sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

TESOURO ENCONTRADO: Other Voices - The Doors(1971)

Em Outubro de 1971.três meses depois da morte do cantor Jim Morrison,outra notícia iria sacudir o rock 'n' roll. Exatamente após um semestre do lançamento de "L.A. Woman",o The Doors estava lançando um novíssimo álbum denominado de "Other Voices",obviamente sem a presença de Morrison. Os admiradores dos rapazes de Los Angeles ficaram cheios de dúvidas,uns achando que a banda estava no caminho certo em prosseguir sem o vocalista,outros preferiam acreditar que o The Doors,havia sido sepultado com Jim Morrison. Opiniões a parte,"Other Voices" tentou dar seguimento ao velho estilo do grupo,e há quem diga que este disco traz canções reaproveitadas de L.A.Woman. O título do LP refere-se ao fato de que o tecladista Ray Manzarek e o guitarrista Robby Krieger,cantam em todas às faixas. A maioria dos fãs não viram o lançamento com muito interesse,a crítica ídem,e a obra se não é merecedora de comparações com as gravações anteriores,também não compromete-em alguns momentos chega a lembrar os bons tempos com Jim Morrison. "I'm The Eyes Of The Sun","Ships W/Sails" e I'm Horny,I'm Stoned",são  excelentes rocks que comprovam a qualidade do trabalho,apesar dos vocais limitadíssimos de Manzarek e Krieger. O álbum obteve vendagem aceitável,e hoje se tornou um ítem valioso para colecionadores. Ainda como um trio,o The Doors lançaria em 1972 "Full Circle",que contou com a participação do baterista Brasileiro Chico Batera fazendo percussão.Quem lembra da música "The Mosquito"? Um grande hit.

Notas:

Data do Lançamento: 25 de Outubro de 1971
Formato: Vinil
Selo: Elektra
Produção: The Doors

The Doors:
Ray Manzarek:Vocals,Keyboards,Bass Pedal
Robby Krieger: Vocals,Guitar,Harmonica
John Densmore: Drums

Músicos Adicionais:
Bass:
Jack Conrad,Wolfgan Melz,Jerry Scheff,Ray Neapolitan
Upright Bass:
Willie Ruff
Percussion:
Emil Richards
Congas:
Francisco Aguabella

Músicas:
In The Eye Of The Sun,Variety Is The Spice Of Life,Ships W/Sails,Tightrope Ride,Down On The Farm,
I'm Horny,I'm Stoned,Wandering Musician,Hang On To Your Life.

No formato digital foi lançado em 2000 na Alemanha pelo selo Butterfly,uma edição 2 em 1 com "Other Voices" e "Full Circle".Em vinil está há muito fora de catálago.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: AT THE HAMMERSMITH 1978 - BLACK SABBATH

Depois de ter postado alguns Bootlegs do Black Sabbath com James Dio,Gillan,Tony Martin e Rob Halford,recebi e-mails de alguns leitores me questionando se não colocaria algum com Ozzy Osbourne? Claro que sim,estava ouvindo alguns deles para que eu pudesse fazer a resenha e divulga-lo,Ei-lo. Exatamente em setembro de 1976 depois de lançar "Technical Ecstasy",Ozzy Osbourne resolve abandonar o Sabbath pela primeira vêz alegando divergências musicais. Segundo o cantor,Tony Iommi parecia bastante interessado em compor temas instrumentais que lembravam o Jazz Fusion. Para o posto de vocalista,foi convocado o desconhecido David Walker que havia cantado nas bandas blueseiras "Savoy Brown" e "Fleetwood Mac". Após algumas apresentações,chegou-se a conclusão que o retorno de Ozzy era necessário,e depois de muita conversa ele acabou cedendo e voltou para excursionar promovendo"Technical Ecstasy" e permaneceu para os preparativos e gravação do novo álbum: "Never Say Die" que saiu em setembro de 1978. Ozzy Osbourne gravou o disco,cumpriu a excursão na sua totalidade, e no final da turnê,chamou a todos e disse bye bye. Esse divórcio duraria até 1985 quando eles se reuniram para um show na Philadelphia no estádio JFK,durante o Live Aid. "At Hammersmith"(Never Say Die Tour),registra parte de uma das últimas exibições do Black Sabbath no final dos anos setenta com Ozzy Osbourne nos vocais. O concerto em questão foi realizado no lendário "Hammersmith Odeon" em Londres no dia 16 de Outubro de 1978.

Set List:
Symptom Of The Universe
War Pigs
Snowblind
Never Say Die
Black Sabbath
Dirty Women-Drum Solo
Rock 'n' Roll Doctor-Guitar Solo
Electric Funeral
Children Of The Grave
Paranoid

Formação:
Ozzy Osbourne: Vocais
Tony Iommi:Guitar
Geezer Butler:Baixo
Bill Ward:Bateria

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Olimpiahalle,Germany'80 - Frank Zappa

O Nosso saudoso Franquito Zappa(1940-1993) já foi chamado de visionário,louco,gênio e vários outros adjetivos que combinavam muito bém com a sua maneira de divisar e distinguir as coisas, passando tudo para às partituras de sua música. Frank Zappa,criador de um dos grupos mais geniais dos anos sessenta-Os Mothers Of Invention-soube como ninguém,exercer seus inventos musicais repletos de colagens sonoras,paródias com letras irônicas,e bém sacanas. Não é à toa que um dos seus discos mais famosos chama-se "We're Only In It For The Money" em que o guitarrista e sua turma de malucos aparecem imitando de maneira excrachante,a capa do álbum "Sgt.Pepper's Lonely Harts Club Band" dos Beatles. O Bootleg em questão,registra Zappa e sua banda tocando no Olimpiahalle em Munich na Alemanha no dia 03 de Julho de 1980. Esse concerto foi gravado e posteriormente apresentado no programa Norte Americano de Rádio "King Biscuit Flower Hour". Na ocasião,Frank Zappa excursionava divulgando os Lp's Joe's Garage Act I.II e III de l979. Ele foi um dos músicos mais pirateados do rock,e adorava as investidas dos bucaneiros:"É também uma maneira de se vender discos e ficar famoso",dizia ele."Olimpiahalle,Germany'80" é um excelente bootleg apesar dos comerciais da Honda e da Pioneer(Patrocionadoras da Turnê)mantidos na gravação. As décadas de sessenta e setenta já haviam passado,mas Franquito continuava maluco e inovador como sempre foi.

Set List:
Radio Intro
Honda Commercial
Frank Zappa Intro
Chunga's Revenge
Mudd Club
The Meek Shall In Herit Nothin
Joe's Garage
A Pound For Brown
Radio Intro
Cosmik Debris
Keep It Greasey
Pick Me I'm Clean
The Illinois Enema Bandit
You Didn't Try To Call Me
I Ain't Got No Heart
Love Of My Life
City Of Tiny Lights
Honda Commercial
Pioneer Commercial
Closing-Annoucement -Outro

Formação da banda na época:

Frank Zappa:Guitarras e Vocais
Arthur Barrow:Baixo
David Logeman:Bateria
Ray White:Guitarra e Vocais
Ike Willis:Guitarra e Vocais
Tommy Mars:Teclados

sábado, 15 de dezembro de 2012

TESOURO ENCONTRADO: Supertramp-AC/DC-The Cure > BBC In Concert Programme

Supertramp:

Apresentação realizada no dia 10 de Novembro de 1977 no Queen Mary's College em Londres.A banda na ocasião fazia a turnê do álbum "Even In The Quietest Moments".
Formação:
Rick Davies:Vocals,Piano,Harmonica
Roger Hodgson:Vocals.Key's,Guitar
Dougie Thomson:Bass
John Halliwell:Saxofone,Key's,Vocals
Bob C.Benberg:Drums


AC/DC

Os Irmãos Young e seus chapas,capturados ao vivo pela BBC durante um show no lendário Hammersmith Odeon em Londres no dia 02 de Novembro de 1979,na excursão do álbum "Highway To Hell".Foi uma das últimas apresentações do cantor Bon Scott, encontrado morto em 19 de Fevereiro de 1980.
Formação:
Bon Scott:Vocals
Malcolm Young:Guitar
Angus Young:Guitar
Phil Rudd:Drums
& Cliff Williams:Bass


The Cure

Em agosto de 1985,o The Cure havia lançado seu sétimo disco " The Head On The Door".Logo em seguida caiu na estrada com apresentações memoráveis por todo o Reino Unido. A BBC esteve registrando o grupo tocando seus hits no festival de Glastonbury UK,no dia 21 de Junho de 1986.
Formação:
Robert Smith:Vocals,Guitar
Simon Gallup:bass
Laurence Tolhurst:Keyboards
Boris Williams:Drums
Porl Thompson:Guitar,Keyboards





CLASSIC BOOTLEGS: Costa Mesa-California > Black Sabbath With Rob Helford

Este é um dos bootlegs mais cobiçados do Black Sabbath,tudo porque Rob Halford,vocalista do Judas Priest,foi convocado às pressas para substituir Ronnie James Dio.Vou tentar resumir a história: No mes de Novembro de 1992,John Michael "Ozzy" Osbourne e sua banda cumpriam algumas datas norte americanas da turnê do álbum "No More Tears". Por conseguinte,o Black Sabbath também fazia apresentações nos estados unidos,divulgando "Dehumanizer". Foi então que Ozzy e sua mulher a empresária Sharon Osbourne,tiveram uma idéia,não sei se diria brilhante ou de jerico. Ozzy e Sharon organizaram com a concordância do empresário do Black Sabbath,duas apresentações com datas fechadas,em Costa Mesa na Clifornia. Os dias escolhidos foram 14 e 15. Ozzy Osbourne em conformidade com Tony Iommi,acertaram que o Black Sabbath faria à abertura dos shows,Ozzy Osbourne e sua turma fechariam a noite com o madman cantando as quatro últimas músicas(Encore)na companhia do Black Sabbath original,tendo o baterista Bill Ward como convidado.Quando o baixinho Ronnie James Dio soube da trama,soltou fogo pelas ventas-"Vocês perderam completamente o juízo,eu não abro para Ozzy Osbourne"- e deixou o grupo pela segunda vêz. Em sinuca de bico,Tony Iommi no mesmo dia entrou em contato com Rob Halford que topou o desafio tendo ensaiado às músicas praticamente nas passagens de som para dar conta do recado,e se saiu muitíssimo bém.Ozzy cumpriu o prometido e fêz o encore ao lado dos ex colegas nas músicas:"Black Sabbath","Fairies Weer Boots","Iron Man" e "Paranoid". A apresentação registrada nesse bootleg foi a primeira,14 de Novembro de 1992 no Pacific Amphitheater.

Formato: CD Simples

Áudio:Audiênce Recording

Duração:1'015'08

Notas: Dizem também que a recusa de Dio,foi um pretexto,o contrato dele com o Black Sabbath,estava expirando justamente nas véspera da primeiro concerto,assim como afirmam que o problema estava nas tadas escolhidas por Ozzy e Sharon Osbourne.

Sete anos depois,o fato se repetiria no "Ozzyfest/2004".Mais uma vêz Halford colocou sua previlegiada garganta à serviço do Black Sabbath.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live In Japan'90 - Black Sabbath

Formato:CD Simples
Áudio:SoundBoard Stereo
Duração:51:17

Este ótimo Bootleg,registra parte de um show do Black Sabbath realizado em Osaka no Japão. A turnê Japonesa da banda,divulgava o álbum TYR-o terceiro da saga Tony Martin-que embora substimado,apresenta um trabalho muito bom. Eu costumo dizer que essa fase do Black Sabbath,lembra bastante o Rainbow,não somente pelo andamento das canções,como também pelo uso constante dos teclados de Geoff Nicholls que passava de músico convidado,para membro efetivo,outro detalhe é uma certa analogia vocal entre Martin e Dio. Quase dois anos depois, Tony Iommi voltaria a se reunir com Geezer Butler,Ronnie James Dio e Vinny Appice no estupendo Dehumanizer. Iommi,Martin,Murrey,Powell e Nicholls,levariam três anos seguidos para tocarem juntos outra vêz,fato acontecido somente no disco "Forbidden" lançado em 1995. O local da apresentação foi no Imp Hall no dia 23 de Setembro de 1990.

Formação:

Tony Iommi: Guitars
Tony Martin: Vocals
Neil Murrey: Bass
Geoff Nicholls: Keyboards
Cozzy Powell: Drums


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Reading Festival - Black Sabbath

A formação do Black Sabbath chamada de MK5,se apresentando no Thamembe Arena em Reading U K,durante a realização do festival local. Esta apresentação que  contava com a participação do vocalista Ian Gillan(Deep Purple) e do baterista Bev Bevan(E.L.O),foi uma das mais aguardadas pelos fãs Ingleses,que estavam ansiosos para assistir Gillan,cantando alguns clássicos do velho Sabbath,e ele o fêz muito bém:"Children Of The Grave","War Pigs","Rock 'n' Roll Doctor","Black Sabbath","Iron Man" e "Paranoid",foram alguns desses clássicos,alternados com músicas do álbum "Born Again" que eles haviam lançado na época. Do Deep Purple, somente "Smoke On The Water"foi executada. Ian Gillan conta que foram momentos inesquecíveis ao lado de Tony Iommi,Geezer Butler e Bill Ward que acabou sendo substituido durante às turnês por Bev Bevan. Segundo Iommi,o músico vinha se lamentando bastante com problemas sérios de saúde,impossibilitando sua utilização durante os shows.Ah,antes que eu esqueça!A data do concerto foi em 27 de Agosto de 1983. Muito bacana.

Formato: CD duplo
Áudio: Soundboard Recording
Duração: 1:029'52

Nota: Existem vários outros Bootlegs,extraídos desse show do Black Sabbath em Reading,todos com nomes diferentes e alguns com o áudio gravado em Pré-FM.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Dehumanizer Tour - Black Sabbath

Antes mesmo das informações necessárias sobre esse bootleg excepcional,vou lhes contar uma historinha bem bacana.O mestre Tony Iommy teimoso como ele é,vinha desde 1988 mantendo o Black Sabbath com Tony Martin(Vocais),Neil Murrey(Baixo) e Cozy Powell(Bateria).Este line up,gravou na sequência os álbuns:Headless Cross(1989) e Tyr(1990),mais tarde eles se juntariam novamente para gravar Forbidden(1995).O retorno da banda com o nosso saudoso Ronnie James Dio em 1992,aconteceu por insinuação de Geezer Butler.O baixista após uma canja durante um show de Dio,comentou com o vocalista que sesejava muito reunir a formação que havia gravado os discos Heaven and Hell,Mob Rules e o ao vivo Live Evil(os dois últimos com Vinny Appice no lugar de Bill Ward),mas para que isso se realizasse,faltava convencer Tony Iommi que acabou aceitando de bate-pronto.No momento de escalar o baterista,Iommi preferiu Cozy Powell que já estava com ele, tendo inclusive iniciado os primeiros ensaios e gravando também às primeiras demos.Contudo quis o destino que a vaga fosse realmente de Vinny Appice.Cozy Powell não tinha o que fazer,resolveu cavalgar aproveitando uma folga,resumindo:caiu literalmente do cavalo,causando fraturas múltiplas na altura da pélve e com a impossibilidade de sentar no banquinho da bateria,a segunda e mais óbvia opção foi Vinny que acabou gravando todo o fenomenal Dehumanizer e ainda saiu em turnê divulgando o CD,turnê essa que passou pelo Brasil marcando a primeira visita do Black Sabbath em terras Brasileiras.Agora vamos ao Bootleg.A apresentação aqui registrada,aconteceu no "Orpheum Theatre" em Boston no dia 09 de Agosto de 1992.A qualidade auditiva está perfeita,e não poderia ser diferente já que à gravação foi direto na mesa de som.Sem dúvida um dos melhores piratas do Black Sabbath.

Formato:CD Simples
Áudio: Excelente(Soundboard Recording)
Duração:1:018'04

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

LENDAS DO ROCK: RORY GALLAGHER

Para que vocês possam ter uma idéia,muito antes de Gary Morre The Edge e do U2,Rory Gallagher era o grande nome da guitarra na Irlanda. O músico foi um virtuoso,indo com habilidade do Blues ao Rock,passando pelo folk celta, em álbuns com vendagens que superavam os 14 milhões de cópias. Liam Rory Gallagher é de Ballyshannon/Irlanda,nascido em 02 de Março de 1948. O garoto Rory,passou toda sua infância num lugarejo chamado Cork ao leste da Irlanda,onde ganhou dos pais,uma guitarra de brinquedo passando horas fazendo imitação do cantor/ator Gene Austry. Ao entrar na adolescência,o músico já demonstrava desenvoltura com uma guitarra, participando de um grupo chamada Fontana Slow Band(uma espécie de Big Band),acostumada à abrilhantar bailes de formaturas,casamentos,e festividades populares,nos arredores da Irlanda. Na sua casa,o jovem guitarrista começava a colecionar e ouvir direto os LP's de Big Bill Broonzy,John Hammond e Leadbelly e aproveitava para aprender com essas feras do Blues. Em 1966,Gallagher e os amigos Eric Kittringham(baixo) e Norman Damery(bateria),formam o Taste,um power trio nos moldes do Jimi Hendrix Experience e do Cream. No ano seguinte Eric e Norman são substituidos por Charlie McCracken e John Wilson. Durante as apresentações do Taste,Rory Gallagher era sempre o dono absoluto das atenções pela sua capacidade empunhando uma fender stratocaster,executando um blues rock super amplificado com grooves pesadíssimosEm 1970,já vivendo em Londres,o Irlandês resolveu encerrar a carreira do Taste, logo após o lançamento do segundo e último disco:"On The Boards",iniciando de imediato uma carreira solo,lançando no ano seguinte seu primeiro álbum autointitulado. A nova banda de Rory Gallagher,contava agora com:Wilgar Campbel(bateria),Gery Mcavoy(baixo) e Vincent Grane,tecladista cedido pelo grupo Inglès Atomic Rooster. Com este line up se inicia uma uma grande excursão Americana,encontrando uma ótima receptividade com audiências entusiasmadas,lotando todos os shows. Ainda em 1971,ele aproveita e coloca "Deuce" no mercado. Em 1972 sua gravadora(Polydor),solta seu primeiro LP ao vivo:"Live In Europe" com registros feitos na Europa,inclusive com uma apresentação no Teatro Monumental de Madrid. O disco estourou nos charts Europeus e Americanos,retratando em pouco mais de 40 minutos,a garra de Rory Gallagher num palco.Já é um fenômeno mundialmente reconhecido,revistas e jornais especializados,o elege o melhor guitarrista do ano,e "Live In Europe" é platinado pelas altas vendagens. Com tudo isso acontecendo,a banda sofre o primeiro racha:saem Gary Mcavoy e Vincent Grane-que retorna ao Atomic Rosster-para a entrada de Rod Dea'th e Lou Martin respectivamente. Em 1973 novamente de uma só tacada mais dois novos lançamentos:o álbum blueseiro"Blues Print" e o genial "Tattoo"(meu preferido),trazendo o hit "Tattooed Lady". Em 1974 surgem"Take It Easy Baby" e mais um ao vivo:"Irish Tour"(o último pela Polydor),um duplo registrando momentos da turnê na terra natal. Essas apresentações também foram filmadas e transformaram-se num documentário disponível ha muito tempo em DVD. Em 1975,Rory Gallagher grava "Agains The Grain"(lançado pela Chrysalis),é nessa época que ele recebe o convite de Keith Richards para fazer parte dos Rolling Stones em substituição à Mick Taylor-lugar ocupado até hoje por Ronnie Wood-mas não aceitou é óbvio. Em 1976,Gallagher convida o baixista do Deep Purple Roger Glover,para produzir seu próximo trabalho. Os dois alugaram um estúdio em Munich na Alemanha e de lá só saíram quando acabaram "Calling Card",uma pauleira trazendo como destaque o rockão "Cradle Rock". No ano de 1977,Rory gallagher se dedica exclusivamente aos palcos, lugar que ele tanto adorava,chagava à dormir no backstage para não perder tempo entre às passagens de som e os concertos. Em 1978,ele retoma os estúdios e grava "Photo Finish"(meu segundo preferido),mais um com base sólida no rock and roll. O Irlandês fecha a década com "Top Priority"(1979). Nos oitenta somente três lançamentos:"Stage Truck"(1980),"Jinx"(1982) e "Defender"(1987). É nesse período de sua carreira que ele se torna um alcoólatra,virando goela abaixo goladas e mais goladas de conhaque e whisky. Em 1990,surge mais um trabalho:"Fresh Evidence",a partir de então a Castle Records compra os direitos da obra de Rory Gallagher,e relança em formato digital-inclusive entre nós-praticamente todos os seus discos.Mais uma vêz a formação da banda foi alterada,Brendon O' Neil e o baterista,e Bob Andrews o keyboardista,entrando também Ray Beavis e Dick Perry nos saxofones. Essa turma encara uma nova excursão incluindo como sempre Estados Unidos e Europa com apresentações em Dublin,Londres e Alemanha. Em Abril de 1995,Rory Gallagher se submete à um transplante de fígado em decorrência do alcoolismo, e infelizmente por problemas de rejeição,veio à falecer em 14 de Junho desse mesmo ano em Londres. Seu corpo foi enterrado em Cork em um funeral que contou com às presenças de familiares,amigos e alguns grandes nomes do rock como: Garry Moore(que morreria em 2011),The Edge,e Van Morrison.  John Mayall,Eric Clapton e Bob Dylan,enviaram mensagens de condolências. Rory Gallagher se foi,mas sua obra continua viva e atuante em novas promessas vindas da Irlanda,como é o caso de Barry McCabe.

Discos Selecionados:

Rory Gallagher com o Taste:
Taste(1968/Polydor)
On The Board(1970/Polydor)
Taste Live(1972/Polydor)

Rory Gallagher:
Deuce(1971/Polydor)
Live In Europe(1972/Polydor)-Ao Vivo
Tattoo(1973/Polydor)
Calling Card(1976/Chrysalis)
Photo Finish(1978/Chrysalis)

TOP TEN: 10 Discos de blues que você tem que ter

* Play The Blues: Buddy Guy & Junior Wells
"Men Of Manys" é o grande destaque desse álbum que traz a união perfeita da guitarra de Guy com a harmônica de Wells.

*Live In Winterland 1968: Janis Joplin & Big Brother & The Holding Company
A maior cantora branca de blues,botando fogo no pequeno Winterland em Frisco."Ball And Chain","Summertime" e "Down On Me",são os destaques do álbum.

*Hooker & Heat: John Lee Hooker e Canned Heat
Tudo que o velho hooker fêz questão nesse encontro,foi somente de algumas garrafas de chivas. Ao lado do rei do boogie,os caras do Canned Heat foram somente acompanhantes.

*Howlin'Wolf:The London Sessions
Nos anos sessenta,era comum feras do blues americano cruzarem o atlântico e participarem de verdadeiras jams com jovens músicos Ingleses.Com o velho lobo não foi diferente. Eric Clapton,Steve Winwood,Charlie Watts,e Billy Wyman,tocam nesse álbum acompanhando Howlin'Wolf.

*B.B.King:Live In Cook Country Jail
Existe lugar melhor para tocar blues do que uma penitenciária?
B.B. King fêz isso e mexeu com  o sentimento dos detentos e de suas mulheres tocando releituras de "How Can You Get","30'Clock Blues" e "Sweet Sixteen".

*Blues Brakers: John Mayall With Eric Clapton
Eric Clapton largou os Yardbirds com o propósito de se juntar à John Mayall nos Blues Breakers,resultado:
um álbum histórico,o inicio daquilo que o guitarrista faria posteriormente no Cream.

*Johnny Winter And: Live
O albino mais negro que conheço,em grande fase e ao vivo detonando pérolas do blues:"Meantown Blues" e
"It's My Own Fault" emocionam.Com ele, um jovem e promissor guitarrista chamado Rick Derringer.

*Muddy Waters: Hard Again
Johnny Winter e uma turma da pesada, levaram Waters para o estúdio da Columbia e numa tacada só gravaram esse clássico que abre com uma releitura porrada de "Manish Boy".

*Freddie King: Getting Ready
Este é o blueseiro mais rockeiro que eu conheço. Sua banda era composta de guitarra,baixo,bateria e orgão hammond,no melhor estilo Grand Funk Railroad. Esse disco de 1971,contém o hard rock "Going Down",regrevado por algumas bandas famosas.

*Roy Buchanan: Live Stock
Roy e sua Telecaster num show sem igual no Town Hall em New York no ano de 1974."Reelin' And Rockin'","Roy's Bluz","Can I Change My Mind","Further On Up The Road" e as versões para "Down By The River(Neil Young),"Hey Joe" e "Fox Lady"(Jimi Hendrix),fazem deste,um dos melhores discos ao vivo do rock and roll e do blues.

*Steve Ray Vaughan: Texas Flood
Steve Ray Vaughan foi o legítimo representante do blues nos anos oitenta.Em "Texas Flood" que tem produção do lendário John Hammond,o guitarrista mostrou como imortalizar o gênero.


Nota:Acabei selecionando 11 discos,poderia selecionar muitos outros,mas a seção pede somente 10,excedi em um à mais.Mas valeu a pena.

ÁLBUM CLÁSSICO: The Slider - T. Rex

O T.Rex com o produtor Tony Visconti(de barba)
Álbum: The Slider
Artista: T. Rex
Lançamento: 23 de Julho de 1972
Produtor:Tony Visconti
Selo: EMI/Reprise

Em Julho de 1972,eu era apenas um adolescente.The Beatles e The Rolling Stones,eu já havia descoberto,andava atrás de algo novo.Um ano antes eu ouvia na programação diária da extinta rádio guajará AM,uma canção chamada "Jeepster". Aquilo era o máximo,um boogie contagiante,inelutável,fiquei prestando atenção no nome da banda e descobri que se chamava T. Rex(abreviatura de Tiranossauro Rex),formada pelo guitarrista e cantor Marc Bolan. Já viciado em literatura rockeira,encontrei na revista Geração Pop,a resenha do disco The Slider e acabei colocando as mãos nele. Grandioso,fabuloso,esse foi o disco que solidificou em definitivo o Glam Rock-o glam vém de glamour,movimento surgido na Inglaterra liderado por Marc Bolan e David Bowie. O produtor Tony Visconti que ministrou um trabalho magnífico com arranjos de cordas e backing vocais femeninos,espremeu Bolan ao máximo,tirando do guitarrista memoráveis hinos como:"Metal Guru","Telegram Sam",e ainda as belas baladas cheias de violões:"Ballrooms Of  Mars","Spaceball Ricochet" e "Mystic Lady". Com uma vóz delicada e anasalada,Marc Bolan que morreria cinco anos depois,tinha sensibilidade de sobra para criar belas canções. Sua guitarra booguiada,era o complemento perfeito numa união de harmonias e arranjos. A capa - com fotografia do baterista Ringo Starr-é outro item de completa admiração. Bolan aparece de cartola,figura visivelmente pálida com os cabelos em desalinhos,encarnava uma aparência que influenciaria anos depois,uma legião de góticos. The Slider é uma grande obra,atualíssima.

Nota: Disponível no formato digital desde 1985,nos EUA,Canadá,Europa e Japão,em várias edições especiais. No Brasil,somente o vinil da época,estando ainda fora de catálago.

ROCK,A HISTÓRIA: Pet Sounds X Sgt.Pepper's

Posso até estar sendo repetitivo,mas essa é uma história que ainda guarda algum mistério.Teria os Beatles realmente invejado o trabalho mais famoso dos Beach Boys?

Acredito que não tratou-se de inveja,mas sim uma sensação de ter sido superado pelos irmãos Wilson.Nos idos de 1965,o quarteto de Liverpool,havia lançado um pequeno fragmento do experimentalismo,o disco "Rubber Soul". Quando o gênio e lider do grupo Norte  Americano The Beach Boys,Brian Wilson ouviu o LP,percebeu que estava diante de um grande desafio. Cada faixa do álbum dos Beatles era artisticamente perfeita e incitante.Após o impácto sofrido,Brian começou a criar uma obra que superasse tudo aquilo que tinha ouvido. Foram horas e mais horas,isolado dentro de seu estúdio particular,concebendo novas ideias.rabiscando e registrando tudo. Harmonias vocais gravadas dezenas de vezes,arranjos orquestrais fabulosos com várias seções de cordas,sopros,instrumentos atípicos para uma banda de rock na época,canções emendadas uma na outra,enfim,nesse requinte todo foi concebido "Pet Sounds" que chegou às lojas no dia 16 de Maio de 1966. Ao adquirir uma cópia,foi a vêz de Paul McCartney se impressionar com as loucuras sonoras do maluco Brian. McCartney simplesmente ouvia o disco dos Beach Boys sem parar,ele vivia tocando o vinil tanto para John Lennon quanto para o maestro e produtor George Martin,e foi justamente num desses momentos que Paul fêz a famosa pergunta à Martin:"Conseguiríamos fazer um trabalho tão bom assim?"No que o sábio produtor respondeu: Podemos fazer melhor que isso,e faremos. Quando "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" foi lançado em 01 de Julho de 1967,Brian Wilson pirou novamente,só que naquele momento,Brian percebeu que o fab four,havia conseguido superar em tudo a genialidade dos Beach Boys e isso o deixou irritado,espavorido,deprimido e se sentindo derrotado. Essa maluquice toda,fêz com que o músico abandonasse de imediato às sessões de gravação do álbum "Smile",o sucessor de "Pet Sounds". O aborto repentino transformou tal projeto num dos mais famosos discos de rock inacabados ao lado de "lifehouse" do The who. As edições piratas e especiais lançadas no decorrer dos anos,apontam que "Smile" seria realmente uma grande obra,uma das músicas mais conhecidas desse período é "Good Vibration". A grande conclusão que se tira dessa história toda é que Brian Wilson na ocasião,se sentia onipotente e acabou ignorando que entre os álbuns dos Beatles "Rubber Soul" e "Sgt Pepper's",Paul,John,George e Ringo,haviam produzido o fenomenal "Revolver",a pedra fundamental para a revolução de tudo aquilo que vinha sendo realizado. Sem dúvida,essa é uma narrativa já tantas vezes contada,mas que ainda omite fatos que explique com clareza,porque o cabeça pensante dos Beach Boys que saiu na frente de Lennon e McCartney com "Pet Sounds",acabou perdendo a competição para o trabalho mais bem acabado da discografia pop mundial.

Paul McCartney e Brian Wilson

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: From London To Jamaica - The Clash

FORMATO: CD simples
ÁUDIO: Excelente "Soundboard Stereo Recording"

Nos dias 25,26 e 27 de Novembro de 1982,foi realizado em Montego Bay na Jamaica,o festival "Jamaica World Music" que contou com vários nomes de peso tanto do Rock and Roll como do Rhythm & Blues e do Reggae. As principais atrações presentes, e dividindo nesses tres dias o mesmo palco com outras menos famosas foram:Grateful Dead,Joe Jackson,B-52's,The Beach Boys,Squeeze,Tha Clash,Aretha Franklin,Gladys Night & The Pips,Peter Tosh,Jimmy Cliff,Black Uhuru,Yelloman,Toots & The Maytals e a viuva Rita Marley com seus rebentos do Melody Makers,fechando o festival. Os Jamaicanos sempre se apresentavam encerrando os shows. Este sem dúvida, é o melhor Bootleg do The Clash,até que me provem ao contrário. Os caras tinham acabado de lançar "Combat Rock" e estavam à vontade ao lado de alguns de seus ídolos como:Peter Tosh e Frederick "Toots" Hibbert(Toots & The Maytals). Joe Strummer(Guitarra,Vocais),Mick Jones(Guitarra,Vocais),Paul Simonon(Baixo,Vocais) e Topper Headon(Bateria),fizeram uma apresentação fantástica no palco do "Bob Marley Performing Arts Center", apontando a artilharia e descarregando uma saraivada de clássicos:"London Calling","Guns Of Brixton","Spanish Bomb","Train Vain","Claptown","Should I Stay Or Should I Go" e "Rock The Cashbah". O The Clash era fabuloso,era Punk,Rockabilly,Reggae,Jazz,era Rock And Roll!!

domingo, 25 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Made In Japan - Rainbow

FORMATO: CD Duplo
ÁUDIO: Soundboard Remastering
DURAÇÃO: 105.78

Após a não tão boa aceitação do seu primeiro disco solo "Ritchie Blackmore's Rainbow",o Guitarrista Ritchie Blackmore resolveu dispensar com exceção do vocalista(James Dio),toda a turma que vinha lhe acompanhando,o que na realidade tratava-se do grupo "Elf" sem o leadguitar David Fainstein primo de Ronnie James Dio. Com novos músicos recrutados,Blackmore batiza sua banda apenas de "Rainbow",grava o excelente álbum "Rising",e vai com eles pela primeira vêz ao Japão. Aclamação total por vários motivos:Ritchie Blackmore desde às primeiras excursões com o Deep Purple por lá,acabou conseguindo um enorme prestígio junto aos Japoneses,o disco "Rising",vinha faturando alto em termos de vendagens,e era a primeira vêz que os japas,estavam assistindo o Rainbow nos palcos. Os músicos foram recebidos com festa,muita tietagem em porta de hotel,faixas de boas vindas,enfim,Blackmore e seus novos comandados,debutavam do outro lado do mundo. A apresentação registrada nesse Bootleg,foi realizada na cidade de Fukuoka no Kyudenkinen Gymnasium,em 13 de Dezembro de 1976. Com formações diferentes,o Rainbow ainda retornaria várias vezes ao Japão nos anos oitenta e noventa.

Formação:

Ronnie James Dio:Vocals
Ritchie Blackmore:Guitar
Jimmy Bain:Bass
Tony Carey:Keyboards
Cozy Powell:Drums

sábado, 24 de novembro de 2012

CONHEÇA: Spectrum Road

Spectrum Road
Tony Williams Life Time
O Spectrum Road não é tão novo assim. O grupo foi formado em 2003 pelos Ingleses Jack Bruce(Baixo),Vernon Reid(Living Collor,Guitarra) e pelos Norte Americanos John Madeski(Teclados) e Cindy Blackman Santana(Esposa do guitarrista Carlos Santana e baterista de Jazz),com o intuíto único de prestar um tributo à Tony Wiliams e sua fenomenal banda de Jazz Fusion:The Tony Williams Lifetime,originalmente formada por feras como o próprio Tony(Bateria),Jack Bruce(recém saído do Cream,Baixo),Larry Young(Teclados),e o genial John Mclauhglin(Guitarra). Bruce acertou em cheio na escolha desses novos músicos para este ousado projeto. Vernon Reid é demais,é empolgante o que esse rapaz  faz  com sua guitarra nesse disco. Quém está acostumado com o Hard Rock Funkeado do Living Collor,vai se surpreender. Madeski improvisa usando bastante o Hammond,e Cindy demonstra tudo o que aprendeu com o mestre Tony Willimas(ela foi sua aluna com apenas 16 anos de idade). Um valioso e merecido tributo! Enquanto existiu,o grupo serviu de inspiração para John Mclaughlin formar a "Mahavishnu Orchestra" e Carlos Santana mergulhar de cabeça no Jazz Fusion,a partir dos álbuns "Caravanserai" e "Welcome".

Nota: Spectrum Road,disco homônimo lançado em Junho desse ano pela "Palmetto". Disponível somente no mercado Norte Americano.

TESOURO ENCONTRADO: "Live And Cookin' At Alice's Revisited" - Howlin' Wolf

Exatamente em 10 de Janeiro de 1976,o Blues de Chicago perdia um dos seus maiores expoentes. Morria Howlin' Wolf(Chester Arthur Burnett,era seu nome de batismo).O blueseiro costumava se apresentar sempre acompanhado de uma grande banda, com músicos comprometidos em dar a última gota de suor para que tudo saísse perfeito durante às apresentações. Wolf era um verdadeiro maestro,mantendo com eficiência o comando de  seu combo,mesmo nos momentos em que solava sua harmônica. Este disco originalmente lançado em Julho de 1972 pela Chess Records,é o de número cinco em sua discografia oficial,e captura o bluesman tocando num restaurante chamado Alice's Revisited-Não confundir com o filme Alice's Restaurant que tinha participação e trilha de Arlo Ghutrie-localizado em Chicago. Algumas de suas pérolas registrada nesse álbum:"Call Me The Wolf","The Big House","Just Passing By","I Didn't Know" e "Mean Mistreater".

Músicos:

Howlin' Wolf: Vocais e Harmônica
Hubert Sumlin: Guitarra
L.V. Williams: Guitarra
Eddie Shaw: Saxofone Tenor
Sunnyland Slim: Piano
David Myers: Contrabaixo elétrico
Fred Below: Bateria

Nota: Lançado em CD a partir de 1991 com bonus tracks.Disponível nos EUA(MCA/Chess) e na Austrália(Raven).

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

TESOURO ENCONTRADO: Mass-Media Stars > Acqua Fragile

Quando o assunto entre reais conhecedores do rock progressivo se refere ao gênero praticado na Itália,o primeiro nome a vir à tona é do Premiata Forneria Marconi,por ser este grupo ao lado do Le Orme,os mais populares no Brasil(com discos originalmente lançados entre nós). Só que o buraco é bém mais embaixo. Existem dezenas de excelentes bandas progressistas Italianas e entre elas estava o Acqua Fragile. Formado em Parma no fértil-musicalmente falando-ano de 1971,esse quinteto tinha uma particularidade.O vocalista Bernardo Lanzetti( Autor de todas as músicas do álbum ao lado de Emílio Canavera e futuro Premiata Forneria Marconi),se apresentava cantando com um timbre de vóz que se aproximava bastante ao de Peter Gabriel(Genesis). Sem chegar numa imitação,Lanzetti sabia como dosar sua performance ao ponto de jamais querer tornar-se um cover de Gabriel. "Mass-Media Stars"(1974),foi o segundo e derradeiro álbum de estúdio do Acqua Fragile. Comportando meia dúzia de belas canções,o LP se apresentava repleto de arranjos com orgão Hammond,Syntetizadores,Mellotrons,violões e guitarras econômicas. "Cosmic Mind Affair" que abre o disco com seus mais de oito minutos,contém variações rítimicas peculiares dentro do art rock-gentileza do baterista Piero Canavera."Bar Gazing" é quase uma balada que inicia com dedilhados de violões,é onde se tem a real sensação de está ouvindo o Genesis fase Gabriel. A música título do trabalho"Mass-Media Stars" é bem construida com passagens de piano,uma frenética guitarra e um baixo que pulsa sem parar. "Opening Act" é conduzida com destaque para o contrabaixo,com o piano um pouco tímido,porém eficaz. O grande hit do disco foi "Professor"-contando a história de um mestre autoritário que se prevalece da caneta para julgar seus alunos(caro professor,se o que fazemos de errado não é importante? Amarração azul e vermelha,não podem ferir nossos corpos). O álbum encerra com "Fragile-Coffee Song" outra balada com os violões e os teclados dominando. O Acqua Fragile permaneceria na ativa até 1975,quando a banda encerrou suas atividades após a transferência de Bernardo Lanzetti para o Premiata Forneria Marconi.

Notas: Mass-Media Stars foi lançado originalmente em 1974 pela "Import Records"(USA),"King"(Japão) e "Ricordi"(Itália).

Em CD,foi disponibilizado a partir de  1991 na Itália,Japão e Reino Unido.No Brasil,continua inédito em ambos os formatos.

FORMAÇÃO:

Bernardo Lanzetti:Vocais solo
Gino Campanini: Guitarras,Violões,Vocais
Mauricio Mori: Teclados,Vocais
Franz Dondi: Baixo
Piero Canavera: Bateria,Guitarras e Vocais

A produção foi de Cláudio Fabi em conjunto com a turma do Premiata Forneria Marconi(PFM).


domingo, 18 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Old Town Bar & Grill - J.J. Cale

Esse grande gênio do blues é avesso a qualquer tipo de badalação. John W. Cale(seu nome de batismo),não se prende às gravadoras,passa meses isolado na sua fazenda em Oklahoma compondo sem parar,e a cada desejo de gravar algo novo,vai para o estúdio registra tudo e volta pro mato novamente até que receba algum convite para apresentações sempre em lugares pequenos com pouquíssima audiência. J. J. Cale como ficou conhecido,serviu de influência para vários guitarristas,Eric Clapton-que regravou dele os hits "After Midnight" e "Cocaine"-é um deles. Mas o cara que mais lhe afanou inspiração foi Mark Knopfler. O primeiro disco do Dire Straits,mostra claramente tal afano. Esse Bootleg muito bom por sinal,registra o blueseiro em Eureka na California numa espécie de churrascaria(não falei)chamada"Old Town Bar & Grill",acompanhado apenas da guitarrista e cantora Christine Lakeland. No repertório escolhido por Cale,estão presentes músicas do disco "# 8",que o guitarrista acabava de lançar,além das memoráveis:"Crazy Mama"(com quase dez minutos,maior barato),"Artificial Paradise","Don't Wait","Call Me The Breeze"(gravada pelo Lynyrd Skynyrd,consta no álbum Second Helping de 1974),"People Lie",e claro às clássicas "After Midnight" e "Cocaine". Somente para vocês terem uma ideia,o último trabalho de J.J.Cale foi "Roll On" de 2009. Um grande músico,um artista excepcional,um gênio.

Detalhe:

J.J. Cale:Vocais,Guitarra,Dobro,Bass Pedals e Drum Machine

Christine Lakeland: Guitarra Rítimo,Teclados,Harmonica e vocais

Como diria um apresentador de TV chatérrimo:Quém é bom faz ao vivo!

sábado, 17 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live Puebla,Mexico 2009 - YOSO

Formato: CD simples
Áudio: DVD Soundboard
Duração: 1:018'26

Depois de terminar o Circa:,Billy Sherwood(baixo) e Tony Keye(Teclados,ambos ex Yes) formaram parceria com o cantor Bobby Kimball(ToTo) no projeto que eles chamaram de YOSO,uma clara referência aos nomes Yes e ToTo. Além dos três,a banda contava também com o excelente guitarrista Johnny Bruhns(ex Roundabout,banda cover do Yes),e o baterista Scott Connor(ex Gabble Ratchey,e Genesis Tribute). Lançaram um único álbum "Elements"(2010),mas antes testaram a banda numa excursão em 2009 que passou pelo México com um show surpreendente em Puebla no dia 19 de Outubro. No set list,músicas autorais da banda e como não poderia deixar de ser,clássicos do Yes e do ToTo:"Cinema","Hold On","Owner Of A Lonely Heart","Roundabout","Yes Medley","Africa","Rosana" e "Hold The Line". Circa: e Yoso,deram certo?Muito,ambos mantiveram a proposta musical do Yes a partir dos anos oitenta que iniciou com o disco "90125",trazendo um rock progressivo(nunca pop) mais acessível com direito a canções de curta duração propositalmente para tocar nas rádios. Bobbie Kimball por ser um grande vocalista,tira de letra os hits do Yes,Keye e Sherwood nem se fala. Quanto aos novatos Johnny Bruhns e Scott Connor,encaixaram perfeitamente por serem músicos competentíssimos.
Que venham mais filhotes do Yes,do Genesis,do Gentle Giant,Etc. Nós agradecemos,e muiiito.

DISCOS RENEGADOS: Under Wraps - Jethro Tull

Em 1983,Ian Anderson havia gravado praticamente sozinho o seu primeiro disco solo chamado "Walk Into Light",ele contou apenas com a colaboração do tecladista Peter-John Vittase. Abusando dos syntetizadores e baterias programadas(Drum Machine),o músico resolveu inovar sua maneira peculiar de compor. Os fãs radicais do Tull,é óbvio que não gostaram,a crítica achou muito new wave mas o malucão do Ian Anderson nem deu bola. No ano seguinte,o Jethro Tull se reunia novamente efetivando Peter Vittase,convocando o baixista Dave Pegg(ex Fairport Convention),além do fiel escudeiro Martin Barre(Guitarras) e é claro do próprio Anderson-reparem que nesse line up não consta nenhum baterista-resultado: O parimento de "Under Wraps"dando sequência ao trabalho individual do flautista e mais uma vez torceram o nariz e chamaram a banda de "SynthPop". Que pop nada,"Under Wraps" é tão bom quanto os outros álbuns do Jethro Tull lançados nos anos oitenta! Ponto para Ian Scott Anderson que teve a ousadia de fazer o grupo soar um tanto quanto diferente exatamente quanto precisou fazer isso. Muitos chegaram a fazer o mesmo, uns com competência e outros nem tanto,mas "Under Wraps"é único, simplesmente ge-ni-al. Se vocês tiverem esse disco em casa-caso contrário procurem obter-ouçam "Lap Of Luxury","European Legacy",e "Under Wraps 2". A autenticidade do velho Jethro Tull não chega a desaparecer por completo.

Notas: O LP original foi lançado no dia 07 de Setembro de 1984,pela Chrysalis Records. A produção foi do próprio Ian Anderson.

No formato digital,está disponivel apenas no Reino Unido,na França,no Japão e na Argentina.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

TESOURO ENCONTRATO: Rock 'n' Roll - The Nighthawks

Os Nighthawks são veteranos representantes do gênero Pub Rock. A banda foi formada no ano de 1972 em Washington,e de lá até Maio desse ano quando lançaram seu último trabalho "Damn Good Time!", já somam ao todo 24 álbuns oficialmente gravados. Rock 'n' Roll é de 1983,lançado originalmente pela Varrick Records. O título do disco é oportuno,pois recheio equivalente é o que não falta em versões blueseiras e rockeadas para: "Red Hot Mama"(Elmore James),"Bring It On Home"(Willie Dixon),"Stop Breakin' Down"(Robert Johnson),"Heat Wave"(clássico do R&B de Holland & Dozier),e "Memo From Turner"(Jagger & Richards).Um verdadeiro tesouro encontrado. Para afastar o sofá da sala,colocar o Cd pra rodar e rockar e rollar.

Nota: Lançado nos anos noventa em formato digital pela New Rounder

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live 2008 - Circa:

Formato: CD Duplo
Áudio:Soundboard DVD 
Duração: 2:014'18

O Circa: é mais um filhote do Yes assim como o Yoso e o Conspirace. O grupo foi formado em 2007 por Billy Sherwood(vocais e baixo),Tony Keye(teclados),Alan White(bateria) e Jimmy Haunt(guitarra). Depois do lançamento do primeiro disco,Alan White cede seu posto para Jay Schellen,que encara a primeira turnê da banda. A grande surpresa do Circa: é o guitarrista Billy Sherwood que passa das seis para às quatro cordas,assumindo também o vocal solo,cumprindo com muita eficácia o seu novo papel. Lógico que Billy tocando contrabaixo não tem como deixar de compara-lo à Chris Squire. Outro grande detalhe das apresentações da banda,é o medley com mais de 40 minutos somente com clássicos do Yes.  Ai vem o questionamento. E o som dos caras? Se aproxima bastante do que o Yes produziu a partir do disco 90125(83),entretanto podemos dizer também que o Circa: se assemelha ao GTR(projeto de Steve Howe e Steve Hackett),todavia é uma senhora banda. O registro desse Bootleg,foi realizado no Coach House Theatre em San Juan Capistrano na California em 14 de Outubro de 2008.

Formação na época:

Billy Sherwood: Vocal e Contrabaixo
Tony Keye: Teclados,Orgão Hammond
Jimmy Haunt: Guitarras Elétricas e Acústicas
Jay Schellen: Bateria e Percussão

Músico Adicional:
Scott Walton: Vocoder e Moog Syntetizador

BOCA MALDITA:Cinco perguntas respondidas por Ian Gillan(Deep Purple)

Em 1999.o Deep purple esteve pela segunda vez no Brasil divulgando o álbum "ABandOn". Aproveitando o momento,o jornalista Toninho Spessoto da extinta revista "Showbizz",entrevistou o vocalista Ian Gillan que detonou com os CDs e desceu a lenha no ex colega Ritchie Blackmore.Veja os melhores momentos:





É verdade que o Deep Purple vai gravar um disco acústico?
Essa história começou depois que fizemos um show na Polônia com o Ian Paice batucando um tambor.Mas nunca pensamos nisso,o som do Purple teria que sofrer muitas alterações. E esse negócio de acústico virou clichê e o Purple é contra qualquer modismo.

Todos os discos do Deep Purple são lançados também em vinil.é uma exigência da banda?
Sim.Eu particularmente não gosto de CDs. O som fica abafado,por melhor que seja a remasterização.A única vantagem que ele tem é o fato de poder tocar no carro.Mas prefiro mesmo o bom e velho vinil,com o ruído da agulha raspando o sulco. E nos LPs você pode ler os encartes numa boa,sem precisar de lentes de aumento.Outra coisa: o preço do CD é altíssimo! Se dependesse de mim,esse negócio de som digital não existiria.

Vocês costumam dizer que com a saída do guitarrista Ritchie Blackmore,em 1985,o Purple "recuperou a alegria de viver". Foi mesmo um alívio?
Se uma pessoa tem um cancer malígno,já em fase terminal,e de repente descobre que está curada,é invadida por uma sensação de alívio,não é? Aquele sujeito era um cancer no Deep Purple. Quando nos livramos dele,foi uma maravilha!

Que tipo de Música você está ouvindo hoje?
Música étnica,de artistas que nem sei os nomes,e sons para meditar. O Rock de hoje é estranho,sem definição,já o pop tem boas e más idéias.

Qual o melhor disco de Deep Purple na sua opinião?
Fizemos muita coisa boa,como Deep Purple In Rock(de 1970) e Made In Japan(73),mas ainda acho que Machine Head(72) é nosso melhor momento.


Entrevisra veiculada na edição nº 165 de Abril de 1999(Showbizz)


domingo, 11 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Blackout In Manaus/Brazil - Scorpions

Formato: CD Simples
Áudio: Soundboard Stereo Recording


Fazia um bom tempo que eu não ouvia nada do Scorpions. Hoje amanheci com a música "Big City Nights" na cabeça e resolvi garimpar minha estanta. Encontrei esse Bootleg fantástico dos Alemães em visita pela primeira vêz na nossa querida Amazônia. Na mesma época eles tocaram também entre nós(Belém),só não lembro se foi antes ou depois desse puta show em Manaus. Eu nunca tinha ouvido atuando pelo Scorpions,um baixista tão animal quanto Pawel Maciwoda,o cara simplesmente cavuca de maneira brilhante seu Fender Jazz Bass. Literalmente esse concerto chacoalhou a floresta toda. Meine,Schenker,Jabs,Maciwoda e Kottak estavam endiabrados,e toma-lhe clássicos:"Blackout",Big City Nights","Dynamite"."Rock You Like A Hurricane","Bad Boys Running Wild","The Zoo",até o set acústico com as baladas características do Scorpions não faltaram. A apresentação foi no Sambódromo de Manaus no dia 09 de Agosto de 2007. Dizem que eles estão se despedindo,tomara não seja verdade. Longa vida aos Escorpiões!!

Formação:

Klaus Meine: The Voice
Rud Schenker: Lead Guitar,Guitar
Mathias Jabs: Lead Guitar,Guitar
Pawel "The Animal" Maciwoda: Bass
James Kottak: The Drummer

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

LENDAS DO ROCK: Focus 1970 - 1977(Do Erudito ao Pop)

O Focus no estúdio
A história dos Holandeses do Focus,tem início em 1969 quando o tecladista e flautista Thijs Van Leer então com 20 anos,colando grau no conservatório de Amsterdan como pianista clássico e arranjador. O jovem rapaz ainda se especializaria em Instrumentos de sopro,orgão e música renascentista,estudando com o renomado maestro e patrício Anthony Van Der Horst. Com todos esse predicados,Thijs Van Leer queria mesmo era formar um grupo de rock semelhante ao Inglês Traffic do organista Steve Winwood. Foi com essa ideia fixa que ele se uniu aos colegas de conservatório Martin Dresden(baixista) e Hans Cleuver(baterista). Os três não conseguiram o objetivo,mas ganharam um convite para tocar como banda de apoio na versão holandesa do musical Hair. Já contando com a colaboração de Jan Akkerman(guitarrista,violonista,e um exímio tocador de alaúde)formado na Liceu Music University de Amsterdan,eles ganham um convite para a gravação do primeiro LP: In And Out Of Focus(1970). Devidamente alcunhados de Focus, eles aproveitam ao máximo o crescimento da popularidade na Holanda,graças ao avulso "House Of The King",canção instrumental à conseguir um grande feito,alcançando o top ten das paradas.Como o sucesso do disco de estreia não chegou a estourar em Londres e nem nos Estados Unidos,o guitarrista Jan Akkerman abandona a turma indo tocar num projeto que contava com o batera Pierre Van der Linden e o contrabaixista Cyril Haverman. Quando Thijs Van Leer percebeu que levaria a pior,decidiu fazer companhia à Akkerman,Cyril,e Pierre, mantendo o nome Focus. Esse line up lança em Moving Waves(1971),mostrando um grupo intrincado,melódico e erudito."Eruption",uma suite rock de 23 minutos dedicada  a lenda de Orfeu(o filho da música na mitologia grega),ocupa todo o lado (B) do álbum,e é aclamada pela crítica que a considerou uma obra prima com Pierre Van Der Linden sendo o responsável em 90% por esse tema,ele que já havia integrado a orquestra de ópera da capital da Holanda. Contudo,o grande hit do Lp sem dúvida foi "Hocus Pocus",com Van Leer cantarolando a música em Yodel(tradicional gênero musical dos Alpes). 1972 foi um grande momento para o Focus,turnês pela Europa,EUA,shows sempre lotados,paparicação dos críticos:"Eles nem precisam gravar nada em estúdios,pois são absolutamente perfeitos",estampou em primeira página o lendário Melody Maker. Com essa onda toda,eles aproveitam e lançam o excelente duplo Focus III(1972),trazendo o hit "Sylvia" que acampa em primeiro lugar por várias semanas nos charts Ingleses e Norte Americanos. Nesse novo trabalho,a banda já contava com um novo integrante,o baixista Bert Ruiter que entrara no posto de Cyril Haverman. A entrada do adiposo Ruiter,gerou um certo desconforto dentro do grupo. O baixista sempre foi mais ligado ao rock 'n' roll,escolado em Jack Bruce o que acabaria influenciando Thijs Van Leer e Jan Akkerman. Quém não gostou nada disso foi Pierre Van Der Linden e para que as coisas não ficasse insuportaveis,a gravadora resolve colocar no mercado um Live chamado: Focus At The Rainbow(1973),registrando momentos memoráveis das apresentações no Rainbow Theater em Londres. Em 1974,Pierre Van der Linden não aguenta mais as ideias de Bert Ruiter e pede seu desligamento do Focus,saindo para formar outra excelente banda o "Trace",ao lado do irmão mais velho Rick Van Der Linden(ex Ekseption). Mike Vernon empresário do Focus desde 1972,aparece com uma lista de grandes bateristas,entre eles:Mitch Mitchell e Aynsley Dunbar,quém leva a vaga é Collin Allen(ex John Mayall e Stone The Crows). Com baterista novo,o focus coloca no mercado Hamburger Concerto(1974),embora o Lp siga a linha dos anteriores,Bert Ruiter se sobrepõe com frases de contrabaixo cheias de grooves. Com Mother Focus(1975)eles se rendem por completo às tentações de Ruiter aderindo ao Rhythm & Blues com pegadas ligeiramente funkeadas em canções com no máximo três minutos e alguns poucos segundos:"I Need A Bathroom" por exemplo. Collin Allen havia abandonado à todos no decorrer da gravação de Mother Focus,obrigando Akkerman e Van Leer convocarem de imediato David Kemper. Em 1976 a Polydor aproveita a maré braba e lança a compilação Ship Of Memories,contendo sobras de estúdios e versões alternativas para algumas músicas. No ano seguinte já sem a presença de Jan Akkerman,o Focus esbandalha de vêz lançando o fraquíssimo Focus Con Proby(1977),contando com o veterano cantor Norte Americano P.J.Proby-definitivamente o Focus não era mais uma banda instrumental,tinha um crooner de verdade. Estavam também presentes nesse álbum:Phillip Catherine(guitarra),e Steve Smith(Journey,na bateria) além é claro de Thijs Van Leer e Bert Ruiter. O focus trocava o erudito pelo pop. Em 1978 eles encerraram a carreira, com um retorno em 2002,estando ainda em franca atividade,tendo lançado este ano,um disco com o título de X. O bom em tudo isso,é que eles retomaram às velhas viagens progressistas.e que continuem dessa forma.


Discos Selecionados:

Moving Waves(1971/Polydor)
Focus 3(1972/Polydor)
Focus At The Rainbow(1973/Polydor-Ao Vivo)
Hamburger Concerto(1974/Polydor)
Ship Of Memories(1976/EMI-Compilação)

Nota: O Focus foi uma das pouquíssimas bandas instrumentais a emplacar canções do gênero nas paradas.Fato esse comparado somente aos conjuntos The Shadows e The Ventures.



Formação atual do focus:

Thijs Van Leers:Key's,Flute
Pierre Van Der Linden: Drums
Menno Gootjes: Guitar
Bobby Jacobs: Bass

Formação Clássica:

Thujs Van Leer: Key's,Flute
Jan Akkerman: Guitar,Alaúde
Bert Ruiter:Bass
Perre Van Der Linden: Drums

TESOURO ENCONTRADO: Natural Gas - Natural Gas

Álbum: Natural Gas
Artista:Natural Gas
Lançamento: 1976
Selo: Private Rock

Depois do trágico perecimento do cantor,compositor,pianista e guitarrista Pete Ham,o grupo Badfinger deu um tempo nas atividades. O guitarrista Joey Molland,não quis saber de férias,arregaçou as mangas e foi à luta formando o Natural Gas. Compartilhando o projeto estavam com ele:Mark Clark(baixo,ex Collosseum e Uriah heep,futuro Rainbow),Jerry Shirley(bateria,ex Humble Pie),David Kaffinetti(teclados),e Peter Wood(bateria). Lançaram em 1976,um único e homônimo disco,ainda invisível para muita gente. Natural Gas é rock básico alternado com belas baladas,lembrando demais a melhor fase do Badfinger. "Little Darling","You Can Do It","Miracle Mile",e "St.Louis Blues",são canções agradabilíssimas,e bém construidas. Um power pop de primeira grandeza. Natural Gas,o disco e a banda merecem à descoberta.

Nota: Disponivem em CD desde 2009 somente na Gran Bretanha, e adivinhem? no Japão.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

LENDAS RO ROCK: Morphine,Inovadores e Autênticos

O Morphine era um power trio sim,mas diferente do tradicional guitarra,baixo e bateria. No lugar da guitarra,os rapazes usavam um saxofone barítono,no melhor estilo jazzista,porém o rock and roll e o Rhythm & Blues eram às prioridades no trabalho do trio. O Morphine foi formado em 1990 na cidade Norte Americana de Boston pelos brothers Mark Sandman(Baixo,Baixo Slide),Dana Colley(Saxofone),e Jerome Dupree(Bateria). Pois bém,em 1992 sai "Good" o primeiro disco do Morphine lançado pela Accurate Discos, para logo em seguida o baterista Jerome Depree desistir de tudo e se manda,entrando Billy Comway em seu posto.O sucesso nas college radios,chamaram a atenção da Rykodisc que os contratou de imediato,providenciando inclusive,para que "Good" fosse relançado com nova remasterização e distribuido nacional e internacionalmente. Em 1993 sai "Cure For Pain" conquistando críticos e fãs nos EUA e na Europa. O Morphine inicia uma grande excursão realizando apresentações seguidas e sempre em locais lotados,foram quase dois anos na estrada entre a América do Norte e o Velho Continente. O som do Morphine despertava curiosidade nas pessoas,principalmente na maneira de Mark Sandman tocar seu instrumento com somente duas cordas e ainda usando um bottleneck. Em 1995 é a vêz do CD "Yes" que repete o mesmo êxito,com isso grandes gravadoras começam a mostrar interesses pelo Morphine,entre alas a Dream Warks,liderada por David Geffen e Steven Spielberg e que tinha um contrato de destribuição com a Universal Music. E foi justamente com a "Dream Warks" que os três assinaram,rompendo com a Rykodisc. Já pelo novo selo eles lançam em 1997 "Like Swimming",que vendeu bém,porém os executivos da gravadora queriam que os caras se tornassem um megasucesso,enquanto que Mark Sandman preferia continuar sendo um artista cult. Enquanto a Dream Warks e o Morphine brigavam,a Rykodisc aproveitou e lançou nesse mesmo ano:"B-Sides & Otherwise",um disco contendo lado B de alguns singles e outakes nunca aproveitados. Durante algum tempo,eles somente excursionavam e trabalhavam em novas composições,até que a situação com a gravadora ficasse resolvida. Mas o destino foi cruel com Mark Sandman que no dia 03 de Julho de 1999,durante uma apresentação em Roma,o baixista sofreu um ataque cardiáco em cima do palco aos 46 anos de idade e levando com ele o Morphine,essa substância musical benéfica à saúde.Em 2000,foram lançados dois trabalhos póstumos:"Bootleg Detroit"(ao vivo/Rykodisc) e "The Night"(derradeiro trabalho de estúdio/Dream Warks)

Discos:

Good:(1992/Accurate-Rykodisc)
Cure Of Pain(1993/Rykodisc)
Yes(1995/Rykodisc)
Like Swimming(1997/Dream Warks)

Discos Póstumos:

Bootleg Detroit(2000/Rikodisc)
The Night(2000/Dream Warks)
At Your Service(2009/Rhino)

Nota: Mark Sandman tocava seu surrado contrabaixo "Premier" usando somente duas cordas utilizando em um Bottleneck(dedal de Vidro ou metal usado para fazer slide guitar)em algumas músicas.