sexta-feira, 30 de novembro de 2012

LENDAS DO ROCK: RORY GALLAGHER

Para que vocês possam ter uma idéia,muito antes de Gary Morre The Edge e do U2,Rory Gallagher era o grande nome da guitarra na Irlanda. O músico foi um virtuoso,indo com habilidade do Blues ao Rock,passando pelo folk celta, em álbuns com vendagens que superavam os 14 milhões de cópias. Liam Rory Gallagher é de Ballyshannon/Irlanda,nascido em 02 de Março de 1948. O garoto Rory,passou toda sua infância num lugarejo chamado Cork ao leste da Irlanda,onde ganhou dos pais,uma guitarra de brinquedo passando horas fazendo imitação do cantor/ator Gene Austry. Ao entrar na adolescência,o músico já demonstrava desenvoltura com uma guitarra, participando de um grupo chamada Fontana Slow Band(uma espécie de Big Band),acostumada à abrilhantar bailes de formaturas,casamentos,e festividades populares,nos arredores da Irlanda. Na sua casa,o jovem guitarrista começava a colecionar e ouvir direto os LP's de Big Bill Broonzy,John Hammond e Leadbelly e aproveitava para aprender com essas feras do Blues. Em 1966,Gallagher e os amigos Eric Kittringham(baixo) e Norman Damery(bateria),formam o Taste,um power trio nos moldes do Jimi Hendrix Experience e do Cream. No ano seguinte Eric e Norman são substituidos por Charlie McCracken e John Wilson. Durante as apresentações do Taste,Rory Gallagher era sempre o dono absoluto das atenções pela sua capacidade empunhando uma fender stratocaster,executando um blues rock super amplificado com grooves pesadíssimosEm 1970,já vivendo em Londres,o Irlandês resolveu encerrar a carreira do Taste, logo após o lançamento do segundo e último disco:"On The Boards",iniciando de imediato uma carreira solo,lançando no ano seguinte seu primeiro álbum autointitulado. A nova banda de Rory Gallagher,contava agora com:Wilgar Campbel(bateria),Gery Mcavoy(baixo) e Vincent Grane,tecladista cedido pelo grupo Inglès Atomic Rooster. Com este line up se inicia uma uma grande excursão Americana,encontrando uma ótima receptividade com audiências entusiasmadas,lotando todos os shows. Ainda em 1971,ele aproveita e coloca "Deuce" no mercado. Em 1972 sua gravadora(Polydor),solta seu primeiro LP ao vivo:"Live In Europe" com registros feitos na Europa,inclusive com uma apresentação no Teatro Monumental de Madrid. O disco estourou nos charts Europeus e Americanos,retratando em pouco mais de 40 minutos,a garra de Rory Gallagher num palco.Já é um fenômeno mundialmente reconhecido,revistas e jornais especializados,o elege o melhor guitarrista do ano,e "Live In Europe" é platinado pelas altas vendagens. Com tudo isso acontecendo,a banda sofre o primeiro racha:saem Gary Mcavoy e Vincent Grane-que retorna ao Atomic Rosster-para a entrada de Rod Dea'th e Lou Martin respectivamente. Em 1973 novamente de uma só tacada mais dois novos lançamentos:o álbum blueseiro"Blues Print" e o genial "Tattoo"(meu preferido),trazendo o hit "Tattooed Lady". Em 1974 surgem"Take It Easy Baby" e mais um ao vivo:"Irish Tour"(o último pela Polydor),um duplo registrando momentos da turnê na terra natal. Essas apresentações também foram filmadas e transformaram-se num documentário disponível ha muito tempo em DVD. Em 1975,Rory Gallagher grava "Agains The Grain"(lançado pela Chrysalis),é nessa época que ele recebe o convite de Keith Richards para fazer parte dos Rolling Stones em substituição à Mick Taylor-lugar ocupado até hoje por Ronnie Wood-mas não aceitou é óbvio. Em 1976,Gallagher convida o baixista do Deep Purple Roger Glover,para produzir seu próximo trabalho. Os dois alugaram um estúdio em Munich na Alemanha e de lá só saíram quando acabaram "Calling Card",uma pauleira trazendo como destaque o rockão "Cradle Rock". No ano de 1977,Rory gallagher se dedica exclusivamente aos palcos, lugar que ele tanto adorava,chagava à dormir no backstage para não perder tempo entre às passagens de som e os concertos. Em 1978,ele retoma os estúdios e grava "Photo Finish"(meu segundo preferido),mais um com base sólida no rock and roll. O Irlandês fecha a década com "Top Priority"(1979). Nos oitenta somente três lançamentos:"Stage Truck"(1980),"Jinx"(1982) e "Defender"(1987). É nesse período de sua carreira que ele se torna um alcoólatra,virando goela abaixo goladas e mais goladas de conhaque e whisky. Em 1990,surge mais um trabalho:"Fresh Evidence",a partir de então a Castle Records compra os direitos da obra de Rory Gallagher,e relança em formato digital-inclusive entre nós-praticamente todos os seus discos.Mais uma vêz a formação da banda foi alterada,Brendon O' Neil e o baterista,e Bob Andrews o keyboardista,entrando também Ray Beavis e Dick Perry nos saxofones. Essa turma encara uma nova excursão incluindo como sempre Estados Unidos e Europa com apresentações em Dublin,Londres e Alemanha. Em Abril de 1995,Rory Gallagher se submete à um transplante de fígado em decorrência do alcoolismo, e infelizmente por problemas de rejeição,veio à falecer em 14 de Junho desse mesmo ano em Londres. Seu corpo foi enterrado em Cork em um funeral que contou com às presenças de familiares,amigos e alguns grandes nomes do rock como: Garry Moore(que morreria em 2011),The Edge,e Van Morrison.  John Mayall,Eric Clapton e Bob Dylan,enviaram mensagens de condolências. Rory Gallagher se foi,mas sua obra continua viva e atuante em novas promessas vindas da Irlanda,como é o caso de Barry McCabe.

Discos Selecionados:

Rory Gallagher com o Taste:
Taste(1968/Polydor)
On The Board(1970/Polydor)
Taste Live(1972/Polydor)

Rory Gallagher:
Deuce(1971/Polydor)
Live In Europe(1972/Polydor)-Ao Vivo
Tattoo(1973/Polydor)
Calling Card(1976/Chrysalis)
Photo Finish(1978/Chrysalis)

TOP TEN: 10 Discos de blues que você tem que ter

* Play The Blues: Buddy Guy & Junior Wells
"Men Of Manys" é o grande destaque desse álbum que traz a união perfeita da guitarra de Guy com a harmônica de Wells.

*Live In Winterland 1968: Janis Joplin & Big Brother & The Holding Company
A maior cantora branca de blues,botando fogo no pequeno Winterland em Frisco."Ball And Chain","Summertime" e "Down On Me",são os destaques do álbum.

*Hooker & Heat: John Lee Hooker e Canned Heat
Tudo que o velho hooker fêz questão nesse encontro,foi somente de algumas garrafas de chivas. Ao lado do rei do boogie,os caras do Canned Heat foram somente acompanhantes.

*Howlin'Wolf:The London Sessions
Nos anos sessenta,era comum feras do blues americano cruzarem o atlântico e participarem de verdadeiras jams com jovens músicos Ingleses.Com o velho lobo não foi diferente. Eric Clapton,Steve Winwood,Charlie Watts,e Billy Wyman,tocam nesse álbum acompanhando Howlin'Wolf.

*B.B.King:Live In Cook Country Jail
Existe lugar melhor para tocar blues do que uma penitenciária?
B.B. King fêz isso e mexeu com  o sentimento dos detentos e de suas mulheres tocando releituras de "How Can You Get","30'Clock Blues" e "Sweet Sixteen".

*Blues Brakers: John Mayall With Eric Clapton
Eric Clapton largou os Yardbirds com o propósito de se juntar à John Mayall nos Blues Breakers,resultado:
um álbum histórico,o inicio daquilo que o guitarrista faria posteriormente no Cream.

*Johnny Winter And: Live
O albino mais negro que conheço,em grande fase e ao vivo detonando pérolas do blues:"Meantown Blues" e
"It's My Own Fault" emocionam.Com ele, um jovem e promissor guitarrista chamado Rick Derringer.

*Muddy Waters: Hard Again
Johnny Winter e uma turma da pesada, levaram Waters para o estúdio da Columbia e numa tacada só gravaram esse clássico que abre com uma releitura porrada de "Manish Boy".

*Freddie King: Getting Ready
Este é o blueseiro mais rockeiro que eu conheço. Sua banda era composta de guitarra,baixo,bateria e orgão hammond,no melhor estilo Grand Funk Railroad. Esse disco de 1971,contém o hard rock "Going Down",regrevado por algumas bandas famosas.

*Roy Buchanan: Live Stock
Roy e sua Telecaster num show sem igual no Town Hall em New York no ano de 1974."Reelin' And Rockin'","Roy's Bluz","Can I Change My Mind","Further On Up The Road" e as versões para "Down By The River(Neil Young),"Hey Joe" e "Fox Lady"(Jimi Hendrix),fazem deste,um dos melhores discos ao vivo do rock and roll e do blues.

*Steve Ray Vaughan: Texas Flood
Steve Ray Vaughan foi o legítimo representante do blues nos anos oitenta.Em "Texas Flood" que tem produção do lendário John Hammond,o guitarrista mostrou como imortalizar o gênero.


Nota:Acabei selecionando 11 discos,poderia selecionar muitos outros,mas a seção pede somente 10,excedi em um à mais.Mas valeu a pena.

ÁLBUM CLÁSSICO: The Slider - T. Rex

O T.Rex com o produtor Tony Visconti(de barba)
Álbum: The Slider
Artista: T. Rex
Lançamento: 23 de Julho de 1972
Produtor:Tony Visconti
Selo: EMI/Reprise

Em Julho de 1972,eu era apenas um adolescente.The Beatles e The Rolling Stones,eu já havia descoberto,andava atrás de algo novo.Um ano antes eu ouvia na programação diária da extinta rádio guajará AM,uma canção chamada "Jeepster". Aquilo era o máximo,um boogie contagiante,inelutável,fiquei prestando atenção no nome da banda e descobri que se chamava T. Rex(abreviatura de Tiranossauro Rex),formada pelo guitarrista e cantor Marc Bolan. Já viciado em literatura rockeira,encontrei na revista Geração Pop,a resenha do disco The Slider e acabei colocando as mãos nele. Grandioso,fabuloso,esse foi o disco que solidificou em definitivo o Glam Rock-o glam vém de glamour,movimento surgido na Inglaterra liderado por Marc Bolan e David Bowie. O produtor Tony Visconti que ministrou um trabalho magnífico com arranjos de cordas e backing vocais femeninos,espremeu Bolan ao máximo,tirando do guitarrista memoráveis hinos como:"Metal Guru","Telegram Sam",e ainda as belas baladas cheias de violões:"Ballrooms Of  Mars","Spaceball Ricochet" e "Mystic Lady". Com uma vóz delicada e anasalada,Marc Bolan que morreria cinco anos depois,tinha sensibilidade de sobra para criar belas canções. Sua guitarra booguiada,era o complemento perfeito numa união de harmonias e arranjos. A capa - com fotografia do baterista Ringo Starr-é outro item de completa admiração. Bolan aparece de cartola,figura visivelmente pálida com os cabelos em desalinhos,encarnava uma aparência que influenciaria anos depois,uma legião de góticos. The Slider é uma grande obra,atualíssima.

Nota: Disponível no formato digital desde 1985,nos EUA,Canadá,Europa e Japão,em várias edições especiais. No Brasil,somente o vinil da época,estando ainda fora de catálago.

ROCK,A HISTÓRIA: Pet Sounds X Sgt.Pepper's

Posso até estar sendo repetitivo,mas essa é uma história que ainda guarda algum mistério.Teria os Beatles realmente invejado o trabalho mais famoso dos Beach Boys?

Acredito que não tratou-se de inveja,mas sim uma sensação de ter sido superado pelos irmãos Wilson.Nos idos de 1965,o quarteto de Liverpool,havia lançado um pequeno fragmento do experimentalismo,o disco "Rubber Soul". Quando o gênio e lider do grupo Norte  Americano The Beach Boys,Brian Wilson ouviu o LP,percebeu que estava diante de um grande desafio. Cada faixa do álbum dos Beatles era artisticamente perfeita e incitante.Após o impácto sofrido,Brian começou a criar uma obra que superasse tudo aquilo que tinha ouvido. Foram horas e mais horas,isolado dentro de seu estúdio particular,concebendo novas ideias.rabiscando e registrando tudo. Harmonias vocais gravadas dezenas de vezes,arranjos orquestrais fabulosos com várias seções de cordas,sopros,instrumentos atípicos para uma banda de rock na época,canções emendadas uma na outra,enfim,nesse requinte todo foi concebido "Pet Sounds" que chegou às lojas no dia 16 de Maio de 1966. Ao adquirir uma cópia,foi a vêz de Paul McCartney se impressionar com as loucuras sonoras do maluco Brian. McCartney simplesmente ouvia o disco dos Beach Boys sem parar,ele vivia tocando o vinil tanto para John Lennon quanto para o maestro e produtor George Martin,e foi justamente num desses momentos que Paul fêz a famosa pergunta à Martin:"Conseguiríamos fazer um trabalho tão bom assim?"No que o sábio produtor respondeu: Podemos fazer melhor que isso,e faremos. Quando "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" foi lançado em 01 de Julho de 1967,Brian Wilson pirou novamente,só que naquele momento,Brian percebeu que o fab four,havia conseguido superar em tudo a genialidade dos Beach Boys e isso o deixou irritado,espavorido,deprimido e se sentindo derrotado. Essa maluquice toda,fêz com que o músico abandonasse de imediato às sessões de gravação do álbum "Smile",o sucessor de "Pet Sounds". O aborto repentino transformou tal projeto num dos mais famosos discos de rock inacabados ao lado de "lifehouse" do The who. As edições piratas e especiais lançadas no decorrer dos anos,apontam que "Smile" seria realmente uma grande obra,uma das músicas mais conhecidas desse período é "Good Vibration". A grande conclusão que se tira dessa história toda é que Brian Wilson na ocasião,se sentia onipotente e acabou ignorando que entre os álbuns dos Beatles "Rubber Soul" e "Sgt Pepper's",Paul,John,George e Ringo,haviam produzido o fenomenal "Revolver",a pedra fundamental para a revolução de tudo aquilo que vinha sendo realizado. Sem dúvida,essa é uma narrativa já tantas vezes contada,mas que ainda omite fatos que explique com clareza,porque o cabeça pensante dos Beach Boys que saiu na frente de Lennon e McCartney com "Pet Sounds",acabou perdendo a competição para o trabalho mais bem acabado da discografia pop mundial.

Paul McCartney e Brian Wilson

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: From London To Jamaica - The Clash

FORMATO: CD simples
ÁUDIO: Excelente "Soundboard Stereo Recording"

Nos dias 25,26 e 27 de Novembro de 1982,foi realizado em Montego Bay na Jamaica,o festival "Jamaica World Music" que contou com vários nomes de peso tanto do Rock and Roll como do Rhythm & Blues e do Reggae. As principais atrações presentes, e dividindo nesses tres dias o mesmo palco com outras menos famosas foram:Grateful Dead,Joe Jackson,B-52's,The Beach Boys,Squeeze,Tha Clash,Aretha Franklin,Gladys Night & The Pips,Peter Tosh,Jimmy Cliff,Black Uhuru,Yelloman,Toots & The Maytals e a viuva Rita Marley com seus rebentos do Melody Makers,fechando o festival. Os Jamaicanos sempre se apresentavam encerrando os shows. Este sem dúvida, é o melhor Bootleg do The Clash,até que me provem ao contrário. Os caras tinham acabado de lançar "Combat Rock" e estavam à vontade ao lado de alguns de seus ídolos como:Peter Tosh e Frederick "Toots" Hibbert(Toots & The Maytals). Joe Strummer(Guitarra,Vocais),Mick Jones(Guitarra,Vocais),Paul Simonon(Baixo,Vocais) e Topper Headon(Bateria),fizeram uma apresentação fantástica no palco do "Bob Marley Performing Arts Center", apontando a artilharia e descarregando uma saraivada de clássicos:"London Calling","Guns Of Brixton","Spanish Bomb","Train Vain","Claptown","Should I Stay Or Should I Go" e "Rock The Cashbah". O The Clash era fabuloso,era Punk,Rockabilly,Reggae,Jazz,era Rock And Roll!!

domingo, 25 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Made In Japan - Rainbow

FORMATO: CD Duplo
ÁUDIO: Soundboard Remastering
DURAÇÃO: 105.78

Após a não tão boa aceitação do seu primeiro disco solo "Ritchie Blackmore's Rainbow",o Guitarrista Ritchie Blackmore resolveu dispensar com exceção do vocalista(James Dio),toda a turma que vinha lhe acompanhando,o que na realidade tratava-se do grupo "Elf" sem o leadguitar David Fainstein primo de Ronnie James Dio. Com novos músicos recrutados,Blackmore batiza sua banda apenas de "Rainbow",grava o excelente álbum "Rising",e vai com eles pela primeira vêz ao Japão. Aclamação total por vários motivos:Ritchie Blackmore desde às primeiras excursões com o Deep Purple por lá,acabou conseguindo um enorme prestígio junto aos Japoneses,o disco "Rising",vinha faturando alto em termos de vendagens,e era a primeira vêz que os japas,estavam assistindo o Rainbow nos palcos. Os músicos foram recebidos com festa,muita tietagem em porta de hotel,faixas de boas vindas,enfim,Blackmore e seus novos comandados,debutavam do outro lado do mundo. A apresentação registrada nesse Bootleg,foi realizada na cidade de Fukuoka no Kyudenkinen Gymnasium,em 13 de Dezembro de 1976. Com formações diferentes,o Rainbow ainda retornaria várias vezes ao Japão nos anos oitenta e noventa.

Formação:

Ronnie James Dio:Vocals
Ritchie Blackmore:Guitar
Jimmy Bain:Bass
Tony Carey:Keyboards
Cozy Powell:Drums

sábado, 24 de novembro de 2012

CONHEÇA: Spectrum Road

Spectrum Road
Tony Williams Life Time
O Spectrum Road não é tão novo assim. O grupo foi formado em 2003 pelos Ingleses Jack Bruce(Baixo),Vernon Reid(Living Collor,Guitarra) e pelos Norte Americanos John Madeski(Teclados) e Cindy Blackman Santana(Esposa do guitarrista Carlos Santana e baterista de Jazz),com o intuíto único de prestar um tributo à Tony Wiliams e sua fenomenal banda de Jazz Fusion:The Tony Williams Lifetime,originalmente formada por feras como o próprio Tony(Bateria),Jack Bruce(recém saído do Cream,Baixo),Larry Young(Teclados),e o genial John Mclauhglin(Guitarra). Bruce acertou em cheio na escolha desses novos músicos para este ousado projeto. Vernon Reid é demais,é empolgante o que esse rapaz  faz  com sua guitarra nesse disco. Quém está acostumado com o Hard Rock Funkeado do Living Collor,vai se surpreender. Madeski improvisa usando bastante o Hammond,e Cindy demonstra tudo o que aprendeu com o mestre Tony Willimas(ela foi sua aluna com apenas 16 anos de idade). Um valioso e merecido tributo! Enquanto existiu,o grupo serviu de inspiração para John Mclaughlin formar a "Mahavishnu Orchestra" e Carlos Santana mergulhar de cabeça no Jazz Fusion,a partir dos álbuns "Caravanserai" e "Welcome".

Nota: Spectrum Road,disco homônimo lançado em Junho desse ano pela "Palmetto". Disponível somente no mercado Norte Americano.

TESOURO ENCONTRADO: "Live And Cookin' At Alice's Revisited" - Howlin' Wolf

Exatamente em 10 de Janeiro de 1976,o Blues de Chicago perdia um dos seus maiores expoentes. Morria Howlin' Wolf(Chester Arthur Burnett,era seu nome de batismo).O blueseiro costumava se apresentar sempre acompanhado de uma grande banda, com músicos comprometidos em dar a última gota de suor para que tudo saísse perfeito durante às apresentações. Wolf era um verdadeiro maestro,mantendo com eficiência o comando de  seu combo,mesmo nos momentos em que solava sua harmônica. Este disco originalmente lançado em Julho de 1972 pela Chess Records,é o de número cinco em sua discografia oficial,e captura o bluesman tocando num restaurante chamado Alice's Revisited-Não confundir com o filme Alice's Restaurant que tinha participação e trilha de Arlo Ghutrie-localizado em Chicago. Algumas de suas pérolas registrada nesse álbum:"Call Me The Wolf","The Big House","Just Passing By","I Didn't Know" e "Mean Mistreater".

Músicos:

Howlin' Wolf: Vocais e Harmônica
Hubert Sumlin: Guitarra
L.V. Williams: Guitarra
Eddie Shaw: Saxofone Tenor
Sunnyland Slim: Piano
David Myers: Contrabaixo elétrico
Fred Below: Bateria

Nota: Lançado em CD a partir de 1991 com bonus tracks.Disponível nos EUA(MCA/Chess) e na Austrália(Raven).

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

TESOURO ENCONTRADO: Mass-Media Stars > Acqua Fragile

Quando o assunto entre reais conhecedores do rock progressivo se refere ao gênero praticado na Itália,o primeiro nome a vir à tona é do Premiata Forneria Marconi,por ser este grupo ao lado do Le Orme,os mais populares no Brasil(com discos originalmente lançados entre nós). Só que o buraco é bém mais embaixo. Existem dezenas de excelentes bandas progressistas Italianas e entre elas estava o Acqua Fragile. Formado em Parma no fértil-musicalmente falando-ano de 1971,esse quinteto tinha uma particularidade.O vocalista Bernardo Lanzetti( Autor de todas as músicas do álbum ao lado de Emílio Canavera e futuro Premiata Forneria Marconi),se apresentava cantando com um timbre de vóz que se aproximava bastante ao de Peter Gabriel(Genesis). Sem chegar numa imitação,Lanzetti sabia como dosar sua performance ao ponto de jamais querer tornar-se um cover de Gabriel. "Mass-Media Stars"(1974),foi o segundo e derradeiro álbum de estúdio do Acqua Fragile. Comportando meia dúzia de belas canções,o LP se apresentava repleto de arranjos com orgão Hammond,Syntetizadores,Mellotrons,violões e guitarras econômicas. "Cosmic Mind Affair" que abre o disco com seus mais de oito minutos,contém variações rítimicas peculiares dentro do art rock-gentileza do baterista Piero Canavera."Bar Gazing" é quase uma balada que inicia com dedilhados de violões,é onde se tem a real sensação de está ouvindo o Genesis fase Gabriel. A música título do trabalho"Mass-Media Stars" é bem construida com passagens de piano,uma frenética guitarra e um baixo que pulsa sem parar. "Opening Act" é conduzida com destaque para o contrabaixo,com o piano um pouco tímido,porém eficaz. O grande hit do disco foi "Professor"-contando a história de um mestre autoritário que se prevalece da caneta para julgar seus alunos(caro professor,se o que fazemos de errado não é importante? Amarração azul e vermelha,não podem ferir nossos corpos). O álbum encerra com "Fragile-Coffee Song" outra balada com os violões e os teclados dominando. O Acqua Fragile permaneceria na ativa até 1975,quando a banda encerrou suas atividades após a transferência de Bernardo Lanzetti para o Premiata Forneria Marconi.

Notas: Mass-Media Stars foi lançado originalmente em 1974 pela "Import Records"(USA),"King"(Japão) e "Ricordi"(Itália).

Em CD,foi disponibilizado a partir de  1991 na Itália,Japão e Reino Unido.No Brasil,continua inédito em ambos os formatos.

FORMAÇÃO:

Bernardo Lanzetti:Vocais solo
Gino Campanini: Guitarras,Violões,Vocais
Mauricio Mori: Teclados,Vocais
Franz Dondi: Baixo
Piero Canavera: Bateria,Guitarras e Vocais

A produção foi de Cláudio Fabi em conjunto com a turma do Premiata Forneria Marconi(PFM).


domingo, 18 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Old Town Bar & Grill - J.J. Cale

Esse grande gênio do blues é avesso a qualquer tipo de badalação. John W. Cale(seu nome de batismo),não se prende às gravadoras,passa meses isolado na sua fazenda em Oklahoma compondo sem parar,e a cada desejo de gravar algo novo,vai para o estúdio registra tudo e volta pro mato novamente até que receba algum convite para apresentações sempre em lugares pequenos com pouquíssima audiência. J. J. Cale como ficou conhecido,serviu de influência para vários guitarristas,Eric Clapton-que regravou dele os hits "After Midnight" e "Cocaine"-é um deles. Mas o cara que mais lhe afanou inspiração foi Mark Knopfler. O primeiro disco do Dire Straits,mostra claramente tal afano. Esse Bootleg muito bom por sinal,registra o blueseiro em Eureka na California numa espécie de churrascaria(não falei)chamada"Old Town Bar & Grill",acompanhado apenas da guitarrista e cantora Christine Lakeland. No repertório escolhido por Cale,estão presentes músicas do disco "# 8",que o guitarrista acabava de lançar,além das memoráveis:"Crazy Mama"(com quase dez minutos,maior barato),"Artificial Paradise","Don't Wait","Call Me The Breeze"(gravada pelo Lynyrd Skynyrd,consta no álbum Second Helping de 1974),"People Lie",e claro às clássicas "After Midnight" e "Cocaine". Somente para vocês terem uma ideia,o último trabalho de J.J.Cale foi "Roll On" de 2009. Um grande músico,um artista excepcional,um gênio.

Detalhe:

J.J. Cale:Vocais,Guitarra,Dobro,Bass Pedals e Drum Machine

Christine Lakeland: Guitarra Rítimo,Teclados,Harmonica e vocais

Como diria um apresentador de TV chatérrimo:Quém é bom faz ao vivo!

sábado, 17 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live Puebla,Mexico 2009 - YOSO

Formato: CD simples
Áudio: DVD Soundboard
Duração: 1:018'26

Depois de terminar o Circa:,Billy Sherwood(baixo) e Tony Keye(Teclados,ambos ex Yes) formaram parceria com o cantor Bobby Kimball(ToTo) no projeto que eles chamaram de YOSO,uma clara referência aos nomes Yes e ToTo. Além dos três,a banda contava também com o excelente guitarrista Johnny Bruhns(ex Roundabout,banda cover do Yes),e o baterista Scott Connor(ex Gabble Ratchey,e Genesis Tribute). Lançaram um único álbum "Elements"(2010),mas antes testaram a banda numa excursão em 2009 que passou pelo México com um show surpreendente em Puebla no dia 19 de Outubro. No set list,músicas autorais da banda e como não poderia deixar de ser,clássicos do Yes e do ToTo:"Cinema","Hold On","Owner Of A Lonely Heart","Roundabout","Yes Medley","Africa","Rosana" e "Hold The Line". Circa: e Yoso,deram certo?Muito,ambos mantiveram a proposta musical do Yes a partir dos anos oitenta que iniciou com o disco "90125",trazendo um rock progressivo(nunca pop) mais acessível com direito a canções de curta duração propositalmente para tocar nas rádios. Bobbie Kimball por ser um grande vocalista,tira de letra os hits do Yes,Keye e Sherwood nem se fala. Quanto aos novatos Johnny Bruhns e Scott Connor,encaixaram perfeitamente por serem músicos competentíssimos.
Que venham mais filhotes do Yes,do Genesis,do Gentle Giant,Etc. Nós agradecemos,e muiiito.

DISCOS RENEGADOS: Under Wraps - Jethro Tull

Em 1983,Ian Anderson havia gravado praticamente sozinho o seu primeiro disco solo chamado "Walk Into Light",ele contou apenas com a colaboração do tecladista Peter-John Vittase. Abusando dos syntetizadores e baterias programadas(Drum Machine),o músico resolveu inovar sua maneira peculiar de compor. Os fãs radicais do Tull,é óbvio que não gostaram,a crítica achou muito new wave mas o malucão do Ian Anderson nem deu bola. No ano seguinte,o Jethro Tull se reunia novamente efetivando Peter Vittase,convocando o baixista Dave Pegg(ex Fairport Convention),além do fiel escudeiro Martin Barre(Guitarras) e é claro do próprio Anderson-reparem que nesse line up não consta nenhum baterista-resultado: O parimento de "Under Wraps"dando sequência ao trabalho individual do flautista e mais uma vez torceram o nariz e chamaram a banda de "SynthPop". Que pop nada,"Under Wraps" é tão bom quanto os outros álbuns do Jethro Tull lançados nos anos oitenta! Ponto para Ian Scott Anderson que teve a ousadia de fazer o grupo soar um tanto quanto diferente exatamente quanto precisou fazer isso. Muitos chegaram a fazer o mesmo, uns com competência e outros nem tanto,mas "Under Wraps"é único, simplesmente ge-ni-al. Se vocês tiverem esse disco em casa-caso contrário procurem obter-ouçam "Lap Of Luxury","European Legacy",e "Under Wraps 2". A autenticidade do velho Jethro Tull não chega a desaparecer por completo.

Notas: O LP original foi lançado no dia 07 de Setembro de 1984,pela Chrysalis Records. A produção foi do próprio Ian Anderson.

No formato digital,está disponivel apenas no Reino Unido,na França,no Japão e na Argentina.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

TESOURO ENCONTRATO: Rock 'n' Roll - The Nighthawks

Os Nighthawks são veteranos representantes do gênero Pub Rock. A banda foi formada no ano de 1972 em Washington,e de lá até Maio desse ano quando lançaram seu último trabalho "Damn Good Time!", já somam ao todo 24 álbuns oficialmente gravados. Rock 'n' Roll é de 1983,lançado originalmente pela Varrick Records. O título do disco é oportuno,pois recheio equivalente é o que não falta em versões blueseiras e rockeadas para: "Red Hot Mama"(Elmore James),"Bring It On Home"(Willie Dixon),"Stop Breakin' Down"(Robert Johnson),"Heat Wave"(clássico do R&B de Holland & Dozier),e "Memo From Turner"(Jagger & Richards).Um verdadeiro tesouro encontrado. Para afastar o sofá da sala,colocar o Cd pra rodar e rockar e rollar.

Nota: Lançado nos anos noventa em formato digital pela New Rounder

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live 2008 - Circa:

Formato: CD Duplo
Áudio:Soundboard DVD 
Duração: 2:014'18

O Circa: é mais um filhote do Yes assim como o Yoso e o Conspirace. O grupo foi formado em 2007 por Billy Sherwood(vocais e baixo),Tony Keye(teclados),Alan White(bateria) e Jimmy Haunt(guitarra). Depois do lançamento do primeiro disco,Alan White cede seu posto para Jay Schellen,que encara a primeira turnê da banda. A grande surpresa do Circa: é o guitarrista Billy Sherwood que passa das seis para às quatro cordas,assumindo também o vocal solo,cumprindo com muita eficácia o seu novo papel. Lógico que Billy tocando contrabaixo não tem como deixar de compara-lo à Chris Squire. Outro grande detalhe das apresentações da banda,é o medley com mais de 40 minutos somente com clássicos do Yes.  Ai vem o questionamento. E o som dos caras? Se aproxima bastante do que o Yes produziu a partir do disco 90125(83),entretanto podemos dizer também que o Circa: se assemelha ao GTR(projeto de Steve Howe e Steve Hackett),todavia é uma senhora banda. O registro desse Bootleg,foi realizado no Coach House Theatre em San Juan Capistrano na California em 14 de Outubro de 2008.

Formação na época:

Billy Sherwood: Vocal e Contrabaixo
Tony Keye: Teclados,Orgão Hammond
Jimmy Haunt: Guitarras Elétricas e Acústicas
Jay Schellen: Bateria e Percussão

Músico Adicional:
Scott Walton: Vocoder e Moog Syntetizador

BOCA MALDITA:Cinco perguntas respondidas por Ian Gillan(Deep Purple)

Em 1999.o Deep purple esteve pela segunda vez no Brasil divulgando o álbum "ABandOn". Aproveitando o momento,o jornalista Toninho Spessoto da extinta revista "Showbizz",entrevistou o vocalista Ian Gillan que detonou com os CDs e desceu a lenha no ex colega Ritchie Blackmore.Veja os melhores momentos:





É verdade que o Deep Purple vai gravar um disco acústico?
Essa história começou depois que fizemos um show na Polônia com o Ian Paice batucando um tambor.Mas nunca pensamos nisso,o som do Purple teria que sofrer muitas alterações. E esse negócio de acústico virou clichê e o Purple é contra qualquer modismo.

Todos os discos do Deep Purple são lançados também em vinil.é uma exigência da banda?
Sim.Eu particularmente não gosto de CDs. O som fica abafado,por melhor que seja a remasterização.A única vantagem que ele tem é o fato de poder tocar no carro.Mas prefiro mesmo o bom e velho vinil,com o ruído da agulha raspando o sulco. E nos LPs você pode ler os encartes numa boa,sem precisar de lentes de aumento.Outra coisa: o preço do CD é altíssimo! Se dependesse de mim,esse negócio de som digital não existiria.

Vocês costumam dizer que com a saída do guitarrista Ritchie Blackmore,em 1985,o Purple "recuperou a alegria de viver". Foi mesmo um alívio?
Se uma pessoa tem um cancer malígno,já em fase terminal,e de repente descobre que está curada,é invadida por uma sensação de alívio,não é? Aquele sujeito era um cancer no Deep Purple. Quando nos livramos dele,foi uma maravilha!

Que tipo de Música você está ouvindo hoje?
Música étnica,de artistas que nem sei os nomes,e sons para meditar. O Rock de hoje é estranho,sem definição,já o pop tem boas e más idéias.

Qual o melhor disco de Deep Purple na sua opinião?
Fizemos muita coisa boa,como Deep Purple In Rock(de 1970) e Made In Japan(73),mas ainda acho que Machine Head(72) é nosso melhor momento.


Entrevisra veiculada na edição nº 165 de Abril de 1999(Showbizz)


domingo, 11 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Blackout In Manaus/Brazil - Scorpions

Formato: CD Simples
Áudio: Soundboard Stereo Recording


Fazia um bom tempo que eu não ouvia nada do Scorpions. Hoje amanheci com a música "Big City Nights" na cabeça e resolvi garimpar minha estanta. Encontrei esse Bootleg fantástico dos Alemães em visita pela primeira vêz na nossa querida Amazônia. Na mesma época eles tocaram também entre nós(Belém),só não lembro se foi antes ou depois desse puta show em Manaus. Eu nunca tinha ouvido atuando pelo Scorpions,um baixista tão animal quanto Pawel Maciwoda,o cara simplesmente cavuca de maneira brilhante seu Fender Jazz Bass. Literalmente esse concerto chacoalhou a floresta toda. Meine,Schenker,Jabs,Maciwoda e Kottak estavam endiabrados,e toma-lhe clássicos:"Blackout",Big City Nights","Dynamite"."Rock You Like A Hurricane","Bad Boys Running Wild","The Zoo",até o set acústico com as baladas características do Scorpions não faltaram. A apresentação foi no Sambódromo de Manaus no dia 09 de Agosto de 2007. Dizem que eles estão se despedindo,tomara não seja verdade. Longa vida aos Escorpiões!!

Formação:

Klaus Meine: The Voice
Rud Schenker: Lead Guitar,Guitar
Mathias Jabs: Lead Guitar,Guitar
Pawel "The Animal" Maciwoda: Bass
James Kottak: The Drummer

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

LENDAS DO ROCK: Focus 1970 - 1977(Do Erudito ao Pop)

O Focus no estúdio
A história dos Holandeses do Focus,tem início em 1969 quando o tecladista e flautista Thijs Van Leer então com 20 anos,colando grau no conservatório de Amsterdan como pianista clássico e arranjador. O jovem rapaz ainda se especializaria em Instrumentos de sopro,orgão e música renascentista,estudando com o renomado maestro e patrício Anthony Van Der Horst. Com todos esse predicados,Thijs Van Leer queria mesmo era formar um grupo de rock semelhante ao Inglês Traffic do organista Steve Winwood. Foi com essa ideia fixa que ele se uniu aos colegas de conservatório Martin Dresden(baixista) e Hans Cleuver(baterista). Os três não conseguiram o objetivo,mas ganharam um convite para tocar como banda de apoio na versão holandesa do musical Hair. Já contando com a colaboração de Jan Akkerman(guitarrista,violonista,e um exímio tocador de alaúde)formado na Liceu Music University de Amsterdan,eles ganham um convite para a gravação do primeiro LP: In And Out Of Focus(1970). Devidamente alcunhados de Focus, eles aproveitam ao máximo o crescimento da popularidade na Holanda,graças ao avulso "House Of The King",canção instrumental à conseguir um grande feito,alcançando o top ten das paradas.Como o sucesso do disco de estreia não chegou a estourar em Londres e nem nos Estados Unidos,o guitarrista Jan Akkerman abandona a turma indo tocar num projeto que contava com o batera Pierre Van der Linden e o contrabaixista Cyril Haverman. Quando Thijs Van Leer percebeu que levaria a pior,decidiu fazer companhia à Akkerman,Cyril,e Pierre, mantendo o nome Focus. Esse line up lança em Moving Waves(1971),mostrando um grupo intrincado,melódico e erudito."Eruption",uma suite rock de 23 minutos dedicada  a lenda de Orfeu(o filho da música na mitologia grega),ocupa todo o lado (B) do álbum,e é aclamada pela crítica que a considerou uma obra prima com Pierre Van Der Linden sendo o responsável em 90% por esse tema,ele que já havia integrado a orquestra de ópera da capital da Holanda. Contudo,o grande hit do Lp sem dúvida foi "Hocus Pocus",com Van Leer cantarolando a música em Yodel(tradicional gênero musical dos Alpes). 1972 foi um grande momento para o Focus,turnês pela Europa,EUA,shows sempre lotados,paparicação dos críticos:"Eles nem precisam gravar nada em estúdios,pois são absolutamente perfeitos",estampou em primeira página o lendário Melody Maker. Com essa onda toda,eles aproveitam e lançam o excelente duplo Focus III(1972),trazendo o hit "Sylvia" que acampa em primeiro lugar por várias semanas nos charts Ingleses e Norte Americanos. Nesse novo trabalho,a banda já contava com um novo integrante,o baixista Bert Ruiter que entrara no posto de Cyril Haverman. A entrada do adiposo Ruiter,gerou um certo desconforto dentro do grupo. O baixista sempre foi mais ligado ao rock 'n' roll,escolado em Jack Bruce o que acabaria influenciando Thijs Van Leer e Jan Akkerman. Quém não gostou nada disso foi Pierre Van Der Linden e para que as coisas não ficasse insuportaveis,a gravadora resolve colocar no mercado um Live chamado: Focus At The Rainbow(1973),registrando momentos memoráveis das apresentações no Rainbow Theater em Londres. Em 1974,Pierre Van der Linden não aguenta mais as ideias de Bert Ruiter e pede seu desligamento do Focus,saindo para formar outra excelente banda o "Trace",ao lado do irmão mais velho Rick Van Der Linden(ex Ekseption). Mike Vernon empresário do Focus desde 1972,aparece com uma lista de grandes bateristas,entre eles:Mitch Mitchell e Aynsley Dunbar,quém leva a vaga é Collin Allen(ex John Mayall e Stone The Crows). Com baterista novo,o focus coloca no mercado Hamburger Concerto(1974),embora o Lp siga a linha dos anteriores,Bert Ruiter se sobrepõe com frases de contrabaixo cheias de grooves. Com Mother Focus(1975)eles se rendem por completo às tentações de Ruiter aderindo ao Rhythm & Blues com pegadas ligeiramente funkeadas em canções com no máximo três minutos e alguns poucos segundos:"I Need A Bathroom" por exemplo. Collin Allen havia abandonado à todos no decorrer da gravação de Mother Focus,obrigando Akkerman e Van Leer convocarem de imediato David Kemper. Em 1976 a Polydor aproveita a maré braba e lança a compilação Ship Of Memories,contendo sobras de estúdios e versões alternativas para algumas músicas. No ano seguinte já sem a presença de Jan Akkerman,o Focus esbandalha de vêz lançando o fraquíssimo Focus Con Proby(1977),contando com o veterano cantor Norte Americano P.J.Proby-definitivamente o Focus não era mais uma banda instrumental,tinha um crooner de verdade. Estavam também presentes nesse álbum:Phillip Catherine(guitarra),e Steve Smith(Journey,na bateria) além é claro de Thijs Van Leer e Bert Ruiter. O focus trocava o erudito pelo pop. Em 1978 eles encerraram a carreira, com um retorno em 2002,estando ainda em franca atividade,tendo lançado este ano,um disco com o título de X. O bom em tudo isso,é que eles retomaram às velhas viagens progressistas.e que continuem dessa forma.


Discos Selecionados:

Moving Waves(1971/Polydor)
Focus 3(1972/Polydor)
Focus At The Rainbow(1973/Polydor-Ao Vivo)
Hamburger Concerto(1974/Polydor)
Ship Of Memories(1976/EMI-Compilação)

Nota: O Focus foi uma das pouquíssimas bandas instrumentais a emplacar canções do gênero nas paradas.Fato esse comparado somente aos conjuntos The Shadows e The Ventures.



Formação atual do focus:

Thijs Van Leers:Key's,Flute
Pierre Van Der Linden: Drums
Menno Gootjes: Guitar
Bobby Jacobs: Bass

Formação Clássica:

Thujs Van Leer: Key's,Flute
Jan Akkerman: Guitar,Alaúde
Bert Ruiter:Bass
Perre Van Der Linden: Drums

TESOURO ENCONTRADO: Natural Gas - Natural Gas

Álbum: Natural Gas
Artista:Natural Gas
Lançamento: 1976
Selo: Private Rock

Depois do trágico perecimento do cantor,compositor,pianista e guitarrista Pete Ham,o grupo Badfinger deu um tempo nas atividades. O guitarrista Joey Molland,não quis saber de férias,arregaçou as mangas e foi à luta formando o Natural Gas. Compartilhando o projeto estavam com ele:Mark Clark(baixo,ex Collosseum e Uriah heep,futuro Rainbow),Jerry Shirley(bateria,ex Humble Pie),David Kaffinetti(teclados),e Peter Wood(bateria). Lançaram em 1976,um único e homônimo disco,ainda invisível para muita gente. Natural Gas é rock básico alternado com belas baladas,lembrando demais a melhor fase do Badfinger. "Little Darling","You Can Do It","Miracle Mile",e "St.Louis Blues",são canções agradabilíssimas,e bém construidas. Um power pop de primeira grandeza. Natural Gas,o disco e a banda merecem à descoberta.

Nota: Disponivem em CD desde 2009 somente na Gran Bretanha, e adivinhem? no Japão.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

LENDAS RO ROCK: Morphine,Inovadores e Autênticos

O Morphine era um power trio sim,mas diferente do tradicional guitarra,baixo e bateria. No lugar da guitarra,os rapazes usavam um saxofone barítono,no melhor estilo jazzista,porém o rock and roll e o Rhythm & Blues eram às prioridades no trabalho do trio. O Morphine foi formado em 1990 na cidade Norte Americana de Boston pelos brothers Mark Sandman(Baixo,Baixo Slide),Dana Colley(Saxofone),e Jerome Dupree(Bateria). Pois bém,em 1992 sai "Good" o primeiro disco do Morphine lançado pela Accurate Discos, para logo em seguida o baterista Jerome Depree desistir de tudo e se manda,entrando Billy Comway em seu posto.O sucesso nas college radios,chamaram a atenção da Rykodisc que os contratou de imediato,providenciando inclusive,para que "Good" fosse relançado com nova remasterização e distribuido nacional e internacionalmente. Em 1993 sai "Cure For Pain" conquistando críticos e fãs nos EUA e na Europa. O Morphine inicia uma grande excursão realizando apresentações seguidas e sempre em locais lotados,foram quase dois anos na estrada entre a América do Norte e o Velho Continente. O som do Morphine despertava curiosidade nas pessoas,principalmente na maneira de Mark Sandman tocar seu instrumento com somente duas cordas e ainda usando um bottleneck. Em 1995 é a vêz do CD "Yes" que repete o mesmo êxito,com isso grandes gravadoras começam a mostrar interesses pelo Morphine,entre alas a Dream Warks,liderada por David Geffen e Steven Spielberg e que tinha um contrato de destribuição com a Universal Music. E foi justamente com a "Dream Warks" que os três assinaram,rompendo com a Rykodisc. Já pelo novo selo eles lançam em 1997 "Like Swimming",que vendeu bém,porém os executivos da gravadora queriam que os caras se tornassem um megasucesso,enquanto que Mark Sandman preferia continuar sendo um artista cult. Enquanto a Dream Warks e o Morphine brigavam,a Rykodisc aproveitou e lançou nesse mesmo ano:"B-Sides & Otherwise",um disco contendo lado B de alguns singles e outakes nunca aproveitados. Durante algum tempo,eles somente excursionavam e trabalhavam em novas composições,até que a situação com a gravadora ficasse resolvida. Mas o destino foi cruel com Mark Sandman que no dia 03 de Julho de 1999,durante uma apresentação em Roma,o baixista sofreu um ataque cardiáco em cima do palco aos 46 anos de idade e levando com ele o Morphine,essa substância musical benéfica à saúde.Em 2000,foram lançados dois trabalhos póstumos:"Bootleg Detroit"(ao vivo/Rykodisc) e "The Night"(derradeiro trabalho de estúdio/Dream Warks)

Discos:

Good:(1992/Accurate-Rykodisc)
Cure Of Pain(1993/Rykodisc)
Yes(1995/Rykodisc)
Like Swimming(1997/Dream Warks)

Discos Póstumos:

Bootleg Detroit(2000/Rikodisc)
The Night(2000/Dream Warks)
At Your Service(2009/Rhino)

Nota: Mark Sandman tocava seu surrado contrabaixo "Premier" usando somente duas cordas utilizando em um Bottleneck(dedal de Vidro ou metal usado para fazer slide guitar)em algumas músicas.

FICHÁRIO: Rapidamente com Alice In Chains

Artista: Alice In Chains
Origem: Seattle
Ano de Formação: 1985


Iniciado como uma banda de Heavy Metal,logo o Alice In Chains se tornaria uma das pioneiras do movimento Grunge,lançando em 1990 o álbum "Facelifti,e "Dirt"em 1992. O single "We Die Young" extraído do primeiro disco,foi direto para o topo das paradas Americanas,com o clip rolando na MTV. O Alice In Chains,embora permanecendo na ativa,não tem mais repetido o sucesso alcançado anteriormente. Eles chegaram a encerrar as atividades da banda,logo após a morte do vocalista "Layne Staley" por overdose de heroína em 05 de Abril de 2002,porém resolveram voltar em 2009 com um CD-que passou despercebido de crítica e público-chamado:"Black Gives Way To Blue" e um tal "William Duvall" nos vocais.

Discos: Facelifti(90),Dirt(92),Alice In Chains(95),Umplugged(96),Live(2000),Black Gives Way To Blue(2009)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live Defenders - Judas Priest

Formato:Cd Duplo
Áudio:Soundboard(SBD)
Duração: 1:043'41


 Em 1984,os reis do Groove Metal,fizeram uma extensa excursão pelos Estados Unidos,divulgando o álbum "Defenders Of The Faith". Nesse período o Judas Priest já havia lançado excelentes discos,legítimas obras primas do Heavy Metal,embora o trabalho seguinte "Turbo",tenha decepcionado um pouco os fãs que recuperaram a lealdade à banda nos discos seguintes: "Ram It Down" e "Penkiller". A apresentação contida nesse bootleg duplo,foi realizada no "Tingley Coliseum" na Cidade de Albuquerque no Novo Mexico no dia 02 de Maio de 1984. Excelente registro!

Formação:

K.K Downing : Lead Guitar,Guitar
Glenn Tipton: Lead Guitar,Guitar
Ian Hill: Bass
Rob Helford: Vocals
Dave Holland: Drums

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CLASSIC BOOTLEGS: Live Download Festival 2004-Metallica

Formato:CD Simples
Áudio: Soundboard Recording
Duração:: 1:016'00


Em 2004, o Metallica foi escalado como headline do Download Festival em Castle Donington U.K,evento que substitui o lendário Monsters Of Rock .Nesta edição do Festival além do Metallica,faziam parte do line up também, outros nomes de peso-literalmente falando-como o Slayer e o Slipknot. Sem que todos estivessem esperando,um fato inusitado aconteceu. Pouco antes do Metallica entrar no palco,o baterista Lars Ulrich sentiu-se mal e foi hospitalizado às pressas,ficando impossibilitado de executar suas funções. A apresentação da banda atrazou uma hora e meia aproximadamente e para que tudo não acabasse cancelado,ficou acertado o seguinte:David Lombardo(baterista do Slayer),tocaria as duas primeiras músicas do set list-pois o grupo teria que voar de imediato para outro compromisso-e Joey Jordison(o baterista mascarado do Slipknot),faria o restante do concerto,que contou ainda com a participação de Flamming Larsen(roadie de Lars Ulrich),na música "Fade To Black". A apresentação realizada no dia 06 de Junho de 2004, não foi das mais empolgantes,Hatfield,Hammett e Trujillo,estavam preocupadíssimos com o colega enfermo. Entretanto tudo ocorreu na maior tranquilidade,com a plateia adorando ver o Metallica se apresentando com dois bateristas diferentes.

Set List:

1.Battery(Feat.Dave Lombardo)
2.The Four Horsemen(Feat.Dave Lombardo)
3.For Whom The Bell Tolls(Feat.Joey Jordison)
4.Creeping Death(Feat.Joey Jordison)
5.Seek And Destroy(Feat.Joey Jordison)
6.Fade To Black(Feat.Flamming Larsen)
7.Wherever I May Roan(Feat.Joey Jordison)
8.Last Caress(Feat.Joey Jordison)
9.Sad But True(Feat.Joey Jordison)
10.Melbourne - Hammett Solo
11.Nothing Else Matters(Feat.Joey Jordison)
12.Enter Sandman(Feat.Joey Jordison)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SINGLES COLLETORS: Hey Jude - The Beatles

Título: Hey Jude
Lado(b):Revolution
Artista:The Beatles
Compositor:Paul McCartney
Produtor:George Martin
Lançamento:30 de Agosto de 1968
Selo: Capitol/Apple
Consta no Álbum: ...
Em "Hey Jude",Paul McCartney escreveu uma letra otimista e cheia de conselhos ao então garoto Julian Lennon,filho de primeiro casamento de John Lennon com Cynthia Powell. O casal acabava de se divorciar em consequência do envolvimento amoroso de John e Yoko Ono. "Vamos lá garoto,seus pais se separaram, e eu sei que você não está legal,mas vai superar isso". McCartney adorava Julian.Quando o menino ia visitar o pai durante às gravaçoes no estúdio,era McCa quem ficava a maior parte do tempo com ele. O nome original da Canção estava cotado para ser "Jules". Porém,no último minuto,Paul resolveu homenagear um personagem do musical "Oklahoma" trocando o título para  "jude". Antes da gravação, John Lennon recebeu do parceiro,uma cópia da música ainda em fita demo e imaginou que os versos fossem sobre sua história. O grande barato dessa gravação, é a repetição do refrão da metade para o final,cantarolado seguidamente terminando em Fade Out. O produtor George Martin,foi contra os pouco mais de sete minutos de duração do compacto. Martin afirmava que os DJ's não rodariam "Hey Jude" nas rádios. Lennon & McCartney bateram o pé: "Se for The Beatles eles vão rodar com certeza",e não deu outra,é um dos maiores singles do quarteto.

Notas: O lançamento Norte Americano do single "Hey Jude",estacionou por nove semanas consecutivas na primeira posição.

Em Fevereiro de 1970,"Hey Jude",apareceu na compilação "Hey Jude(The Beatles Again)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

LENDAS DO ROCK: Premiata Forneria Marconi. A Itália produziu uma verdadeira lenda do rock progressivo

PFM em 1975
O grupo Quelli em foto rara
Por volta de 1970 em Milano na Itália,os amigos Franco Mussida(Guitarra e Vocais),Flávio Premoli(Teclados) e Franz Di Cioccio(Bateria),egressos de um grupo chamado Quelli,se juntam à Mauro Pagani(Violino,Flauta) e Giorgio Pizza (Contrabaixo),no que eles agora chamariam de: Premiata Forneria Marconi(PFM),nome retirado de uma velha padaria pertencente ao pai de um grande amigo de Flávio. A partir desse momento o recém formado PFM,passa a se exibir por toda a Itália,´principalmente nas principais capitais,abrindo concertos realizados por grandes nomes do "Rock Progressivo" como os Ingleses:Yes,Jethro Tull,Emerson,Lake & Palmer e Genesis. Além de composições próprias,o PFM costumava tocar nas suas apresentações e com muita maestria,temas do grupo King Crimson-eles faziam uma versão soberba para "21St Century Schizoid Man". Mantendo essa formação,o grupo grava em 1972 o primeiro LP chamado "Storia Di Un Minuto" com lançamento somente no mercado Italiano. Esse trabalho já prenunciava a intenção dos músicos em se tornarem uma grande banda de Head Rock,e logo eles caem nas graças da juventude da terra de sua santidade o  Papa. Com a Popularidade em altíssimo nível, e ainda nesse mesmo ano,eles emendam de imediato o segundo disco "Per Un Amico". Ao descobrir a admiração dos rapazes do premiata pelo King Crimson,o poeta e iluminador de palco do Rei Escarlate Peter Sinfield,foi ao encontro dos meninos e confirmar pessoalmente o mais novo fenômeno da vertente progressista do rock Europeu. Sinfield ficou tão impressionado com a competência do PFM,que levou os músicos para a Inglaterra. Em Londres iniciou com eles uma incumbência íngreme, mas que apresentaria bons frutos. Para começar,Peter Sinfield se tornou produtor e protetor do Premiata Forneria Marconi determinando que a partir de então fora do país de origem da banda, eles cantariam somente em Inglês,visando não somente o mercado no velho mundo,mas também os E.U.A. Sinfield se deu ao trabalho de reescrever e regravar para a lingua britânica,todas as letras das músicas dos dois primeiros discos,para que ambos fossem lançados de imediato no reino unido. O próximo passo foi alugar o "Estúdio Manticore" de propriedade do trio Emerson Lake & Palmer e iniciar as sessões de gravação do excelente "Photos Of Ghosts" que somente sairia em 1973,trazendo o grande hit: "Celebration". Chega 1974,a banda já é um sucesso por toda a Europa. O baixista Patrick Djivas, é o novo contratado para o lugar de Giorgio Pizza,e eles aproveitam e lançam o aclamado "World Became The World",na Itália sai com o título de "Lisola Di Niente",trazendo uma bela canção:"Just Look Away" ou "Dolcíssima Maria". Com o velho continente praticamente conquistado,eles partem rumo aos Estados Unidos e o Canadá,realizando uma grande excursão com alguns momentos registrados no álbum "Live In USA" lançado no mês de agosto. No início de 1975,o cantor Bernardo Lanzetti ex Aqua Fragile,entra no grupo. Com um timbre de vóz muito parecido com a de Peter Gabriel do Genesis,Lanzetti acaba incomodando os fãs mais dedicados,principalmente os Italianos,e para piorar a situação,o disco "Chocolate Kings" que estreava Bernardo como cantor,não contava mais com a produção de Peter Sinfield,o músico e amigo Claudio Fabi executou tal função com o álbum não tendo uma boa aceitação de público e crítica.Com essa situação cheirando desavença,PFM foi forçado à tirar umas férias para colocar as coisas nos seus devidos lugares. O LP seguinte "Jet Leg" lançado em 1977, foi todo gravado nos Estados Unidos e não contava mais com os serviços do flautista e violinista Mauro Pagani,substituído por Gregory Bloch,e mais uma vêz a lingua Inglesa foi preterida. Somente uma composição era cantada em Italiano. Com Paspartú lançado em 1978,a banda retoma o idioma natural,mas Lanzetti se demite logo depois do lançamento deixando para o baterista Franz Di Cioccio,a função de vocalista. Em 1980,outra alteração,sai Gregory Bloch e entra Lucio Fabri. No ano seguinte sai um novo álbum"Como Ti Vá In Riva Alla Cittá",e em 1982 a gravadora lança o duplo ao vivo "Performance". Com o passar dos anos,somente coletâneas,discos com outtakes,mais coletâneas e fortuitamente um ou outro de inéditas. A Forneria do Marconi na realidades está em fogo ameno,mas orgulhosa em ser o principal nome da Itália na vertente mais virtuosa do Rock And Roll,o Rock Progressivo.

Discografia Básica:

Storia Di Un Minuto(1972/RCA)
Per Un Amico(1972/RCA)
Photos Of Ghosts(1973/Manticore)
The World Became The World(1974/Manticore)
Live In USA(1974/Manticore) Ao vivo
Chocolate King(1975/Manticore)
Performance(1982/RCA) Duplo Ao Vivo

Notas: Oficialmente No Brasil,foram lançados pela RCA,somente "Per Un Amico","Live In USA" e "Chocolate King".

Os álbus "Live In Usa" e "Chocolate Kings",tiveram capas e títulos diferentes em algumas edições.O primeiro,saiu com uma foto da bada tocando no palco,e em alguns países, essa foto foi substituida por um desenhode uma panela cheia de cobras."Chocolate Kings" tem uma versão Americana com uma barra de chocolate envolvida num papel que imita a bandeira dos Estados Unidos.

Toda a discografia do PFM,está disponível em CD na Europa e EUA.