quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Robert Plant & Pearl Jam>Live At House Of Blues,Chicago - 2005

Capa Original do Bootleg
Contra capa
O Led Zeppelin,sempre foi fonte de inspiração para várias gerações de rockers. O The Black Crowes já tocou com Jimmy Page,Dave Grohl(Nirvana e Fool Fighters),tocou com John Paul Jones no projeto "Them Crooked Vultures",e em 2005 esse encontro surpresa entre o Pearl Jam e Robert Plant. Este Bootleg em forma de E.P,registra o ex cantante do Led Zeppelin,dando uma canja ao lado de Eddie Vedder e sua turma,na casa noturna "House Of Blues" em Chicago, no dia 05 de Outubro de 2005. O registro foi realizado direto da audiência em equipamento portátil estéreo,o que nos proporciona uma ótima qualidade de áudio. No repertório improvisado de última hora por Robert Plant,estão três músicas do Led Zeppelin,uma de Branford Janie e Berry Gordon Jr.,e eles encerram o set com "Rock In The Free World" de Neil Young. O show teve caráter beneficente a favor das vítimas do furacão Katrina.  Sem dúvida um registro de um momento raro.

Set List Pela Ordem:

1.Going To California(Led Zeppelin)
2.Money-That's What I Want(B.Janie & B. Gordon Jr.)
3.Fool In The Rain(Led Zeppelin)
4.Thank You(Led Zeppelin)
5.Encore - Call(Audience)
6.Rock In The Free World(Neil Young)

CLASSIC BOOTLEGS: Dallas'83 > Robert Plant

Capa Orininal
Contra capa
Formato: CD Simples
Áudio: FM Broadcast
Duração: 56.36

A primeira grande turnê de Robert Plant sem o Led Zeppelin,foi em 1983 quando o vocalista já havia lançado seus dois primeiros álbuns solos Pictures At Eleven(82) e The Principle Of Moments(83),e foi justamente durante a excursão americana do segundo disco,que esse excelente Bootleg foi gravado. O show aconteceu em Dallas no Texas na Reunion Arena no dia 22 de Setembro de 1983. Nessas suas gig's iniciais,Plant evitava ao máxio tocar músicas do Led Zeppelin,desta feita o set list era composto basicamente por canções dos álbuns já descritos,o que não tirava o brilho dos concertos. A gravação desse CD foi extraída durante uma transmissão da 98.KZEW FM,para um dos programas da série "King Biscuit Flower Hour"-uma espécie de DK Rock Concert. Um belo registro com Robert Plant soando modernoso,mas ainda preso ao estilo Zeppeliano. A grande atração na banda de Plant nessa época,era o baterista Phil Collins. Como se diz por aí,papa fina.

Formação:

Robert Plant Band:

Robert Plant: Vocals
Robbie Blunt: Lead Guitar
Jezz Woodroff: Keyboards
Paul Martinez: Bass
Bob Mayo: Rhythm Guitar,Keyboards
Phil Collins: Drums

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

LENDAS DO ROCK: O TERÇO

O Terço foi um grande grupo Brasileiro de rock com uma identificação muito grande junto à garotada a partir do final dos anos sessenta,quando passou a ser frequentador assíduo dos festivais de MPB,trasnmitidos pela televisão. No final de 1966,vamos encontrar o guitarrista e baixista Sérgio Hinds servindo na aeronáutica de onde foi expulso por mau comportamento e excesso de detenções. Ao deixar a farda,Hinds encontra o músico Paulo Jobim(primo legítimo do saudoso Tom Jobim). Eles formam com mais dois amigos,o Hot Dogs e começam a tocar nos bailes do Rio de Janeiro. O repertório é basicamente The Beatles,The Byrds,The Hollies e The Rolling Stones. Três anos depois,os Hots Dogs não existiam mais,em seu lugar Sérgio Hinds Formou outra banda:Os Libertos,que também não deu em nada. Foram meses de ensaios com muita pausa e nenhuma composição autoral. Frustrado com toda essa situação,Sérgio resolve radicalizar levando Os Libertos para Corumbá no Mato Grosso do Sul. Nessa cidade ganharam um contrato para tocar numa boate,e depois de três semanas,largaram tudo depois de levar um calote do proprietário. Mais uma vez puto,Sérgio Hinds acaba com tudo,pega sua velha kombi caindo aos pedaços,retorna ao Rio e passa à vender pão de forma,para levantar uma grana e sustentar a família(Sérgio já estava casado). Nesse período nebuloso,ele conhece Paulinhos Tapajós,um compositor de mão cheia além de músico e produtor de gravadora. Paulinho lhe oferece uma música para que ele à defenda no festival estudantil do colégio Santo Inácio. Hinds não somente interpreta a canção,como ganha o festival. Isso o torna motivado,principalmente depois que Tapajós o convida para gravar um compacto. Em 1968,Os Libertos são reunidos novamente para essa possivel gravação e em seguida conseguem entrar como participantes do festival de Juiz de Fora,já devidamente rabatizados agora como O Terço. O nome Os Libertos,foi proibido pelos organizadores sobre pressão da censura hipócrita da época. O Terço era:Sérgio Hinds(Baixo,Guitarra eVocais),Jorge Amiden(Guitarra,Vocais),e Vinicius Cantuária(Bateria e Vocais). Esse line up interpretou em Juiz de Fora, uma composição de Renato Correa(Ex Golden Boys) e Gutenbergue Guarabira(Futuro Sá,Rodrix e Guarabira). No final da apuração o trio acabou vencendo o festival no que marcaria os rapazes como o conjunto dos festivais,participando de vários F.I.C(Festival Internacional da Canção). Em 1970,eles lançam o primeiro LP simplesmente chamado de O Terço,totalmente voltado para o psicodelismo. O trabalho foi um verdadeiro fracasso,ninguém, acreditava muito num grupo acostumado apenas com os festivais de canções. Hinds começa a procurar ganhar grana de outra maneira e vai trabalhar acompanhando o cantor Ivan Lins que naquele momento tocava uma espécie de soul music. No lugar ocupado por Sérgio Hinds no Terço,entra Cezar das Mercês. Após os compromissos com Ivan Lins,Hinds retorna novamente,agora com a ideia de tocar rock progressivo,mas antes vão até à Cannes(França),acompanhar Marcos Vale no Midem(Mercado Internacional de Discos e Editores Musicais). Em 1972,eles gravam o segundo álbum,outra vez chamado de o Terço com produção do crítico musical Ezequiel Neves e com algumas músicas alongadas,bém no estilo progressive rock. Depois desse álbum,o gênio Jorge Amiden saiu para formar o excelente e obscuro Karma. Até 1974, o Terço passou por algumas alterações, e praticamente sem lançar nada,o grupo encontra-se reduzido ao seu fundador Sérgio Hinds. Justamente nesse período,o agora somente guitarrista começou a demonstrar interesse em trabalhar com o baixista Sérgio Magrão e com o baterista Luiz Moreno,ambos pertencentes a banda de apoio de ,Rodrix & Guarabira. O mineiro Flávio Venturini-outro conhecido de Sérgio Hinds dos tempos de festivais,entra para completar a nova formação do Terço. Os quatro no melhor estilo bandas de rock Inglesas,alugam uma casa no interior de São Paulo e passam meses compondo para um novo LP. Em 1975,eles lançam "Criaturas da Noite",um álbum fundamental para o rock inteligente praticado no Brasil com obras primas como: "Hey Amigo","Queimada","Pano de Fundo","Jogos das Pedras" e "1974".  Em 1976 veio "Casa Encantada",trazendo o boogie"Foi quando eu vi aquela lua passar" e em 1978,já com a formação alterada,eles lançaram "Mudança de Tempo" com o hit "Pela Rua", e um trabalho direcionado mais para a MPB. Nessa ocasião o conjunto era formado por: Sérgio Hinds(guitarra,Vocais),Sérgio Magrão(baixo)Cezar das Mercês(de volta tocando violões),Luiz Moreno(bateria) e Sérgio Kaffa(que ara da banda de Erasmo Carlos, nos teclados). Foi o melhor momento de um grupo inovador por completo,mesclou com muita sabedoria a música regional,principalmente a mineira-cortesia de Flávio Venturini-com o rock progressivo dos holandeses do Focus por exemplo. Nos próximos 25 anos seguintes,embora não mais tão influente como antes,O Terço segue seu caminho sendo carregado nas costas somente por Sérgio Hinds que tem feito alterações diversas na sua formação. O Terço é um nome fortíssimo fora do país e aclamado por muitos fãs espalhados pela Europa. Mas nós jovens brazucas daquele tempo,jamais esqueceremos de cantar o refrão:
Hey Amigo!
Cante à Canção comigo.

Notas: O guitarrista Jorge Amiden saiu depois do lançamento do álbum O Terço(1972),para formar o excelente trio acústico "Karma" que chegou a lançar um único disco pela RCA Victor.

Vinicius Cantuária que nasceu em Manaus e hoje é músico de jazz em Nova Yorke,chegou a estourar no Brasil nos anos oitenta com o hit "Só Você".

Cezar das Mercês chegou a lançar um disco solo nos anos oitenta,na mesma época em que Sérgio Hinds lançou o seu.

O baterista Luiz Moreno,faleceu de cancer em 27 de Julho de 2002.

Sérgio Magrão continua trabalhando com música nos estúdios Paulistanos

Flávio Venturini depois do Terço, formou nos anos oitenta o 14 Bis ao lado do amigo e baterista Vermelho(ex Bendengó) e do irmão Cláudio Venturini,em seguida se tornou um grande compositor e intérprete da MPB.

Discografia Básica:

O Terço(1972/Continental)
Criaturas da Noite(1975/Copacabana)
Casa Encantada(1976/Copacabana)
Mudança de Tempo(1978/Copacabana)


Obs: Criaturas da Noite e Casa Encantada,foram lançados com muito sucesso em formato digital na Itália.

domingo, 28 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Rockpalast 1980 - Z Z TOP

Separando alguns discos para ouvir neste final de semana,encontrei esse excelente bootleg duplo do ZZ Top gravado durante uma exibição do power trio no programa rockpalast. Esses texanos endiabrados reis do boogie rock,não permitem que ninguem fique parado durante os seus shows,e nenhuma criatura na audiência se atreveria à tal sacrilégio. Até ouvindo os discos,você não consegue ficar sem balançar na cadeira tocando guitarra ou bateria imaginária. São tijoladas de rock booguiado do início ao fim. o Local da apresentação foi em Grugahalle,Essen na Alemanha em 20 de Abril de 1980.

ZZ TOP: Line Up

Billy Gibbons : Guitarra & Vocais
Dusty Hill :  Baixo & Vocals
Frank Beard : Bateria

sábado, 27 de outubro de 2012

TESOURO ENCONTRADO: Walk The West - Disco Autointitulado do Quarteto de Nashville que misturava Bob Dylan,Johnny Cash e Punk Rock

Posso afirmar com todas às letras que este excelente LP passou batido entre nós. Poucos conseguiram em 1986,uma cópia desse verdadeiro tesouro ainda desconhecido por muitos. O Walk The West,foi agrupado em 1984 em Nshville pelo talentoso guitarrista e vocalista Paul Kirby,filho de Dave Kirby conhecido cantor de country music na região. Esta peciosidade foi lançada pela Capitol Records,e traz como título,o mesmo nome da banda. O disco foi concebido repleto de Country rock com guitarras distorcidas,perfeito para ser ouvido pegando uma estrada. A faixa de abertura "Living At Night" seguida de "Backside","Too Mush Of  A Good Thing" e "Precious Time",já demonstravam o que esses garotos pretendiam,revigorando o tradicional gênero musical norte americano. Às influências Dylanesca podem ser ouivida em "Solitary Man""Calvary Hill",sem querer afirmar que se possa ouvir o grupo tocando acompanhado de harmônica e violão,seria mais correto afirmármos algo próximo do velho Dylan tocando ao lado do Replacements por exemplo. A concessão mainstream recai em "Think It Over" que andou frequentando às FMs,sem tirar o brilho do álbum. "Lovely Boy","Do You Wanna Dance" e "Sheriff Of Love",são as outras composições que completam este belo registro fonográfico que entrou para o time dos discos únicos,solitários mas importante pelo que  ele representou para a nova música country o que acabou inaugurando o termo "Alt-Country,divulgado por bandas como: The Jayhawks,Wilco,Uncle Tupelo e outras. Talvez o Walk The West não tivesse conseguido gravar outra obra tão boa quanto,ou superior a esta.

Line Up:
Paul Kirb: Guitarra,Vocais,Harmônica
Will Goleman: Guitarra,Steel Guitar,Vocais
John Goleman: Baixo
Richard Ice: Bateria





Walk The West(1986/Capitol)

Notas:  O Walk The West,ainda lançou um obscuro disco ao vivo chamado "Live!!! Like It Should Be e um single com a música "Backside". 


Com o final do Walk The West, Paul Kirby e os irmãos Goleman(John e Will),formaram o The Cactus Brotehrs voltado mais para o country tradicional.



Existe uma raríssima versão do disco em CD,trazendo alguns bonus com gravações ao vivo.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Kaiserslautern 1973 Germany > West,Bruce & Laing

Formato: CD simples
Áudio:Soundboard Stereo
Duração: 1:004'34

Com o final do Cream em 1968,o baixista Jack Bruce,lançou três discos solos no período de 1969 à 1971. No ano seguinte,Bruce se juntou a metade do Mountain-grupo de Nova York que havia dado uma pausa na carreira-ou seja:o guitarrista Leslie West e o baterista Corky Laing,formando desta feita o power trio mais pesado do rock and roll:West,Bruce & Laing. Imaginem o som do Cream quadruplicado. Esta apresentação aconteceu em Kaiserslautern na Alemanha no dia 14 de Abril de 1973. Amigos,esse trio num palco não era brincadeira,é porrada da primeira a derradeira música,e só pra vocês terem uma ideia,a versão de "Politician",está mais pauleira do que às que o Cream costumava rolar em suas apresentações,Isso sem mencionar,já mencionando,os solos magistrais que Mr.Bruce costumava fazer(e ainda faz) em seu amado instrumento. É verdade,Jeck Bruce tocando contrabaixo,pode-se dizer que é algo indecifrável,de outro planeta.

Formação:

Leslie "Mountain" West: Guitarra & Vocais
Jack "Animal" Bruce: Baixo & Vocais
Corky "Thunder" Laing: Bateria & Percussão

Set List:
Don't Look Around
Pleasure
Why Dontcha
Third Degree
Mississippi Queen
Roll Over Beethoven
Love Is Worth The Blues
Politician
Sunshine Of Your Love


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Neil Young & Crazy Horse,juntos novamente num novo e excelente disco de inéditas

Neil Young & Crazy Horse
Álbum: Psychedelic Pill
Lançamento oficial da Reprise/Warner
Previsto para 30 de Outubro de 2012
Formatos: CD duplo e vinil triplo de 180g


Realmente o cantor e guitarrista canadense Neil Young,estava com muita saudade do seu grupo Crazy Horse. Digo isso porque "Psychedelic Pill",é o segundo trabalho deles lançado este ano. O primeiro foi  "Americana"(Junho 2012),um álbum gravado na sua totalidade somente por canções folk tradiconais,mas tudo dentro do estilo da banda. Já este novo lançamento,é o primeiro de inéditas de Neil Young com o Crazy Horse desde de "Greendale"(2003). É o velho Young de volta em companhia dos seus cavalos malucos. Eles estão ótimos num disco que chega a lembrar trabalhos clássicos como:"Evebody Knows This Is Nowhere"(1969),"Zuma"(1975) e "Ragged Glory"(1990). Em "Psychedelic Pill"estão presentes como sempre as deliciosas músicas longas-"Driftin' Back" que abre o primeiro disco,tem pouco mais de 27 minutos-os backing vocais dos caras,os solos alongados cheios de feedbeck sempre em duelo entre Young e Frank "Pancho" Sampedro,tudo está de volta num disco que já nasceu significativo. Não vou referir música alguma como destaque pelo simples fato de que,todas são excelentes, carimbadas com o selo de qualidade de "Neil Young & Crazy Horse",um discaço.

CD 1:
Driftin' Back(27'36)
Psuchedelic Pill(3'26)
Ramada In(16'49)
Born In Ontario(3'49)

CD 2:
Twisted Road(3'28)
She's Always Dancing(8'33)
For The Love Of Man(4'13)
Walk Like a Giant(16'27)
Psychedelic Pill - Alt.Mix(3'10)

Neil Young e os seus perceiros do Crazy Horse

terça-feira, 23 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Wembley Arena 1986,London - AC/DC

Formato: CD Duplo
Áudio: Soundboard Recording
 Duração: 90'33

Janeiro de 1986,passados quase seis anos após a morte de Bon Scott,seu substituto Brian Johnson, já estava mais do que sacramentado como cantor do AC/DC. Depois de lançar"Fly On The Wall",o grupo retornou à Inglaterra para algumas apresentações em Londres com datas confirmadas principalmente para o Wembley Arena que esteve lotado nos dois dias em que eles se apresentaram por lá. Os shows foram realizados nos dias 16 e 17 de Janeiro de 19986,sendo que este disco,registra a apresentação da primeira dada. Contando ainda com o baterista Simon Wright,que já tomava conta das baquetas por três anos,o AC/DC,realizou uma excelente exibição,detonando músicas do disco "Fly On The Wall",elém dos memoráveis clássicos:"Jailbreak","Back In Black","The Jack","Highway To Hell", "Let There Be Rock" e "Whole Lotta Rosie". Na metade do ano,eles seguiriam rumo aos Estados Unidos para cumprir às datas americanas da turnê.


Formação na época:

Brian Johnson: Vocals
Malcolm Young: Rhythm Guitar
Angus Young: Lead Guitar
Cliff William: Bass
Simon Wright: Drums

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ROCK,A HISTÓRIA: Bob Dylan e The Beatles,o primeiro encontro regado a marijuana.

No Comecinho dos anos sessenta,equanto Bob Dylan era admirado por intelectuais e jovens silenciosos devidamente a atentos à cada palavra do músico em seus shows,os Beatlemaniácos lotavam teatros,ginásios e até estádios gritando sem parar durante toda apresentação. Em 1964,isso mudaria quando John.Paul,George e Ringo,passaram à ouvir direto os discos do cantor norte americano. "Ficamos totalmente chapados quando começamos a ouvir os discos de Bob Dylan ",diria Lennon anos depois. Dylan tinha alguns amigos que não viam com bons olhos,a música pop até então que o quarteto de Liverpool vinha praticando. No entanto o trovador sabia que algo de muito importante estava acontecendo. Dylan já profetizava que a união do folk com o rock seria inevitável quando ouviu pela primeira vêz "The House Of The Rising Sun" com os The Animals. A partir dessa surpresa,ele comprou de imediato algumas guitarras elétricas começando a pratica-las sem parar. Voltando ao ponto de partida,os Beatles voltaram para a América em pleno verão de 1964. Como tinham apresentação mercada para Nova York,acabaram se hospedando no famoso Delmonico Hotel,e por influência de um crítico musical-amigo de John Lennon-chamado All Arnowitz,os Beatles finalmente conheceram Bob Dylan no dia 28 de Agosto de 1964. Na ocasião,Dylan apresentou a maconha para o quarteto e juntos racharam a mesma marijuana por alguns minutos. A influência de Bob Dylan sobre os Beatles foi muito além disso. John Lennon afirmaria novamente: "Falei pra ele que achava às letras das músicas,um mero complemento,não me ligava muito em letras". Bob Dylan me chamou num canto da sala e me deu um puxão de orelha dizendo o seguinte: "Preste atenção nas palavras cara,escreva o que você sente!". Os Beatle retornaram novamente à Inglaterra e Lennon não tirava da cabeça a frase que Bob Dyla havia lhe dito. Durante a fase de composição para a trilha de "Help", os conselhos de Mr.Zimmerman foram levados a sério em canções como: "I'm Loser"contendo harmonias bém Dylanesca além da balada "You've Got To Hide Your Love Away". Essa transferência folk foi abreviada para o disco Ruber Soul,com bastante passagens acústicas e repleto de espírito inventivo,trazendo letras interessantes como em "Nowhere Man",e "Norwegian Wood" descrita à maneira Dylan,nessa última,não se tem certeza se Lennon relatava um caso amoroso ou se referia à maconha. John lennon,falaria à respeito novament:"Ficávamos paranoicos à cada disco novo de Bob Dylan,não estávamos certos se conseguiríamos fazer algo parecido". Depois disso,a influência mútua entres eles passou a ser  uma constante,foi por causa dos Beatles que Bob Dylan colocou as mãos na guitarra elétrica. Agora o mais importante nesse encontro,foi que o velho trovador mostrou ao fab four que eles poderiam fazer o que bém entendessem, e da maneira desejada.


Nota: Os Byrds uniram,o folk de Bob Dylan com a textura pop dos Beatles,depois que assistiram o filme "A Hard Day's Night",gravando em seguida "Mr.Tambourine Man" do padrinho Dylan.

A música "The House Of The Rising Sun"(Famosa com o grupo Inglês The Animals),é uma canção folk tradicional,gravada também por Bob Dylan em seu primeiro álbum.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

LENDAS DO ROCK: Gentle Giant,uma devoção ao rock sinfônico.

O grupo inglês Gentle Giant,até hoje é sinônimo de dedicação ao rock progressivo,pois seus integrantes são músicos enganjados numa mistura de rock,jazz,música erudita e barroca. A lenda desse gigante do rock,tem início em Portsmouth na Inglaterra,local escolhido para morar pela família Shulman, egresso de Glasgow na Escócia. O patriarca dos Shulman era um jazzista que tocava trompete durante a noite na capital escocesa e dava duro durante o dia como corretor, para  criar seus rebentos. Já devidamente residindo em Londres,papai Shulman começa a dar aulas de música,com isso,o chalé da família vivia cheio de jovens tocando algum tipo de instrumento. Os irmãos Phil e Derek Shulman,haviam nascidos na Escócia e o caçula Ray,nasceria exatamente nesse ambiente totalmente musical,a diferença de idade entre eles é pouquíssima. Com aproximadamente uns sete anos de idade,Ray Shulman começou a ter aulas de trompete e logo em seguida passaria para o violino. Enquanto Phil se dedicava aos estudos,Ray e Derek passaram a tocar em pequenos grupos até que formaram o próprio: The Howling Wolves,empresariado pelo irmão estudante Phil. Em pouquíssimo tempo,Phil Shulman foi convencido a integrar a banda tocando saxofone. No final dos anos sessenta,eles trocaram de nome passando a se chamar Simon Dupree & The Big Sound e ganham contrato com uma obscura gravadora para gravar um único LP. Com um estilo pop demais,Derek,Phil e Ray resolveram reformular tudo e seguir a tendência do emergente rock progressivo,nascia assim o Gentle Giant,contando com os brothers Shulman, além de Kerry Minear(Teclados),Gary Green(Guitarra e Flauta), e Martin Smith(Bateria). Com esse line up eles lançam em 1970 pela Vertigo,o primeiro disco que leva o mesmo nome da banda. Esse trabalho já apresentava um enorme conceito de rock progressista,o grande destaque dos arranjos ficava para Kerry Minear um dos músicos mais eruditos do rock,tendo se formado na Real Academia de Música em composição e regência. A música de abertura desse primeiro disco chama-se também gentle giant. Jazzística,essa faixa conta a narrativa de um gigante inspirada no romance Pentagruel de Rabelais,por sinal que a figura desse gigante faria parte da história do Gentle Giante,aparecendo na maioria das capas dos discos do conjunto. Com o segundo trabalho "Acquiring The Taste"(1971)eles provaram que realmente estavam no caminho certo adquirindo cada vez mais o gosto pela música bém elaborada e de alto nível. Em 1972,a primeira alteração,sai Martin Smith para e entrada do excelente baterista John Weathers. Enfrentando algumas perplexidades durante algum período,o Gentle Giant acabou se tornando um sucesso absoluto de crítica e público na Europa,nesse tempo eles lançaram:"Three Friends"e "Octopus"(1972),a obra prima "In a Glass House"(1973) e "Power In The Glory"(1974). Às crises internas não poderiam faltar,e o Gentle Giant,se viu atordoado pelas baixas vendas dos dois últimos álbuns,a falta de grana, a saída de Phil Shulman e o mercado norte americano ainda não conquistado,geraram desavenças na banda. Finalmente em 1975,as portas do mercado americano foram abertas graças ao lançamento de "Free Hand",um álbum ainda progressivo,mas apresentando nuances de hard rock. Com as excelentes vendagens deste álbum,vieram as mega turnês e muitos dólares,veio também o início da falta de criação. Depois de "Interview"(1976) e do duplo ao vivo "Playing The Fool"(1977),o Gentle Giant não conseguiu criar outro trabalho que superasse os anteriores. Nos anos oitenta eles ainda lançariam o fraquísimo"Civilian". Na década seguinte,o gigante estava literalmente adormecido.somente gravações ao vivo- incluindo várias da BBC- foram lançadas. Nos anos atuais,nada mudaria com mais lançamentos em forma de compilações e registros de shows,colocando um ponto final na carreira de uma das maiores e mais importantes bandas do ROCK PROGRESSIVO.

Para vocês possam ter uma ideia da grandeza do Gentle Giante,listei a baixo os músicos e seus respectivos instrumentos:

Derek Shulman:(Além de cantar,Derek toca:Saxofone,Recorder,Teclados,Baixo,e Shulberry)
Ray Shulman:(Baixo,Trompete,Violino,Viola,Percussão,Guitarra e Vocais)
Phil Shulman:(Saxofone,Trompete,Clarinete,Percussão e vocal.Saiu da banda em 1972)
Kerry Minnear:(Teclados,Violão Cello,Vibrafone,Xilofone,Baixo,Guitarra Elétrica,Guitarra Acústica,Arranjos e vocais)
John Weathers:(Bateria,Percussão,Xylofone,Vibrafone,Guitarra e Vocais)
Gary Green:(Guitarras Elétricas e Acústicas,Mandolin,Baixo,Flauta e Vocais)

Discografia Básica:

Gentle Giant(1970/Vertigo)
Acquiring The Taste(1971/Vertigo)
Three Friends(1972/Vertigo)
Octopus(1972/Vertigo)
In a Glass House(1973/Vertigo)
The Power In The Glory(1974/Vertigo)
Free Hand(1975/Vertigo)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CONHEÇA: MY DYNAMITE(Austrália)

Quando é pra produzir excelentes bandas de rock'n' roll,a Austrália não nega fogo. Foi assim com:AC/DC,The Poor,Airbourne e tantas outras que não me recordo no momento. Agora é a vez desse surpreendente quinteto com o sugestivo nome de My Dynamite. O grupo vem de Melbourne e foi formado em 2008. Como de costume,o início foi um tanto dificultoso até que depois de várias andanças nos pubs de Sidney(a cidade mais famosa da Austrália),os caras foram descobertos por algum inventor de talentos e fanzão do rock setentista,que acabou sequestrando(ainda bém)os garotos para assinarem com o selo Listenable,o resultado foi o lançamento em Março deste ano, do primeiro e homônimo CD repleto de hard rock,blues rock,e o legítimo rock 'n' roll. Literalmente escolados em The Black Crowes,The Rolling Stones,Led Zeppelin e Humble Pie,o My Dynamite tem tudo e mais além pra ser a maior revelação do ano. O disco traz como destaques a Zeppeliana "Take It or Leave It",às Stoneanas"Dirtry Game","Raise Your Glassses" e às influências do The Black Crowes em "Inside Out" e "If We're Livin". O timbre vocal de Patrick Carmody em vários momentos lembra bastante Chris Robinson(The Black Crowes) as guitarras de Jorge Balas e Benny "The Bloodhound" Wolf,estão bem postadas e se alternam em solos e riffs belíssimos, a cozinha comandada pelo baixista Travis Fraser e pelo baterista  Simon Aarons ensina como se conduz autênticos grooves de rock 'n' roll. Amigos leitores,esse é o disco do ano,o disco da década. Se você tem menos ou mais de cinquenta,vai adorar o My Dynamite do mesmo jeito,tanto a banda quanto o álbum. Não costumo dar notas,mas esse merece um 10.

sábado, 13 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEG: Live At Bottom Line'78 - Van Morrison

Formato: CD Simples
Áudio: FM Boradcast Recording


Com uma vóz grandiosa,George Ivan Morrison,este Irlandês de Belfast,já gravou discos de Rock,Blues,Folk Celta e Jazz,mas o grande lance de Van Morrison,é mesmo o Rhythm & Blues. "Astral Weeks","Moondance",e "Saint Dominic's Preview",são álbuns que registram seus melhores momentos no estúdio,verdadeiras obras-primas. Este BOOTLEG,traz o cantor se apresentando no "Bottom Line Theater" na cidade de Nova York em 01 de Novembro de 1978. Tudo capturado pela WNEW FM. Perfeito,genial.

SET LIST:
Moondance
Wavelength
Into The Mystic
Checkin' It Out
Hungry For Your Love
Brown Eyed Girl
Crazy Love
Kingdom Hall
Tupello Honey
Natalia
Wild Night
Caravan
Cypress Avenue

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SINGLES COLLECTORS: Sunshine Of Your Love - Cream

Título: Sunshine Of Your Love
Lado (B): SWLABR
Artista: Cream
Compositores: Jack Bruce,Pete Brown e Eric Clapton
Produtor: Felix Pappalardi
Lançamento: Dezembro de 1967
Selo: Atlantic/Usa
Consta no álbum: Disreali Gears-Polydor/1967


O baixista Jack Bruce e o seu parceiro de composições Pete Brown,concluiram "Sunshine Of Your Love",durante uma sessão de gravação do Cream que terminou com o dia amanhecendo. Jimi hendrix,foi a principal influência para os riffs em frases repetidas de contra baixo(ostinato). Eric Clapton,fez o complemento e os backing vocals e Ginger Baker criou a levada rítimica usando somente os ton-tons e o bumbo. A Atlantic Records rejeitou a canção até que Booker T. Jones(Booker T. & The Mg's) e Otis Rendding,convenceram os executivos da gravadora à lançar o single,tornando-se um dos mais vendidos do Cream.


Nota: O disco permaneceu por 15 semanas como nº 1 nas paradas Norte Americanas

PLUGADO: Jeff Beck fala dos seus equipamentos em "Who Else!" de 1999

Jeff  Beck pode ser chamado de arrogante,chato,insuportável,mas todos esses adjetivos são esquecidos quanto o cara começa a esmerilhar sua Fender Stratocaster. Depois de um hiato de sete anos sem gravar nada inédito,Beck surgiu com seu melhor trabalho nos anos 90, "Who Else!"(1999). Mr. Antipatia nos conta,detalhes dessas gravações.

Sobre às guitarras utilizadas:
O guitarrista admite que gravou "Who Else!" com somente duas delas: Uma Fender Strato modelo que leva sua assinatura e uma Fender Telecaster de 1952,reeditada. Os captadores todos, foram os Standards da própria Fender.
A Stratocaster é a maior invenção do homem desde o aparecimento da roda. É inacreditável que um instrumento com um design tão simples seja tão perfeito,comentou Beck.

Sobre os Amplificadores:
Usei um "Marshall JMC 2000" modelo DSL 50. Sou apaixonado por esses Amps. Ele foi plugado numa caixa BX,também da "Marshall",sem dúvida trata-se de outra relíquia que eu tenho.Essa caixa,tem quatro falantes "Celestion" de 25W,sua fabricação data de 1960.

Sobre os Efeitos:
Um Lexicon LXP-1 e um pré Digitech Legend,para obter os delays e reverbs.

Apesar de um fiel admirador das Stratocaster,Jeff Beck passou um bom tempo de sua carreira flertando com uma Gibson Les Paul. Sobre o modelo que ele usou nos discos "Blow By Blow"(1975) e  "Wired"(1976),o guitarrista falou o seguinte: Era uma Les Paul Standard, e passei toda a década de setenta usando-a,ela tinha um braço costumizado,um pouco mais espesso que o normal. Parei de usa-la um pouco depois da turnê com o Jan Hammer Group,concluiu o gênio Jeff Beck.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CONHEÇA: Vintage Trouble.Um quarteto que vem revigorando o Soul da lendária Stax,junto com o hard rock

Seria Al Green?não,é Ty Taylor
Um hard rock embebido de soul. São estes os ingredientes desse quarteto norte americano vindo de Los Angeles formado por:Rick Barrio Dill(Baixo e Vocais),Nalle Colt(Guitarra,Vocais),Richard Danielson(Bateria) e Ty Taylor(Vocais). Formado em 2010,o Vintage Trouble lançou seu disco de estréia(The Bomb Shelter Sessions)em Julho de 2011,com destaque para o vocalista Taylor,que tem uma garganta previlegiada misturando ao mesmo tempo Ottis Redding,Al Green,Sam Cooke e Wilson Pickett. Produzido por Roger Masson,o CD abre com a pesadíssima "Blues Hand Me Down". Chama a atenção também,as faixas "Gracefully" e "Run Outta You",baladas bém ao estilo Stax Sound(Famoso selo especializado em Soul Music e Rhythm & Blues nos anos sessenta). O Vintage Trouble esbanja:peso,swing e uma energia somente sentida nas antigas bandas da "Old Rock School". O guitarrista Nalle Colt,toca com feeling,resultando numa sonoridade refinada e irresistível. O restante do álbum,soa exatamente dessa maneira sem perder o pique,o brother dos caras Charlie Bumbly,aparece tocando harmonica em "You Better Believe It". Fazendo um trocadilho com a banda,não vejo nenhum problema vintage,em conhecer o Vintage Trouble,vale muitíssimo a pena.

Discos:

The Bomb Shelter Sessions:  2011

Selections From The Bomb Shelter Sessions(Deluxe): 2011(EP)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

TOP TEN: Dez Riffs do Rock'n'Roll que Você Consegue Reproduzir Assobiando

Os riffs de sua música preferida são tão legais,que não tem como esquece-los. Mesmo que passem anos e décadas,eles sempre vão estar presentes e em algum momento,você se surpreende assobiando qualquer um deles.


Aqualung: Jethro Tull
Não tem como não adivinhar logo nos primeiros acordes. É Jethro Tull,é "Aqualung",qualquer um mata na hora.
Álbum: Aqualung, 1971

Breaking All The Rules: Peter Frampton
Com o humble pie,Frampton era suplantado com a presença de Steve Merriott. Em carreira solo,o guitarrista compôs hits inesquecíveis. Os riffs iniciais de "Breaking All The Rules" são clássicos.
Álbum: Breaking All The Rules, 1981

Day Triper: The Beatles
"Day Triper",passou muito tempo rotulando o fab four,como a banda pop mais popular do mundo nos anos sessenta.
Single: 1966

Electric Eye: Judas Priest
Considerado por muitos,uma instituição dentro do heavy metal,o Judas Priest mereceu todo o destaque que lhe foi dedicado,graças a dupla de rifeiros "K.K. Downing e Glenn Tipton"
Álbum: Screaming for Vengeance,1982 

Jailbreak: AC/DC
Essa usina de riffs,consagrou os irmãos Malcolm e Angus Young,como verdadeiros riffmakers. "Jailbreak" te tira do sofá nos primeiros acordes.
Álbum: Jailbreak,1974

Perfect Strangers:Deep Purple
Blackmore era um craque em construir intro riffs quando atuava tanto no Deep Purple como no Rainbow. Escolhi "Perfect Strangers" por tratar-se do seu retorno ao Purple,e ele provou na época que continuava o mesmo.
Álbum: Perfect Strangers,1982

Rock Botton: UFO
O germânico Michael Schenker,era um garoto quando compôs os riffs de "Rock Botton". Já se passaram mais de trinta anos,e a música até hoje, faz parte do set list nos shows do UFO.
Álbum: Phenomenon,1974

Dancing Days: Led Zeppelin
O mago Jimmy Page,construiu um riff cheio de slide que emociona mesmo você ouvindo centenas de vezes.
Álbum: Houses of The Holy,1973

Walk This Way: Aerosmith
Pela primeira vez eu ouvi uma mistura clara de rock 'n' roll com o funk. Joe Perry faz as honras para Steve Tyler entrar arrebentando.
Álbum: Toys In The Attic,1975

Roll Over Beethoven: Chuck Berry
Este riff serve de lição para 10 entre 10 guitarrista de rock 'n' roll. só isso.
Álbum: Chuck Berry-Golden Hits,1967




 

Rock,A História: XYZ e CINEMA,dois projetos que não decolaram.


Em 1980,depois da bem sucedida turnê americana do disco "Drama",o Yes-que não contava mais com as presenças de Jon Anderson e Rick Wakeman-retornou à Inglaterra, onde os shows realizados foram um verdadeiro desastre, com os fãs Ingleses não aceitando a convocação do vocalista Travor Horn. No ano seguinte,Horn se sentindo rejeitado,decidiu abandonar o Yes. Aproveitando a deixa,Steve Howe e Geoff Downes,também partiram para fazer parte do super grupo Asia ao lado de John Wetton e Carl Palmer,sobrando Chris Squire e Alan White. Os remanescentes,uniram-se aos ex Led Zeppelin,Robert Plant e Jimmy Page,em outro super grupo chamado de "XYZ",ou seja: Ex Yes e Zeppelin. Os quatro chegaram a compor e ensaiar por algumas semanas,mas problemas empresariais e a abnegação de Plant invibializaram o prosseguimento do projeto. Robert Plant,não gostou das composições e não conseguia escrever as letras. Na realidade o vocalista estava bastante envolvido com o seu primeiro trabalho solo "Pictures At Eleven". Com a indiferença de todos,Jimmy Page se apoderou dos tapes,para aproveita-los em basicamente 90% no disco de lançamento do The Firm,grupo que ele montou posteriormente com Paul Rodgers(Ex Free/Bad Company),sendo que duas dessas canções,seriam registradas em discos ulteriores do Yes a exemplo de "Mind Drive" e "Can You Imagine". Em 1982,Squire convocou o guitarrista e cantor sul-africano Travor Rabin que tinha uma grupo chamado "Rabbit",e ao lado do baterista Allan White,passaram a idealizar o "Cinema". Para os teclados,Tony Keye,outro ex Yes foi escalado. Depois de várias semanas compondo e ensaiando,perceberam que o problema estava justamente nos vocais. Faltava alguém com uma voz cristalina envolvente(Tu juras Squire?você queria mesmo era a volta de Jon Anderson),e não pensaram duas vezes,Jon Anderson era o cara certo. Após alguns telefonemas com pedidos de desculpas,Chris Squire e Jon Anderson,marcaram um encontro na casa do lead singer. Ao chegar com as fitas,o baixista foi proibido pela esposa de Anderson de entrar na casa deles-Tudo isso,em consequência da briga que os dois tiveram,ocasionando a saída de Anderson do Yes em 1979. As demos que viria a ser o LP "90125" foram ouvidas por eles,no carro de Squire. Jon Anderson adorou o que ouviu e aceitou o convite para fazer parte da nova banda,desde que ela voltasse a se chamar novamente Yes. Com um som renovado, puxando um pouco mais para o Pop,"90125" se tornou um álbum que dividiu opiniões,mas serviu para Squire,Rabin,White e Keye esquecerem o "Cinema" de uma vez por todas. Em 1989, Jon Anderson deixou o Yes outra vez,para colaborar com os perceiros Bill Bruford,Rick Wakeman,e Steve Howe,no Anderson,Bruford,Wakeman & Howe. Squire se desespera, e começa a procurar outro cantor,tentou Fish(Ex Marillion),John Wetton(Family,Roxy Music,King Crimson,Uriah Heep,Asia),até que conseguiu convencer Roger Hodson que acabava de deixar o Supertramp. Ensaiaram por oito semanas mas nada evoluía,deixando Chris Squire frustradíssimo, e o que é pior,viciado em álcool. O Yes só retornaria em 1991 na mega turnê "Reunion",onde a maioria dos músicos que passaram pelo grupo,se apresentavam tocando no mesmo palco,mas esse assunto,fica para uma próxima oportunidade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Gainesville'93 - Tom Petty & The Heartbreakers

Formato: CD Duplo

Áudio: Excelente FM Broadcast Recording


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Thomas Earl Petty formou os Heartbreakers no ano de 1976,em plena efervescência Punk. Fã incondicional de folk rock,Tom Petty se tornaria um dos maiores representantes do mainstream norte americano ao lado dos seus Heartbreakers. Bob Dylan,e o ex lider dos Byrds Roger MaCguinn,são seus maiores ídolos. Para quém não recorda,o grupo excursionou acompanhando Dylan em 1986 durante a tour do álbum "Knocked Out Loaded". Esta apresentação de Tom Petty & The Heartbreakers,foi realizada em "Gainesville/Florida" no dia 04 de Novembro de 1993,registrada durante uma transmissão em frequência modulada. Grandes hits da banda fazem parte do set list:"Free Fallin' ","I Wan't Back Down","Something In The Air","A Face In The Crowd","American Girl","Refugee","Learning To Fly" e um cover para "Ballad Of Easy Rider"(The Byrds). O show tem mais de duas horas de duração. Um excelente BOOTLEG.

Formação:

Tom Petty: Lead Vocals,Guitar
Mike Campbell: Lead Guitar,Mandolim,Vocals
Ben Monttench: Piano,Keyboards,Vocals
Howie Epstein: Bass
Stan Lynch: Drums,Vocals

Nota: Tom Petty ainda participou dos Traveling Wilburys,ao lado de George Harrison,Jeff Lynne,Bob Dylan,e Roy Orbison.

domingo, 7 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live At Reading Festival'79 - Mollyhatchet

Formato: CD Simples(EP com seis músicas)
Áudio: Soundboard Stereo Recording

O Mollyhatchet pega pesado no seu Southern Rock. Os caras são foda quando estão com seus instrumentos. Esta apresentação no festival de Reading na Inglaterra,comprova minha afirmação. Imaginem três guitarras,duas com riffs incendiários,e outra solando freneticamente. A versão que eles fizeram para "Dreams" do The Allman Brothers Band,é simplesmente ginial. Hard Rock,Boogie e Heavy Rock,são os ingredientes principais no som desses bagaceiros,consumidores de Jack Daniels. O show como já dissemos,foi realizado em Reading,no dia 26 de Junho de 1979.

Formação:

Danny Joe Brown: Vocals
Dave Hubek: Lead Guitar
Steve Holland: Rhythm Guitar
Duane Holland: Rhythm Guitar
Banner Thomas: Bass
Bruce Crump: Drums


sábado, 6 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Free At Last Stage - Free

Formato: CD Simples

Áudio: Soundboard Mono(K7 Tape)






Em 1972,o Free estava reunido pela segunda vez e excursionava pelos estados unidos divulgando o ótimo álbum "Free At Last". Foi a penúltima tentativa do vocalista Paul Rodgers em ajudar o amigo guitarrista e xará Paul Kossoff,sem nenhum resultado satisfatório. Kossoff continuava mais e mais afundado em drogas pesadíssimas,deixando de lado o profissionalísmo. Logo depois de cumprida às datas dessa turnê,o baixista Andy Fraser pulou fora novamente,ao perceber que todo o esforço para manter a banda em evidência,era em vão. O nipônico Tetsu Yamauchi e o tecladista John Rabbit,entraram na tentativa de salvar a lavoura. Apesar de um grande disco de despedida(Heartbreaker/73),a colheita já estava perdida. A apresentação aqui registrada,aconteceu em Tampa na Florida,no dia 30 de Abril de 1972,quando centenas de fãs,presenciaram no Tampa Stadium,um Free causticante,mas ainda brilhante.

Formação:

Paul Rodgers: Vocals,Piano
Andy Fraser: Bass
Simon Kirke: Drums
Paul Kossoff: Guitar

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TESOURO ENCONTRADO: Os Tesouros do Led Zeppelin

Esta semana em "Tesouro Encontrado", não vamos falar de discos raros,mas sim de outro tesouro. Acaba de chegar entre nós,um Box Set do Led Zeppelin contendo um livro ilustrado,escrito por Chris Welch,ex crítico do jornal "Melody Maker". O livro em questão,está repleto de fotos inéditas do grupo,além de fac símiles de impressos raros como: cartazes originais das turnês,tickets,backstage pass,convite para a premier do filme "The Songs Remains The Same",e até uma réplica no tamanho original,da figura até hoje indefinida que aparece nas fotos da capa do álbum "Presence". Imperdível!
para verdadeiros fãs. Eu já tenho a minha.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

CLASSIC BOOTLEG: Live At Notingham Rock City - Slade

Formato: CD Simples

Áudio: Soundboard Stereo Recording

Em 1981,o grupo Inglês Slade se recuperava de uma fase crítica lançando o excelente álbum "Till Deaf Do Us Part". Essa superação aconteceu em 1980 no Reading Festival,quando eles simplesmente arrasaram como head line. Nessa época,a banda andava em total desavença,e foi graças ao produtor e descobridor dos caras,o ex baixista do The Animals Chas Chandler(1938-1996)que eles resolveram de última hora,encarar novamente um palco. A apresentação desse excelente BOOTLEG,foi realizada em Notingham-A lendária cidade de Robin Rood-no Notingham Rock City Festival,em 16 de Dezembro de 1981. Entre um e outro hit antigo,eles tocaram também músicas do disco divulgado como: "Rock And Roll Preacher(Allelujah I'm On Fire)","Till Deaf Do Us Party","M' Hat,M'Coat",e "Lock UpYour Daughters". A audiência foi ao delírio. Keep On Rocking !!

Formação:

Noddy Holder: Lead Vocals & Guitar
Dave Hill: Lead Guitar & Vocals
Jimmy Lea: Bass & Vocals
Don Powell: Drums