page,Dreja,McCarty e Relf,lançam em 1967,o álbum "Little Games",e partem no ano seguinte para à América onde realizam uma última turnê. No retorno à Londres,Page que já tinha outros planos,decide por fim na trajetória de um grupo com uma importâmcia imensurável para o rock and roll blueseiro que marcaria a música jovem praticada na Inglaterra a partir do surgimento de outros grandes nomes como:Free, Savoy Brown,TenYears After,Led Zeppelin,Faces,Deep Purple,Black Sabbath,Foghat,e tantos outros.



Discografia Básica:

Five Live Yardbirds - 1964/Epic
Having A Rave Up With The Yardbirds - 1965/Epic
Sonny Boy Williamson And The Yardbirds - 1965/Fontana
Roger The Engineer - 1966/Epic
Little Games - 1967/Epic




Notas:
1) O vocalista Keith Relf depois dos Yardbirds,formou os seguintes grupos:Medicine Head,Renaissance e Armageddon. Em 14 de Maio de 1976, Relf morreu em casa eletrocutado por sua própria guitarra. Dizem que ele tomava banho numa banheira,segurando a guitarra que estava plugada. Relf,foi encontrado mordo ainda com o fone de ouvidos.


2) O baterista Jim McCarty formou o Illusion,junto com os remanescentes da primeira formação do Renaissance,incluindo Jane Relf,irmã de Keith.Nos anos oitenta.McCarty apareceria com o Box Of Frogs.


3)Eric Clapton,depois de deixar John Mayall na mão,juntou-se à Jack Bruce e Ginger Baker no Cream,mais tarde vieram Blind Faith,Derek And Dominos e sua duradoura carreita solo.


4)Jimmy Page,todos sabemos,formou o Led Zeppelin. Quando ainda estava no início da formação do Led Zeppelin,Page reuniu uma turma para algumas pouquíssimas apresentações com o nome de The New Yardbirds.O line up era o seguinte: Jimmy Page(Guitarra),Chris Dreja(Baixo),P.J.Proby(bateria) e Robert Plant(Vocais).Esse mesmo grupo.sem Robert Plant e acrescido de John Bonham e John Paul Jones,tocou no disco de P.J.Proby"Three Week Hero". Proby,anos mais tarde,faria vocal  no àlbum"Focus con Proby" dos holandeses Focus.